sábado, 25 de julho, 2026
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Uma mudança recente nas diretrizes nacionais promete ampliar o número de doadores de sangue e trazer mais clareza para quem deseja contribuir. A rede Hemosul passou a adotar novos critérios após atualização do Ministério da Saúde, que padronizou orientações em todo o país sobre a doação por pessoas que utilizam medicamentos para emagrecimento.
A principal alteração está no tempo de espera para quem faz uso desses medicamentos. Antes, o prazo de inaptidão podia chegar a até um ano. Agora, foi reduzido para apenas 14 dias, desde que o doador esteja em boas condições de saúde. A medida representa um avanço importante, ao equilibrar segurança com a necessidade constante de manter os estoques abastecidos.
Com a nova norma, o uso de medicamentos regularizados pela Anvisa deixa de ser um impedimento prolongado para a doação. O intervalo de 14 dias deve ser respeitado em situações como início do tratamento, mudanças na dose ou caso o paciente apresente sintomas.
A contagem desse prazo só começa após a pessoa estar completamente recuperada e se sentindo bem, reforçando o cuidado com a saúde do próprio doador.
Já em casos de uso de substâncias não autorizadas pela Anvisa, o tempo de espera permanece mais rigoroso: seis meses.
A atualização abre uma nova oportunidade para quem já havia sido considerado inapto anteriormente. Pessoas que procuraram o Hemosul e foram impedidas de doar por conta do uso de medicamentos emagrecedores podem retornar às unidades para uma nova avaliação.
O processo continua criterioso. Cada candidato passa por triagem clínica individual, onde são analisadas as condições de saúde e o histórico recente, garantindo segurança em todas as etapas.
Além de atender aos critérios básicos, o Hemosul reforça a importância de hábitos simples, mas essenciais: manter-se hidratado, ter uma alimentação equilibrada e estar descansado no dia da doação. Esses fatores ajudam tanto durante o procedimento quanto na recuperação.
De forma geral, estão aptas a doar sangue pessoas que:
Estejam em boas condições de saúde
Tenham entre 16 e 69 anos
Pesem mais de 51 kg
Estejam alimentadas e descansadas
Apresentem documento oficial com foto
Menores de idade também podem doar, desde que acompanhados por um responsável legal.
A atualização das regras chega em um momento importante, em que hemocentros de todo o país buscam reforçar seus estoques. Ao tornar os critérios mais claros e menos restritivos sem abrir mão da segurança, a expectativa é ampliar o número de doadores e garantir atendimento a quem precisa.
Mais do que uma norma técnica, a mudança reforça um princípio essencial: doar sangue continua sendo um gesto simples, seguro e capaz de salvar vidas todos os dias.
Saúde/Coxim
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...
25 de julho de 2026
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.
A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.
Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.
O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.
As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.
Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.
A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.
A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.