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Covid-19
O diretor clínico do Hospital Regional de Coxim, doutor Marcos Túlio Mazzaro D'Andretta, prestou importantes esclarecimentos durante explanação ao vivo pelo Facebook do prefeito Aluizio São José na quinta-feira (2 de julho), em especial quanto ao primeiro óbito de um cidadão coxinense por Covis, às UTIs que estão sendo montadas e aos medicamentos utilizados no tratamento à Covid.
3 de julho de 2020
Assessoria
O diretor clínico do Hospital Regional de Coxim, doutor Marcos Túlio Mazzaro D'Andretta, prestou importantes esclarecimentos durante explanação ao vivo pelo Facebook do prefeito Aluizio São José na quinta-feira (2 de julho), em especial quanto ao primeiro óbito de um cidadão coxinense por Covis, às UTIs que estão sendo montadas e aos medicamentos utilizados no tratamento à Covid.
Primeira vítima de Covid
Marcos Túlio ressaltou que o paciente era do grupo de risco e que não há estudos científicos suficientes e protocolos médicos para tratamento da doença.
"O paciente tinha 67 anos, era hipertenso, diabético, portador de marca-passo, e fazia acompanhamento com cardiologista em Campo Grande. Há cinco dias ele procurou o Hospital alegando estar com falta de ar há 15 dias. Desde então estava internado e ao longo do tratamento tinha quadro instável. Melhorava em um dia, piorava no outro, e nesta quinta feira teve uma piora. Foi entubado para respirar por meio de respirador artificial".
"Foi solicitada a transferência para Campo Grande pois ele tinha mais de 50% dos pulmões acometidos por lesão de Covid. Depois de entubado ele teve uma parada cardíaca, que foi prontamente revertida por nossa equipe, mas apresentou outra parada cardíaca e não conseguiu sobreviver. Ele foi nossa primeira vítima, e espero que seja a última, dessa doença que a gente desconhece tratamento, existência, origem, enfim, tudo sobre ele", disse o médico.
Medicamentos para Covid
"Cada paciente é diferente do outro. A gente avalia cada caso. Não existe protocolo. Alguns remédios apresentam resultados em casos mais graves, e não em casos leves. Não há consenso na classe médica quanto ao tratamento" explicou o médico, esclarecendo que quem tem a responsabilidade, a prerrogativa e a capacidade de definir medicamentos em toda doença é o médico.
UTIs
Quanto às Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), que estão sendo montadas no Hospital Regional de Coxim, o diretor clínico do HR explicou que são cinco UTIs, mas que não bastam equipamentos médicos, que inclusive já foram adquiridos por meio de doações do comércio, do Conselho Comunitário de Segurança, com recursos do Governo Federal, do Governo Estadual e do Municipal.
Ele explanou que UTI é uma equipe multidisciplinar que envolve vários profissionais e todos precisam estar devidamente paramentados para estar em funcionamento e aptos a utilizarem os equipamentos.
A Secretaria Municipal de Saúde Pública encaminhou toda a documentação para que o Ministério da Saúde proceda com a habilitação das UTIs há mais de um mês.
A partir do momento em que as UTIs estiverem disponíveis, serão especificamente para tratamento de Covid e estarão disponíveis para a central de regulação de vagas de todo o Estado de Mato Grosso do Sul, não sendo exclusiva para pacientes de Coxim.
Casos que demandarem outras especialidades como neurologia e cardiologia continuarão sendo encaminhados para Campo Grande.
O que o Hospital Regional de Coxim oferece hoje é uma sala de emergência e 30 leitos clínicos para isolamento para Covid. Alguns equipamentos adquiridos para as UTIs, quando necessários, são utilizados sem hesitação por parte do corpo clínico da unidade.
Saúde
As crianças brasileiras contarão com uma proteção mais abrangente contra doenças causadas pela bactéria pneumococo. A partir deste...
4 de junho de 2026
As crianças brasileiras contarão com uma proteção mais abrangente contra doenças causadas pela bactéria pneumococo. A partir deste mês, o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer a vacina Pneumocócica 20-valente (Pneumo 20) para o público infantil de até cinco anos de idade, reforçando a prevenção contra infecções que podem provocar complicações graves.
A nova vacina chega para ampliar a cobertura contra diferentes variantes da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por enfermidades como pneumonia, meningite, infecções generalizadas e otites. Essas doenças representam uma das principais causas de internações hospitalares na infância e podem deixar sequelas permanentes ou até levar à morte em casos mais severos.
De acordo com o Ministério da Saúde, a principal vantagem do novo imunizante está na capacidade de proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria. A atualização da vacina busca acompanhar o perfil das cepas que mais circulam atualmente e que estão associadas aos casos mais graves da doença.
Além de reduzir o risco de infecções pulmonares e neurológicas, a vacina também auxilia na prevenção de quadros de otite média, uma inflamação frequente entre crianças pequenas que, quando não tratada adequadamente, pode comprometer a audição.
A incorporação da Pneumo 20 ao calendário vacinal faz parte da estratégia do governo federal para fortalecer a imunização infantil e diminuir a incidência de doenças evitáveis. As primeiras doses já começaram a ser distribuídas para os estados, que serão responsáveis pelo repasse aos municípios.
A expectativa é que as aplicações sejam iniciadas nas unidades básicas de saúde ainda neste mês, conforme a chegada dos imunizantes em cada região. Pais e responsáveis devem ficar atentos aos comunicados das secretarias municipais de saúde para acompanhar o cronograma de vacinação.
Especialistas reforçam que manter a caderneta de vacinação atualizada é uma das formas mais eficazes de proteger as crianças contra doenças potencialmente graves, contribuindo também para a redução da circulação de agentes infecciosos na população.
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.