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Saúde

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Governo de MS lança edital para apoiar pesquisas e inovações para o Sistema Único de Saúde

SUS

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19 de fevereiro de 2016

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Agora Ms

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Em meio à epidemia relacionada às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, o Estado de Mato Grosso do Sul lança o Programa de Pesquisa para o SUS (PPSUS), uma iniciativa inovadora por adotar um modelo de gestão descentralizado e participativo, envolvendo gestores estaduais e municipais de saúde, profissionais da área, professores, pesquisadores e representantes da sociedade civil. O lançamento acontece em Jardim neste sábado (20), às 9h30, durante a Caravana da Saúde.

Serão mais de R$ 700 mil em investimentos em projetos de pesquisa, extensão e inovação para promover avanços na política pública do SUS nas cinco linhas temáticas estratégicas: Doenças Transmissíveis; Saúde dos povos indígenas; Atenção à Saúde; Promoção da Saúde e Políticas e gestão em saúde.

O objetivo é financiar também estudos relacionados às doenças de transmissão da dengue, chikungunya e zika, além das síndromes congênitas relacionadas à infecção pelo vírus zika, representando significativa contribuição para o desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I) em Mato Grosso do Sul.

Para acessar o edital e obter mais informações acesse o site www.fundect.ms.gov.br.

PPSUS 2016

A Chamada FUNDECT/DECIT-MS/CNPq/SES N° 03/2016 – PPSUS-MS é uma parceria entre o Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit) do Ministério da Saúde (MS), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a Escola de Saúde Pública “Dr. Jorge David Nasser” da Secretaria de Estado de Saúde e a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect/Sectei).

São metas do Programa:

Desenvolver pesquisas em temas prioritários para a saúde da população sul-mato-grossense a fim de contribuir com o aprimoramento do Sistema Único de Saúde – SUS em Mato Grosso do Sul;

Apoiar pesquisas em linhas de pesquisa em sintonia com a realidade/necessidade de Mato Grosso do Sul;

Identificar e propor soluções para problemas de saúde que dependem do conhecimento científico e tecnológico para a sua resolução e o direcionamento dos investimentos de CT&I;

Contribuir para a redução das desigualdades regionais no campo da ciência, tecnologia e inovação em saúde;

Formar recursos humanos por meio dos programas de pós-graduação existentes no Estado nas linhas prioritárias do SUS-MS;

Fortalecer o sistema de saúde, a política de CT&I, os programas de pós-graduação e os grupos de pesquisas nas linhas prioritárias da área da saúde.

Linhas temáticas de fomento

Doenças Transmissíveis – entre outras, apoiar ações e pesquisas em doenças relacionadas à transmissão de dengue, chikungunya e zika;

Saúde dos povos indígenas;

Atenção à Saúde (rede cegonha, psicossocial, rede de atenção às pessoas com doenças crônicas, rede de atenção às pessoas com deficiência e rede de urgência e emergência);

Promoção da Saúde – entre outras, com foco em síndromes congênitas relacionadas à infecção pelo vírus zika;

Políticas e gestão em saúde – Avaliação dos programas, serviços e ações de atenção à saúde, em especial, Caravana da Saúde;

Saúde

SUS amplia proteção infantil com nova vacina contra pneumonia e meningite

  As crianças brasileiras contarão com uma proteção mais abrangente contra doenças causadas pela bactéria pneumococo. A partir deste...

SUS amplia proteção infantil com nova vacina contra pneumonia e meningite

4 de junho de 2026

SUS amplia proteção infantil com nova vacina contra pneumonia e meningite

 

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As crianças brasileiras contarão com uma proteção mais abrangente contra doenças causadas pela bactéria pneumococo. A partir deste mês, o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer a vacina Pneumocócica 20-valente (Pneumo 20) para o público infantil de até cinco anos de idade, reforçando a prevenção contra infecções que podem provocar complicações graves.

A nova vacina chega para ampliar a cobertura contra diferentes variantes da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por enfermidades como pneumonia, meningite, infecções generalizadas e otites. Essas doenças representam uma das principais causas de internações hospitalares na infância e podem deixar sequelas permanentes ou até levar à morte em casos mais severos.

De acordo com o Ministério da Saúde, a principal vantagem do novo imunizante está na capacidade de proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria. A atualização da vacina busca acompanhar o perfil das cepas que mais circulam atualmente e que estão associadas aos casos mais graves da doença.

Além de reduzir o risco de infecções pulmonares e neurológicas, a vacina também auxilia na prevenção de quadros de otite média, uma inflamação frequente entre crianças pequenas que, quando não tratada adequadamente, pode comprometer a audição.

A incorporação da Pneumo 20 ao calendário vacinal faz parte da estratégia do governo federal para fortalecer a imunização infantil e diminuir a incidência de doenças evitáveis. As primeiras doses já começaram a ser distribuídas para os estados, que serão responsáveis pelo repasse aos municípios.

A expectativa é que as aplicações sejam iniciadas nas unidades básicas de saúde ainda neste mês, conforme a chegada dos imunizantes em cada região. Pais e responsáveis devem ficar atentos aos comunicados das secretarias municipais de saúde para acompanhar o cronograma de vacinação.

Especialistas reforçam que manter a caderneta de vacinação atualizada é uma das formas mais eficazes de proteger as crianças contra doenças potencialmente graves, contribuindo também para a redução da circulação de agentes infecciosos na população.

Saúde

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

3 de junho de 2026

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

 

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Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.

Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.

Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.

A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.

Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.

Entre os mais comuns estão:

Dor muscular persistente em várias partes do corpo

Fadiga intensa

Sensação de cansaço ao acordar

Distúrbios do sono

Dores de cabeça frequentes

Rigidez muscular

Formigamentos

Ansiedade e depressão

Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".

Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.

Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.

Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.

Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.

Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.

Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.

Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.

Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.

Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.

Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.