quinta, 04 de junho, 2026
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Atendendo as demandas solicitadas dos municípios durante a segunda etapa do Programa Governo Presente- Municipalista, o governador Reinaldo Azambuja firmou compromisso para a construção do prédio próprio do Centro de Hemodiálise, em Coxim. O prédio será um anexo construído nas dependências externas do Hospital Regional Álvaro Fontoura. Atualmente a hemodiálise funciona em um setor dentro do Hospital.
De acordo com o governador, um convênio entre prefeitura e Governo do Estado será firmado para execução da obra do Centro de Hemodiálise, bastando apenas o município apresentar o projeto ao secretário de saúde Geraldo Resende, que deve ser feito até dia 15 de junho.

Governador Reinaldo Azambuja (Foto Arquivo: Chico Ribeiro)
“Tivemos o prazer de trazer a hemodiálise e agora vamos construir o Núcleo da Hemodiálise anexo ao hospital de Coxim. Uma obra que vai custar mais de R$ 2 milhões, mas é necessária porque potencializa o que já existe, além de criar um modelo de ampliação, liberando o espaço onde funciona a hemodiálise para ampliar leitos de UTI ou uma outra especialidade. Isso já foi pactuado e só estamos esperando o prefeito entregar o projeto ao secretário Geraldo Resende”.
Para o prefeito de Coxim, Edilson Magro, a construção do prédio próprio da hemodiálise trará melhor acomodação as pessoas que fazem tratamento. “Os pacientes terão melhor comodidade, tranquilidade, e melhores acomodações. O tratamento que já

Prefeito Edilson fala da melhora no atendimento
(Foto: Edemir Rodrigues)
está bom, melhorará muito mais. Com o apoio do nosso secretário Eduardo Riedel, essa é uma grande conquista do Governo do Estado para a nossa cidade”, disse o prefeito ressaltando ainda, que o local onde funciona a hemodiálise será é destinado a UTI, oferecendo dessa forma, uma melhor logística tanto aos profissionais como as pessoas que necessitam do hospital.

Para Riedel, investir em saúde é fundamental (Foto Arquivo: Chico Ribeiro )
O secretário de infraestrutura, Eduardo Riedel, ressaltou a importância de se investir na saúde e proteger vidas, principalmente, diante dessa realidade que estamos enfrentando há mais de um ano. “Se têm algo que a pandemia tem nos mostrado é que investimento em Saúde, principalmente nos serviços públicos, é fundamental para garantir um acesso maior da população ao atendimento médico e a uma melhor expectativa de vida. Essa é uma discussão importantíssima não só para MS, mas também para a política pública de saúde brasileira. Estamos focados nisso e temos feitos todos os esforços para melhorar os serviços de saúde para nossa gente”.
Implantação da hemodiálise
Em 2016, com um investimento de aproximadamente R$ 1,5 milhão, o governador entregou ao hospital 18 máquinas novas para o tratamento de hemodiálise. Com isso, o hospital passou atender os renais crônicos do município como também da microrregião de Coxim, como Alcinópolis, Pedro Gomes, Rio Verde de Mato Grosso e Sonora.
Ainda ficou pactuado para o município de Coxim, o recapeamento da avenida Mato Grosso do Sul e a execução de 40 mil metros quadrados de recapeamento em diversas ruas do município. Além da recuperação com levantamento e cascalhamento das estradas vicinais: estrada da Barranqueira; estrada do Cascalho Branco (que liga a região de São Ramão ao Jauru); estrada vicinal que liga a Curva da Rosa até a Colônia Marabá; e da estrada que dá acesso ao Assentamento Nova Aliança e Curva da Rosa até a Ponte da Dona Didi.
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.
Saúde
Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.
2 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).
Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.
De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã.
Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.
O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.
Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.
Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.
Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.
O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.
Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.
A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.