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Dengue: Secretário de Saúde alerta que índice de infestação é alto em Coxim

A secretaria de saúde de Coxim informou ainda que neste período de quatro semanas foram feitas 3.789 visitas a domicílios, eliminados 780 focos e 9.580 criadouros do mosquito Aedes aegypti

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29 de janeiro de 2016

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Carlos Pires

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A Secretaria de Saúde de Coxim registrou nas quatro primeiras semanas de janeiro 334 casos suspeitos de dengue no município. Somente nesta quarta semana, foram registrados em Coxim, 35 novos casos de dengue, sendo que houve uma queda no número de casos em relação ao mesmo período do ano anterior, com 146 casos.
Foram registrados dois casos de zika vírus sendo que um foi descartado e o outro em uma grávida que não havia procurado uma UBS (Unidade Básica de Saúde) que está sob investigação. A gestante foi encaminhada para Campo Grande, pois o bebê apresentou medidas do crânio menor do que o normal. Foi registrado ainda um caso de febre chikungunya que estava sob investigação, mas foi descartado pela secretaria municipal de saúde.
Em entrevista ao Diário do Estado, o secretário de Saúde de Coxim, Rogério Márcio Alves Souto, informou que o índice de infestação no município ainda é muito alto com 70% a 80%, e a falta de consciência de algumas pessoas tem contribuído para o surgimento de novos casos da doença.
Segundo o secretário, o foco principal está dentro dos domicílios onde há acúmulo de água como, por exemplo, dentro de galinheiros, atrás de geladeiras, calhas, latas, bebedouros de animais, garrafas pet, vasos de planta, pneus, entre outros locais dentro dos imóveis.
Souto disse que a secretaria de saúde do município tem procurado trabalhar em conjunto com a população para reverter o índice de infestação do mosquito Aedes aegypti, e alertou que é primordial que a comunidade coxinense tenha a devida consciência do perigo e mantenha os quintais limpos, e livres de possíveis focos.
Ainda de acordo com o secretário, o fumacê está rodando todos os dias no começo da noite em todos os bairros de Coxim, pois este é o horário ideal para se combater o Aedes. Souto recomendou que, quando o fumacê estiver passando pelas ruas, os moradores abram as janelas para que o inseticida possa fazer o efeito desejado e salientou que a fumaça não prejudica a saúde das pessoas, apenas combate os mosquitos.
A secretaria de saúde de Coxim informou ainda que neste período de quatro semanas foram feitas 3.789 visitas a domicílios, eliminados 780 focos e 9.580 criadouros do mosquito Aedes aegypti. O secretário enfatizou que somente com a ajuda da população é que o município poderá vencer a guerra contra o mosquito transmissor da dengue.
Mato Grosso do Sul registrou 2.133 casos suspeitos de dengue na terceira semana de janeiro, uma média de 304 casos diários, segundo aponta o boletim epidemiológico divulgado pela SES (Secretaria Estadual de Saúde) na quarta-feira (27). Os dados do boletim refletem a coleta de dados dos dias 17 a 23 de janeiro. Ao todo, o Estado já acumula 8.269 notificações em 2016.
O ministro da Saúde, Marcelo Castro, deu declarações polêmicas sobre o mosquito Aedes. De acordo com o ministro, o país estaria “perdendo a guerra para o Aedes aegypti” e que o Brasil perde “feio” a guerra contra o mosquito. 
“Temos 30 anos de convivência com o mosquito. Não quero culpar ninguém, mas houve uma contemporização com o mosquito. Hoje a situação é completamente diferente. Além da dengue, o mosquito está transmitindo chikungunya e zika (causadora da microcefalia)”, disse. Castro advertiu ainda que as futuras mamães devem adiar a gravidez para que os bebês não acabem contaminados pelo mosquito. 
Já o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, demonstrou muita preocupação com o vírus zika e o rápido desenvolvimento de testes, vacinas e tratamentos para combater o vírus zika, que tem sido associado a casos de microcefalia em recém-nascidos e poderia se espalhar pelos Estados Unidos nos meses de calor.
As autoridades de saúde dos EUA estimam que o vírus pode atingir regiões onde mora 60% da população dos EUA e temem que o vírus se espalhe para a maior parte do continentes americano.
O momento é preocupante, mas se cada um fizer a sua parte, com certeza conseguiremos vencer a guerra contra um mosquito que tem feito milhares de vítimas em todo o país e ameaça outras nações do mundo.

Saúde

SUS amplia proteção infantil com nova vacina contra pneumonia e meningite

  As crianças brasileiras contarão com uma proteção mais abrangente contra doenças causadas pela bactéria pneumococo. A partir deste...

SUS amplia proteção infantil com nova vacina contra pneumonia e meningite

4 de junho de 2026

SUS amplia proteção infantil com nova vacina contra pneumonia e meningite

 

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As crianças brasileiras contarão com uma proteção mais abrangente contra doenças causadas pela bactéria pneumococo. A partir deste mês, o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer a vacina Pneumocócica 20-valente (Pneumo 20) para o público infantil de até cinco anos de idade, reforçando a prevenção contra infecções que podem provocar complicações graves.

A nova vacina chega para ampliar a cobertura contra diferentes variantes da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por enfermidades como pneumonia, meningite, infecções generalizadas e otites. Essas doenças representam uma das principais causas de internações hospitalares na infância e podem deixar sequelas permanentes ou até levar à morte em casos mais severos.

De acordo com o Ministério da Saúde, a principal vantagem do novo imunizante está na capacidade de proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria. A atualização da vacina busca acompanhar o perfil das cepas que mais circulam atualmente e que estão associadas aos casos mais graves da doença.

Além de reduzir o risco de infecções pulmonares e neurológicas, a vacina também auxilia na prevenção de quadros de otite média, uma inflamação frequente entre crianças pequenas que, quando não tratada adequadamente, pode comprometer a audição.

A incorporação da Pneumo 20 ao calendário vacinal faz parte da estratégia do governo federal para fortalecer a imunização infantil e diminuir a incidência de doenças evitáveis. As primeiras doses já começaram a ser distribuídas para os estados, que serão responsáveis pelo repasse aos municípios.

A expectativa é que as aplicações sejam iniciadas nas unidades básicas de saúde ainda neste mês, conforme a chegada dos imunizantes em cada região. Pais e responsáveis devem ficar atentos aos comunicados das secretarias municipais de saúde para acompanhar o cronograma de vacinação.

Especialistas reforçam que manter a caderneta de vacinação atualizada é uma das formas mais eficazes de proteger as crianças contra doenças potencialmente graves, contribuindo também para a redução da circulação de agentes infecciosos na população.

Saúde

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

3 de junho de 2026

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

 

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Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.

Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.

Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.

A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.

Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.

Entre os mais comuns estão:

Dor muscular persistente em várias partes do corpo

Fadiga intensa

Sensação de cansaço ao acordar

Distúrbios do sono

Dores de cabeça frequentes

Rigidez muscular

Formigamentos

Ansiedade e depressão

Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".

Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.

Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.

Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.

Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.

Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.

Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.

Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.

Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.

Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.

Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.