sábado, 25 de julho, 2026
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Com foco em preservar vidas e ampliar o acesso ao tratamento, o Governo de Mato Grosso do Sul deu um passo decisivo no fortalecimento da rede de atenção aos pacientes com Doença Renal Crônica. Publicada no Diário Oficial do Estado a Resolução SES/MS nº 519 institui incentivo financeiro para a Atenção Especializada no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), assegurando recursos para custear sessões de hemodiálise e ampliar a oferta da diálise peritoneal em unidades habilitadas.
A medida terá vigência de janeiro a dezembro de 2026 e representa alívio e esperança para milhares de pessoas que dependem do tratamento contínuo para sobreviver. Para quem enfrenta a rotina exaustiva das terapias renais, a garantia de financiamento significa mais segurança, menos interrupções e maior qualidade de vida.
O incentivo financeiro foi estruturado em dois eixos. O primeiro é voltado ao custeio das sessões de hemodiálise para pacientes renais crônicos atendidos pelo SUS. Cada sessão terá valor de R$ 45, com limite de até 14 sessões por paciente ao mês, conforme a tabela de procedimentos do SUS. O recurso será destinado aos gestores responsáveis pelos contratos com prestadores de Terapia Renal Substitutiva.
Já o segundo eixo mira a ampliação do acesso à diálise peritoneal, modalidade que permite ao paciente realizar o tratamento em casa, com mais autonomia e conforto. Nesse caso, o incentivo será de R$ 716,12 por paciente ao mês, contemplando a manutenção e o acompanhamento domiciliar de pacientes submetidos à diálise peritoneal automatizada ou contínua, com limite de um procedimento mensal por paciente.
Para ter acesso ao incentivo financeiro complementar, os municípios que gerenciam prestadores habilitados em Atenção Especializada em Doença Renal Crônica — seja em hemodiálise, diálise peritoneal ou ambas — e os hospitais sob gestão estadual devem cumprir critérios estabelecidos na resolução. Entre eles estão a apresentação de dados atualizados sobre pacientes em tratamento e em fila de espera, a comprovação da estrutura disponível e a assinatura do Termo de Adesão. A documentação deve ser encaminhada à Secretaria de Estado de Saúde até o dia 21 de janeiro de 2026.
De acordo com a gerente de Atenção à Doença Renal Crônica da SES, Mara Rúbia da Costa Silva, a normativa reafirma e qualifica uma política que já vem sendo construída no Estado. “O incentivo já faz parte da estratégia de cuidado à pessoa com Doença Renal Crônica e, com essa resolução, garantimos sua continuidade em 2026, fortalecendo o custeio da hemodiálise e ampliando o acesso à diálise peritoneal, de forma alinhada à linha de cuidado e às necessidades dos pacientes”, destacou.
Mais do que números e prazos, a resolução simboliza compromisso com a vida. Ao assegurar recursos e ampliar alternativas de tratamento, o Estado reforça a rede pública de saúde e oferece dignidade a quem convive diariamente com a doença renal crônica uma luta silenciosa que exige atenção constante, sensibilidade e políticas públicas eficazes.
Saúde/Coxim
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...
25 de julho de 2026
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.
A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.
Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.
O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.
As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.
Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.
A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.
A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.