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Estado quer instalar cinco leitos de UTI em Coxim para atender Região Norte

Secretário Geraldo Resende diz que Governo do Estado vai dar todo o apoio à administração municipal, tanto para compra de equipamentos quanto para custeio e habilitação de leitos

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5 de abril de 2020

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Secretaria de Estado de Saúde

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O governo do Estado pretende instalar cinco leitos de UTI em Coxim para atender a região Norte de Mato Grosso do Sul, principalmente visando o enfrentamento da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. A informação é do secretário estadual de Saúde Geraldo Resende, que propõe a discussão do assunto com o prefeito Aluizio São José e com o secretário municipal de Saúde Franciel Oliveira. “Vamos resolver essa situação por meio de entendimento da administração municipal com a área técnica da Secretaria de Estado de Saúde”, propõe o secretário.

De acordo com Geraldo Resende, o governador Reinaldo Azambuja determinou que sejam superadas todas as dificuldades, inclusive financeiras, para a implantação de uma estrutura de atendimento com leitos de UTI para Coxim e demais municípios da Região Norte do Estado. “Se a Prefeitura tiver problemas na aquisição dos equipamentos para a montagem das UTI’s, o Estado pode ajudar. Se a questão for quanto ao encaminhamento de documentação de habilitação para o Ministério da Saúde, nossos técnicos também estão à disposição da Prefeitura”, explica.

Outra situação em que o Estado vai auxiliar o município é com relação ao valor das diárias para os médicos intensivistas, definido em R$ R$ 800 pagos pelo Estado e R$ 800 pelo Governo Federal. “Podemos avaliar uma contrapartida maior se for o caso”, salienta Geraldo Resende

O secretário explicou ainda que a instalação de 135 novos leitos de UTI na Capital e nos demais municípios do interior foi definida na CIB (Comissão Intergestores Bipartite), que reúne os secretários municipais de Saúde e técnicos da Secretaria Estadual de Saúde. Segundo ele, houve um encaminhamento dessa discussão na reunião que aconteceu quarta-feira (01.04), aprovada por unanimidade pelos demais secretários municipais. Além de Coxim, existe a possibilidade de implantação também nos municípios de São Gabriel do Oeste, Maracaju e Nova Andradina.

“Infelizmente, o secretário Franciel Oliveira não participou dessa reunião e Coxim deixou de apresentar sua proposta. Mas não é por isso que vamos deixar de apoiar as iniciativas deste município, uma vez que o momento é de união de esforços na luta pela vida e deixar de lado qualquer debate que tenha um viés eleitoral”, salienta Geraldo Resende.  

 Em dia

O secretário lembra que os repasses de recursos estaduais da área de saúde para Coxim estão em dia. Somente no ano passado, foram transferidos para o município um montante de mais de R$ 7 milhões, dos quais, um valor mensal de R$ 404,8 mil somente para o Hospital Regional Dr. Álvaro Fontoura da Silva. Nos três primeiros meses desse ano os repasses somaram R$ 2.104.096,51, sendo que o valor transferido para o Hospital Regional saltou para R$ 439.817,25/mês.

Além das transferências para custear serviços prestados no Hospital Regional de Coxim, o Estado pagou, em março, a última das nove parcelas de R$ 77.777,78 mensais, como forma de apoio no custeio ao atendimento aos pacientes renais crônicos, totalizando R$ 700 mil. Com os recursos transferidos pelo Estado, é feito o pagamento de um incentivo aos Agentes Comunitários de Saúde e de Endemias, serviços na área de saúde bucal, saúde mental, Estratégia de Saúde da Família (ESF), saúde no sistema penitenciário e compensação de especificidades regionais (CER).

“Por determinação do governador Reinaldo Azambuja, trabalhamos para manter a regularidade dos pagamentos devidos pelo Governo do Estado à área de saúde para os municípios e com Coxim não tem sido diferente, porque a meta do Governo do Estado é propiciar condições para a oferta de serviços de qualidade, mais próximos de onde moram os cidadãos, que são os municípios”, conclui o secretário.

 Hemodiálise

A Secretaria de Estado de Saúde também aguarda o encaminhamento, pelo Município de Coxim, de um projeto para a construção de uma nova ala no Hospital Regional Dr. Álvaro Fontoura da Silva, para ampliação do serviço de hemodiálise e de outros serviços em saúde para os usuários do SUS da cidade e da região.

“O governo do Estado vai bancar financeiramente essa ampliação. Vamos elaborar um projeto em parceria com o município para que nenhum coxinense ou morador de municípios da região, que precisem fazer terapia renal substitutiva, deixe de ser atendido em Coxim”, salienta Geraldo Resende.  A proposta foi anunciada em visita feita a Coxim pelo secretário no dia 7 de janeiro deste ano.

Saúde

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

3 de junho de 2026

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

 

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Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.

Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.

Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.

A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.

Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.

Entre os mais comuns estão:

Dor muscular persistente em várias partes do corpo

Fadiga intensa

Sensação de cansaço ao acordar

Distúrbios do sono

Dores de cabeça frequentes

Rigidez muscular

Formigamentos

Ansiedade e depressão

Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".

Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.

Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.

Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.

Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.

Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.

Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.

Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.

Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.

Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.

Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.

 

Saúde

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

2 de junho de 2026

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

 

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Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).

Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.

Óbitos foram registrados em sete municípios

De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do SulDouradinaGuia Lopes da Laguna e Itaporã.

Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.

O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.

Dengue soma mais de 5 mil casos prováveis

Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.

Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.

Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.

Mais de 223 mil doses contra dengue foram aplicadas

O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.

Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.

Vacinação é destinada a crianças e adolescentes

A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.