sábado, 25 de julho, 2026
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Agora é lei:
Medida sancionada pelo governo estadual reforça a prevenção e a segurança de recém-nascidos; em Coxim, iniciativa semelhante já havia sido aprovada pela Câmara
19 de dezembro de 2025
Folha Publicitária
Passou a valer em Mato Grosso do Sul a lei que determina a inclusão de orientações e treinamentos sobre manobras de desengasgo durante o acompanhamento pré-natal realizado nas redes pública e privada de saúde. A Lei nº 6.532, de 17 de dezembro de 2025, foi sancionada pelo governador Eduardo Riedel e publicada no Diário Oficial do Estado (DOE-MS) desde quinta-feira (18).
A nova legislação estabelece que gestantes atendidas no pré-natal poderão receber, entre os procedimentos de rotina, treinamento sobre a manobra de Heimlich, técnica utilizada em casos de engasgamento, aspiração de corpo estranho e como forma de prevenção de mortes evitáveis em bebês, incluindo a Síndrome da Morte Súbita Infantil.
De acordo com o texto legal, o treinamento deverá contar com a participação dos pais ou dos responsáveis legais pelo bebê e poderá ser reforçado nas consultas de acompanhamento do recém-nascido, ampliando o alcance das informações e a preparação das famílias para situações de emergência.
Manobras que salvam vidas
O engasgamento pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas os procedimentos variam conforme a idade da vítima. Em bebês, a técnica indicada é a tapotagem, enquanto crianças maiores, adolescentes, adultos e idosos devem ser submetidos à manobra de Heimlich.
Segundo orientações do Corpo de Bombeiros, em todas as situações o socorro especializado deve ser acionado imediatamente, mas a execução correta das manobras pode ser decisiva até a chegada da equipe de resgate.
No caso dos bebês, a tapotagem consiste em posicionar a criança de bruços sobre o antebraço, com a cabeça em nível inferior ao corpo, e aplicar leves batidas nas costas, entre as escápulas, com a mão em forma de concha. Se a obstrução persistir, o bebê deve ser virado de frente, ainda apoiado no antebraço, para a realização de compressões torácicas com dois dedos, alternando os procedimentos até a desobstrução ou a chegada do atendimento.
Já a manobra de Heimlich, aplicada em pessoas que não são mais bebês, consiste em compressões rápidas para dentro e para cima, logo abaixo do esterno, em séries de cinco movimentos, com reavaliação constante até que o objeto seja expelido.
Antes mesmo da sanção da lei estadual, o município de Coxim já havia avançado no tema. A Câmara Municipal aprovou recentemente um projeto de lei que prevê capacitação de gestantes em cuidados emergenciais com recém-nascidos, proposta apresentada pela vereadora Simone Gomes a partir de uma demanda levada à Casa pelo cidadão Manoel.
A medida municipal segue a mesma linha da legislação estadual ao priorizar a prevenção, a orientação e a preparação das famílias, reforçando a importância de ações integradas para reduzir riscos e salvar vidas desde os primeiros dias de vida.
Saúde/Coxim
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...
25 de julho de 2026
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.
A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.
Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.
O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.
As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.
Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.
A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.
A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.