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Governo lança programa que transforma dívidas de planos de saúde em atendimentos especializados

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29 de julho de 2025

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Glenda Melo / Diário do Estado

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Uma nova estratégia do governo federal promete aliviar filas do SUS e, ao mesmo tempo, resolver parte da dívida acumulada por planos de saúde com o sistema público. A partir de agosto, operadoras de saúde suplementar poderão converter valores devidos ao SUS em atendimentos médicos especializados para pacientes da rede pública, em um modelo que une compensação financeira com ampliação do acesso à saúde. Iniciativa pretende ampliar o acesso a especialidades médicas em regiões com déficit de atendimento, usando estrutura ociosa da rede privada e promovendo integração de dados entre sistemas público e suplementar.

O programa, chamado “Agora Tem Especialistas”, permitirá que consultas, exames e cirurgias sejam realizados por instituições privadas em áreas onde o acesso a especialidades é limitado. A expectativa do Ministério da Saúde é que centenas de milhares de brasileiros, que aguardam por atendimento especializado, possam ser beneficiados com a medida.

A proposta transforma parte das dívidas das operadoras em um instrumento de apoio direto ao sistema público. Em vez de pagarem os valores integralmente em dinheiro, as empresas poderão prestar serviços de saúde aos usuários do SUS, especialmente em áreas críticas como oncologia, ortopedia, cardiologia, ginecologia, otorrinolaringologia e oftalmologia.

A escolha dessas especialidades não foi aleatória. Elas estão entre as que mais acumulam filas nas unidades públicas de saúde, com milhares de pacientes aguardando, muitas vezes por meses, um atendimento que poderia fazer diferença entre agravamento e cura.

As operadoras interessadas deverão atender critérios técnicos e participar de uma chamada pública conjunta entre o Ministério da Saúde e a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Será exigida comprovação de estrutura adequada, capacidade de atendimento e regularidade jurídica.

Empresas com grande volume de débitos poderão converter até R$ 750 milhões em atendimentos, com previsão de mais de 100 mil procedimentos mensais, dependendo do porte da operadora. Pequenas empresas terão metas proporcionais a partir de R$ 50 mil por mês em serviços prestados.

 

Além de evitar sanções e regularizar pendências fiscais, as empresas poderão utilizar estruturas que hoje estão parcialmente ociosas,hospitais, clínicas e centros de diagnóstico que operam abaixo da capacidade.

Outra grande mudança anunciada junto ao novo programa é a integração das informações médicas dos usuários da saúde pública e privada em uma base nacional unificada. A plataforma, que será operacionalizada pelo aplicativo Meu SUS Digital, permitirá que cidadãos tenham acesso ao histórico de atendimentos, resultados de exames, receitas médicas e evoluções clínicas, tudo em um só lugar.

A nova funcionalidade promete facilitar o acompanhamento contínuo dos tratamentos, especialmente para pacientes que transitam entre os dois sistemas. A migração dos dados começa já em agosto, cobrindo o período de 2020 a 2025. A partir de outubro, todas as informações passarão a ser atualizadas automaticamente.

Profissionais de saúde também terão acesso a esse banco de dados por meio de sistemas próprios do SUS, o que deve ajudar na tomada de decisões mais rápidas e precisas, além de evitar exames e prescrições duplicadas.

Com essa integração, o governo espera aumentar o número de registros clínicos disponíveis de 2,8 bilhões para mais de 5 bilhões, impulsionando o planejamento de políticas públicas baseadas em dados reais. Atualmente, mais de 80% dos estados brasileiros já utilizam a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) para decisões estratégicas. Com a adesão de mais municípios e a inclusão do setor privado, esse número deve crescer significativamente.

A iniciativa representa um movimento inovador no relacionamento entre o setor público e o privado na saúde brasileira. Ao transformar passivos financeiros em ações diretas para a população, o governo aposta na agilidade da rede suplementar como reforço ao SUS, sem abrir mão da regulação e da equidade no acesso.

Se for bem executado, o programa pode se tornar um modelo para futuras parcerias estruturadas com foco em resultados sociais, especialmente em tempos de alta demanda e recursos limitados.

Saúde/Coxim

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

25 de julho de 2026

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

 

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Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.

A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.

Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.

O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.

As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.

Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.

A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.

A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.

Saúde

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

24 de julho de 2026

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

 

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A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.

A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.

Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.

Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.

Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.

Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.

Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.

O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.

Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.

A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.

Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.

Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.

O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.

Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.

A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.