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expedição cirúrgica
Outro importante resultado alcançado durante a Expedição Cirúrgica - além da quantidade de pacientes atendidos e cirurgias e exames realizados e exitosos - foi a troca de experiências entre equipe da Saúde local com professores eestudantes da Faculdade de Medicina da USP.
26 de julho de 2018
Assessoria
Outro importante resultado alcançado durante a Expedição Cirúrgica - além da quantidade de pacientes atendidos e cirurgias e exames realizados e exitosos - foi a troca de experiências entre equipe da Saúde local com professores eestudantes da Faculdade de Medicina da USP.
Durante o evento, realizado de 30 de junho a 5 de julho em Coxim, aconteceram também dois simpósios que reuniu grandes nomes da cirurgia do Brasil e profissionais, técnicos e estudantes da Saúde de Coxim e região.
No dia 30 de junho aconteceu o Simpósio Norte de Ginecologia e Cirurgia Laparoscópica, na ACIAC, que contou com a presença de Mauricio Abrão, de São Paulo, Rosanne Kho, dos EUA, entre outros grandes nomes da cirurgia.
No dia 5 de julho aconteceu o Simpósio em Cirurgia direcionado às especialidades ginecologia, gastrenterologia e anestesia, à púbico específico e treinamento de suporte básico de vida, destinado a leigos.
Bruno Nascimento, coordenador de Atenção Básica em Saúde de Coxim, diz que a experiência foi fantástica: "Foi muito proveitoso para todos nós da Secretaria, de todos os setores, houve um grande envolvimento e foi um grande despertar para todos nós em relação ao sentimento de equipe. Foi muito proveitoso: o contato com os profissionais, professores, alunos, residentes, os presidentes da Expedição, tivemos um diálogo muito legal".
Elaine Rizzo, gerente do núcleo de Auditoria da Secretaria Municipal de Saúde, relatou: "Foram três meses de trabalho e muito aprendizado, foi impactante para todos nos receber a Expedição Cirúrgica pela segunda vez no nosso município. Todos nós envolvidos recebemos ensinamentos de humildade e dedicação a um bem comum, que foi a excelência de atendimento a população de Coxim e região. Mas nada disso teria sido o sucesso que foi se nossa rede municipal de saúde não estivesse em sintonia, pois desde o primeiro atendimento nas unidades de saúde até a cirurgias dos pacientes estivemos todos unidos, então quero agradecer a toda rede municipal de saúde e a Prefeitura de Coximl que não mediu esforços para que a Expedição Cirúrgica da USP fosse um sucesso".
A dra. Lidia Myung, Médica do Setor de Endometriose do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), também membro da Expedição,ressaltou as melhorias percebidas na estruturas da Saúde de Coxim entre a primeira vinda da Expedição Cirúrgica, em 2013, e esta edição, cinco anos depois. "Ficamos felizes em ver as melhorias em estrutura, a capacitação dos técnicos e profissionais, além do atendimento, pois vimos uma população saudável e bem atendida".
O acadêmico de Medicina da USP e co-diretor da Expedição, Victor Hugo Barboza, relatou: "Quero agradecer imensamente por tudo o que aconteceu nos últimos meses. Talvez nem eu mesmo mensurava o quão impactante a Expedição Cirúrgica poderia ser. Médicos e acadêmicos receberam ensinamentos de humanidade. Hoje estamos voltando repletos de memórias e lições que nunca poderíamos construir em outro lugar. Hoje guardo Coxim com muito amor".
Para o secretário municipal de Saúde, Franciel Oliveira, o resultado foi extremamente positivo: "Nossas equipes da Secretaria Municipal de Saúde e do Hospital Regional Álvaro Fontoura incorporaram o espírito da ExpediçãoCirúrgica e se dedicaram totalmente à integração. Tivemos um ganho com relação aos exames de ultrassom que alguns pacientes aguardavam dois anos para fazer o exame. Essa fila foi zerada. A fila de cirurgias não foi zerada masreduziu consideravelmente".
O médico Amir Charruf, cirurgião do aparelho digestivo, publicou em uma rede social: "Neste projeto, alunos se dedicam para viabilizar uma expedição de cirurgiões para um local distante, para auxiliar no tratamento de patologiascirúrgicas. Durante 7 dias, 5 jovens cirurgiões, 10 jovens anestesistas, patologistas, radiologistas e ginecologistas consagrados, largaram suas vidas, trabalhos e famílias para fazer o bem ao próximo, sem nada em troca. Trabalhamos, sofremos, rimos, nos divertimos e saímos de Coxim (MS) com a sensação de dever cumprido, com os corações mais leves e cheios de esperanças renovadas", desabafou o médico.
Saúde
As crianças brasileiras contarão com uma proteção mais abrangente contra doenças causadas pela bactéria pneumococo. A partir deste...
4 de junho de 2026
As crianças brasileiras contarão com uma proteção mais abrangente contra doenças causadas pela bactéria pneumococo. A partir deste mês, o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer a vacina Pneumocócica 20-valente (Pneumo 20) para o público infantil de até cinco anos de idade, reforçando a prevenção contra infecções que podem provocar complicações graves.
A nova vacina chega para ampliar a cobertura contra diferentes variantes da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por enfermidades como pneumonia, meningite, infecções generalizadas e otites. Essas doenças representam uma das principais causas de internações hospitalares na infância e podem deixar sequelas permanentes ou até levar à morte em casos mais severos.
De acordo com o Ministério da Saúde, a principal vantagem do novo imunizante está na capacidade de proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria. A atualização da vacina busca acompanhar o perfil das cepas que mais circulam atualmente e que estão associadas aos casos mais graves da doença.
Além de reduzir o risco de infecções pulmonares e neurológicas, a vacina também auxilia na prevenção de quadros de otite média, uma inflamação frequente entre crianças pequenas que, quando não tratada adequadamente, pode comprometer a audição.
A incorporação da Pneumo 20 ao calendário vacinal faz parte da estratégia do governo federal para fortalecer a imunização infantil e diminuir a incidência de doenças evitáveis. As primeiras doses já começaram a ser distribuídas para os estados, que serão responsáveis pelo repasse aos municípios.
A expectativa é que as aplicações sejam iniciadas nas unidades básicas de saúde ainda neste mês, conforme a chegada dos imunizantes em cada região. Pais e responsáveis devem ficar atentos aos comunicados das secretarias municipais de saúde para acompanhar o cronograma de vacinação.
Especialistas reforçam que manter a caderneta de vacinação atualizada é uma das formas mais eficazes de proteger as crianças contra doenças potencialmente graves, contribuindo também para a redução da circulação de agentes infecciosos na população.
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.