sábado, 25 de julho, 2026
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O Ministério da Saúde determinou a suspensão temporária da aplicação da vacina brasileira contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (8) e ocorre após a identificação de casos graves de saúde registrados em pessoas imunizadas, incluindo duas mortes que estão sendo investigadas pelas autoridades sanitárias.
A decisão foi tomada em conjunto com especialistas da vigilância sanitária e representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que acompanham a apuração dos casos. Segundo o governo federal, a interrupção tem caráter preventivo e permanecerá em vigor até que sejam concluídas as análises técnicas sobre os episódios notificados.
De acordo com os dados apresentados pelo Ministério da Saúde, cerca de 500 mil pessoas receberam a vacina desde o início da campanha. Entre os imunizados, foram registradas 3.703 notificações de eventos considerados inesperados após a aplicação do imunizante. A maior parte dos relatos foi classificada como leve, mas 42 casos despertaram atenção especial por apresentarem sintomas mais graves.
Entre as ocorrências analisadas estão manifestações como dores abdominais intensas, vômitos persistentes, sangramentos e agravamento do estado clínico dos pacientes. Três pessoas desenvolveram quadros severos compatíveis com dengue grave. Uma delas conseguiu se recuperar após atendimento hospitalar intensivo, enquanto outras duas evoluíram para óbito.
As vítimas fatais são uma mulher de 48 anos e um homem de 58 anos. Até o momento, os especialistas não confirmaram se existe relação direta entre a vacinação e as mortes registradas.
Durante o anúncio, o Ministério da Saúde destacou que ainda não há evidências científicas suficientes para apontar a vacina como causa dos casos investigados. Mesmo assim, o Comitê Nacional de Farmacovigilância recomendou a interrupção temporária da aplicação como medida de precaução.
A vacina do Instituto Butantan representa um marco para a ciência brasileira por ser a primeira desenvolvida integralmente no país para prevenção da dengue e também a primeira do mundo administrada em dose única. O imunizante começou a ser utilizado neste ano, inicialmente em grupos prioritários, incluindo profissionais da saúde.
Com a suspensão, estados e municípios receberam orientação para interromper imediatamente novas aplicações e intensificar o monitoramento de pessoas vacinadas recentemente.
As autoridades de saúde recomendam atenção especial para quem recebeu a vacina nas últimas três semanas. Sintomas como febre, dores abdominais fortes, vômitos frequentes, tontura, sangramentos, sonolência excessiva, irritabilidade, sinais de desidratação ou piora do estado geral devem motivar a busca imediata por atendimento médico.
Apesar da suspensão temporária, o governo federal reforçou que a decisão não representa uma conclusão sobre a segurança do imunizante. A expectativa é que as investigações esclareçam se os casos possuem relação com a vacina ou se foram provocados por outros fatores clínicos.
Saúde/Coxim
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...
25 de julho de 2026
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.
A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.
Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.
O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.
As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.
Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.
A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.
A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.