sábado, 25 de julho, 2026
(67) 99983-4015
O glaucoma é uma das principais causas de cegueira no mundo e preocupa especialistas justamente por agir de forma silenciosa em grande parte dos casos. A doença afeta o nervo óptico responsável por levar as imagens captadas pelos olhos até o cérebro e, quando não diagnosticada e tratada precocemente, pode provocar perda permanente da visão.
Muitas pessoas convivem com o glaucoma durante anos sem perceber qualquer sintoma. Isso acontece porque, na maioria dos casos, a doença evolui lentamente, comprometendo primeiro a visão periférica. Quando os sinais se tornam mais evidentes, parte da visão já pode ter sido perdida de forma definitiva.
Nossa reportagem conversou com o Médico Coxinense; Dr Fernando Fontoura que nos esclareceu muitas dúvidas em um bate papo muito importante que vamos trazer para vocês agora.
O glaucoma é um grupo de doenças oculares geralmente associado ao aumento da pressão dentro dos olhos. Esse aumento pode causar danos progressivos ao nervo óptico, comprometendo a visão ao longo do tempo.
Existem diferentes tipos de glaucoma, mas o mais comum é o glaucoma crônico de ângulo aberto, considerado o mais silencioso. Há também o glaucoma agudo, que surge de forma repentina e exige atendimento médico imediato.
Nos estágios iniciais, o glaucoma costuma não apresentar sintomas claros. Por isso, os exames oftalmológicos periódicos são fundamentais, especialmente após os 40 anos.
Quando os sinais aparecem, eles podem incluir:
No glaucoma agudo, os sintomas aparecem rapidamente e podem representar uma emergência médica.
Alguns fatores aumentam as chances de desenvolver glaucoma, como:
Especialistas alertam que pessoas com fatores de risco devem manter acompanhamento oftalmológico regular para detectar alterações precocemente.
Embora o glaucoma não tenha cura, o tratamento pode controlar a doença e impedir a progressão da perda visual. O principal objetivo é reduzir a pressão ocular.
O tratamento pode incluir:
O acompanhamento médico contínuo é essencial, já que o controle inadequado pode levar ao agravamento do quadro.
A principal forma de prevenção é realizar consultas regulares com o oftalmologista, mesmo sem sintomas. Exames simples conseguem medir a pressão ocular e avaliar o nervo óptico, permitindo o diagnóstico precoce.
Manter doenças como diabetes e hipertensão controladas também ajuda a proteger a saúde ocular.
Campanhas de conscientização reforçam que cuidar da visão é fundamental, já que o glaucoma pode evoluir silenciosamente e comprometer de maneira definitiva uma das funções mais importantes do corpo humano. Agradecemos ao Dr Fernando Fontoura pelas informações e por colaborar para sanar dúvidas sobre um tema tão importante.
Saúde/Coxim
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...
25 de julho de 2026
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.
A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.
Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.
O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.
As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.
Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.
A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.
A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.