sábado, 25 de julho, 2026
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Uma moradora de Ribas do Rio Pardo foi chamada pelo Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) e viajou a São Paulo para realizar a doação que possibilitou um transplante destinado a um paciente brasileiro. O procedimento foi realizado em 28 de outubro de 2025, anos após o cadastro feito quando ela tinha apenas 18 anos.
O convite para integrar o Redome surgiu quando ela ainda participava de campanhas de doação de sangue promovidas pelo Rotary, grupo de doadores voluntários no município.
Assim que atingiu o peso mínimo exigido, passou a doar sangue.
“Eu tinha 17 anos quando consegui doar sangue pela primeira vez”, lembra.
O cadastro como doadora de medula veio pouco depois. Na época, ela ainda tinha dúvidas sobre o procedimento.
“Perguntei se doía, me explicaram que ali era só o cadastro e que a chance de compatibilidade é rara, mas que, se acontecesse, entrariam em contato”.
Ela autorizou a inclusão dos dados e seguiu a vida normalmente, mantendo telefone e endereço atualizados.

(Foto: Divulgação SES)
No ano passado, recebeu uma mensagem perguntando se poderia ir até Campo Grande para realizar exames por suspeita de compatibilidade com um paciente.
Ainda não havia confirmação de que a doação seria necessária. Após realizar a coleta de sangue, ela aguardou o prazo informado, que poderia chegar a 180 dias.
A confirmação veio perto do limite do período.
“Eu disse sim na hora”, afirma.
Mãe de Liz, de 7 anos, e Leonardo, que na época tinha 1 ano e 7 meses, ela precisou reorganizar a rotina familiar para permanecer alguns dias fora de casa.
“Não hesitei, mas logo pensei: como vai funcionar? Tenho duas crianças pequenas”.
Após a confirmação, ela foi encaminhada para São Paulo, onde passou por exames complementares e orientações médicas sobre as formas possíveis de doação.
No caso dela, foi utilizado o método de aférese, em que o doador recebe medicação por alguns dias para aumentar o número de células-tronco na corrente sanguínea. Em seguida, o sangue é coletado por uma máquina que separa as células necessárias e devolve o restante ao organismo.
Todo o procedimento é realizado em centro especializado e custeado pelo Redome, Instituto Nacional de Câncer (INCA) e Ministério da Saúde.
Ela permaneceu cerca de seis horas ligada ao equipamento.
“Eles explicam tudo com muita clareza. Me senti segura o tempo todo”, relata.

(Foto: Divulgação SES)
Ao todo, foram nove dias em São Paulo, período que ela considera o momento mais difícil da experiência.
“Ficar nove dias longe deles pesou muito. Meu filho ainda era muito pequeno. Eu já não amamentava, mas o apego é muito forte. Mas eu sabia que era por uma causa valiosa”.
Havia ainda a possibilidade de uma segunda coleta, caso a quantidade de células não fosse suficiente. Quando recebeu a confirmação de que a primeira coleta havia atendido à necessidade, a emoção tomou conta.
“Quando a médica disse que tinha dado certo e que não precisaria repetir, eu desabei. Foi uma emoção muito grande”.
O processo ocorre de forma sigilosa, e a doadora não recebe informações detalhadas sobre quem recebeu o transplante. Ela sabe apenas que o paciente é brasileiro.
“A gente pensa na pessoa que está do outro lado, esperando. Eu espero que esteja bem, que tenha saúde. Que isso tenha sido um recomeço”.
De volta à rotina na loja de roupas infantis onde trabalha, em Ribas do Rio Pardo, ela decidiu compartilhar a experiência para incentivar outras pessoas.
“Doem sangue. Se cadastrem como doadores de medula óssea. É algo que pode mudar completamente a vida de alguém”.

(Foto: Divulgação SES)
A medula óssea é responsável pela produção das células do sangue e o transplante é indicado para pacientes com doenças que afetam essas células.
Para se cadastrar como doador voluntário é necessário:
Ter entre 18 e 35 anos e 9 meses
Não ter doença infecciosa ou incapacitante
Não apresentar doença neoplásica, hematológica ou do sistema imunológico
Em Mato Grosso do Sul, o cadastro pode ser feito nas unidades da rede Hemosul, em Campo Grande e no interior do Estado.
Segundo a chefe do Setor de Captação do Hemosul, Lucéia Fernandes, dados do Redome apontam que sete pessoas de Mato Grosso do Sul efetivaram a doação de medula óssea em 2024.
Atualmente, o Estado soma 197.502 cadastros de doadores voluntários de medula óssea, registrados entre 2001 e 2025.
“Cada novo cadastro representa uma possibilidade concreta de compatibilidade para quem aguarda um transplante. Por isso, é fundamental manter telefone e endereço sempre atualizados”, reforça.
Saúde/Coxim
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...
25 de julho de 2026
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.
A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.
Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.
O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.
As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.
Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.
A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.
A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.