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ENTREVISTA DA SEMANA

Joelson Mariano da Cruz,46 anos, casado.Funcionário público concursado há 16 anos sendo que 10 anos de Supervisor e há 03 anos Coordenador da Coordenadoria de Controle de Vetores de Coxim.

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10 de maio de 2024

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Entrevista concedida para Jornalista Glenda Melo/Diário do Estado

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Para falar um pouco sobre a Dengue em Coxim, o Diário do Estado convidou o Coordenador do Controle de Vetores de 
Coxim Joelson Mariano da Cruz, para esclarecer nossas dúvidas e nos atualizar da situação da Dengue na cidade.

Diário do Estado: Joelson, hoje, quais os números da Dengue em Coxim?
Joelson: Na última semana foram 16 notificações, 10 confirmados, e nenhum óbito em Coxim.

Diário do Estado: Qual a predominância dos casos em Coxim?
Joelson: São predominantes os casos tipo 1 e 2 da Dengue, nosso receio e que seja confirmado em Coxim o tipo 3 da doença, que é sua forma mais grave, por isso a necessidade da população redobrar os cuidados em casa.

Diário do Estado: Quantos óbitos confirmados por dengue no estado Joelson?
Joelson: Até agora em MS foram confirmados 14 óbitos por dengue, o que para nós já é um número bastante alto.

Diário do Estado: Quais as ações estão acontecendo na cidade de combate ao mosquito?
Joelson: Aplicação de inseticida, visitas domiciliares dos nossos agentes, visitas em borracharias e depósitos de materiais, além da instalação de 137 armadilhas por mês para a captura de ovos, com essas armadilhas são capturados por mês aproximadamente 15.000 ovos do mosquito da dengue.

Diário do Estado: Quais as parcerias foram firmadas na cidade para ajudar no Combate da dengue?
Joelson: Foram firmadas parcerias com a Sejusp (Secretaria de justiça de Mato Grosso do Sul) que está ajudando todas as cidades de MS, também estamos recebendo o apoio das universidades: UFMS e UEMS, a UFMS juntamente com os acadêmicos do curso de enfermagem estão desenvolvendo novas armadilhas para a coleta de ovos, e a UEMS têm nos ajudado cedendo o laboratório do Campus para a realização de testes.O Batalhão do corpo de bombeiros de Coxim tem nos ajudado muito visitando escolas, centros de convivência e demais locais da cidade com palestras educativas de prevenção a dengue.

Diário do Estado: Joelson, qual a sua maior preocupação?
Joelson: O mês de junho, diferente dos anos anteriores junho mesmo sendo um mês de baixas temperaturas e tempo mais seco pode acontecer uma epidemia em Coxim, tudo por conta da mudança muito rápida que acontece com a Dengue, pela falta de consciência de alguns moradores e da cultura que as pessoas ainda têm que não irá acontecer com elas, até acontecer, então, até o mês de junho corre-se esse risco de epidemia aqui.

Diário do Estado: Qual o efetivo hoje Joelson para o trabalho nas residências e comércios de Coxim?
Joelson: São 16 agentes, todos os 16 para atender toda a cidade de Coxim, fazendo as visitas domiciliares, as visitas de educação e saúde e os pontos estratégicos, que são as borracharias, cemitérios e lugares mais críticos.

Diário do Estado: Joelson, qual a grande dificuldade que você e sua equipe encontram em Coxim para combater a dengue?
Joelson: Sem dúvida a falta de consciência de alguns moradores de Coxim que ainda acumulam materiais em seus quintais, as residências abandonadas que podem conter focos e não conseguimos entrar, residências fechadas, alguns moradores também não aceitam a visita dos agentes, tudo isso coloca em risco a própria população coxinense.

Diário do Estado: Suas considerações finais para população de Coxim Joelson
Joelson: A prefeitura Municipal de Coxim através do Prefeito Edilson Magro, a secretária de Saúde Leila Khol têm junto com a Coordenadoria de vetores a preocupação em manter o controle da situação da Dengue no município, mas não podemos depender somente do poder público, devemos começar pelas nossas casas, ajudar um vizinho que não pode fazer sua limpeza talvez por falta de mobilidade, devemos olhar para o coletivo, pois o coletivo somos nós, ninguém está livre de adoecer por dengue, portanto prevenir sempre será o mais certo para ser feito.
Não devemos nos esquecer nunca que a dengue evolui de maneira muito rápida e é uma doença que pode levar a morte em muito pouco tempo, não podemos ser derrotados por um mosquito, vencer essa batalha é responsabilidade de todos nós.

Saúde

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

3 de junho de 2026

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

 

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Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.

Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.

Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.

A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.

Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.

Entre os mais comuns estão:

Dor muscular persistente em várias partes do corpo

Fadiga intensa

Sensação de cansaço ao acordar

Distúrbios do sono

Dores de cabeça frequentes

Rigidez muscular

Formigamentos

Ansiedade e depressão

Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".

Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.

Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.

Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.

Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.

Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.

Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.

Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.

Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.

Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.

Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.

 

Saúde

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

2 de junho de 2026

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

 

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Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).

Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.

Óbitos foram registrados em sete municípios

De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do SulDouradinaGuia Lopes da Laguna e Itaporã.

Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.

O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.

Dengue soma mais de 5 mil casos prováveis

Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.

Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.

Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.

Mais de 223 mil doses contra dengue foram aplicadas

O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.

Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.

Vacinação é destinada a crianças e adolescentes

A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.