sábado, 25 de julho, 2026
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A Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul entregou, nesta terça-feira (7), um novo mamógrafo à Policlínica Lourdes Fontoura, em Coxim. A ação integra o pacote de investimentos de R$ 3,84 milhões destinado à ampliação da rede de atenção à saúde da mulher e ao fortalecimento da detecção precoce do câncer de mama, dentro da campanha Outubro Rosa.
Além de Coxim, os novos mamógrafos serão instalados em Corumbá e Jardim até quinta-feira (9). Os equipamentos estão sendo implantados no Centro de Saúde da Mulher Dr. Nicolau Fragelli (Corumbá) e na Unidade Básica de Saúde Nestor Pereira (Jardim).
Ponta Porã também será contemplada com um novo mamógrafo, que funcionará no Núcleo Ampliado de Saúde Sonia Cintas. O investimento adicional para o município é de R$ 1,65 milhão.
“Essas entregas representam mais acesso e mais dignidade para as mulheres sul-mato-grossenses. Garantir o cuidado integral à saúde da mulher é uma prioridade da SES”, destacou a superintendente de Atenção à Saúde da SES, Angélica Congro.
A gerente de Atenção à Oncologia da SES, Michele Martins, reforça que o diagnóstico precoce é essencial para a eficácia do tratamento. “Quanto mais cedo a doença é diagnosticada, maiores são as possibilidades de tratamento eficaz e de qualidade de vida para a paciente”, afirmou.
Neste mês, a SES também vai publicar o Boletim Epidemiológico do Câncer de Mama, com dados atualizados sobre a incidência da doença nas regiões de saúde do Estado. O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres sul-mato-grossenses e a principal causa de morte por câncer no público feminino.
A campanha do Outubro Rosa de 2025 traz o slogan “Prevenção é um ato de amor à vida”, reforçando a importância dos cuidados contínuos e do acesso aos exames preventivos.
Para assegurar diagnósticos seguros, a Coordenadoria Estadual de Vigilância Sanitária fiscaliza periodicamente todos os mamógrafos ativos no Estado. As inspeções envolvem verificações sanitárias, testes com simuladores e análises de laudos técnicos.
Atualmente, Mato Grosso do Sul conta com 50 serviços ativos de mamografia e quatro paralisados. A gerente de Serviços de Saúde, Aline Schio, explica que os novos equipamentos trazem avanços importantes. “O monitoramento da qualidade da imagem garante que tenhamos serviços seguros e de qualidade em todo o Estado”, pontuou.
A fiscal de Vigilância Sanitária, Glauce Guimarães, orienta que as pacientes também verifiquem se o local do exame possui licença sanitária vigente. “Esse cuidado simples pode contribuir significativamente para um diagnóstico mais preciso e confiável”, alertou.
Segundo a Nota Técnica nº 626/2025 do Ministério da Saúde, o rastreamento mamográfico deve ser realizado em mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos, no Sistema Único de Saúde (SUS). O documento também permite a realização do exame para mulheres fora dessa faixa etária, mediante orientação médica sobre riscos e benefícios.
A nota reforça ainda a importância de atenção aos sinais suspeitos, como nódulos endurecidos, secreção com sangue e alterações na pele ou no formato da mama, que devem motivar a busca imediata por atendimento.
Além das entregas de equipamentos, a SES tem investido em capacitação profissional e no uso do SISCAN (Sistema de Informação de Câncer, Colo de Útero e Mama), visando aprimorar o rastreamento e o acompanhamento dos casos.
Entre as ações de prevenção, destacam-se a promoção de hábitos saudáveis, prática de atividades físicas, alimentação equilibrada, redução do consumo de álcool e estímulo à amamentação — medidas que ajudam a reduzir o risco da doença.
Com a entrega dos novos mamógrafos, Mato Grosso do Sul reforça seu compromisso com a saúde da mulher, ampliando o acesso a exames e fortalecendo a luta contra o câncer de mama.
Saúde/Coxim
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...
25 de julho de 2026
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.
A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.
Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.
O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.
As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.
Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.
A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.
A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.