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Coxim recebe novo mamógrafo e reforça rede de atenção à saúde da mulher no Outubro Rosa

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8 de outubro de 2025

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do idest

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul entregou, nesta terça-feira (7), um novo mamógrafo à Policlínica Lourdes Fontoura, em Coxim. A ação integra o pacote de investimentos de R$ 3,84 milhões destinado à ampliação da rede de atenção à saúde da mulher e ao fortalecimento da detecção precoce do câncer de mama, dentro da campanha Outubro Rosa.

Novos equipamentos fortalecem o atendimento no interior

Além de Coxim, os novos mamógrafos serão instalados em Corumbá e Jardim até quinta-feira (9). Os equipamentos estão sendo implantados no Centro de Saúde da Mulher Dr. Nicolau Fragelli (Corumbá) e na Unidade Básica de Saúde Nestor Pereira (Jardim).

Ponta Porã também será contemplada com um novo mamógrafo, que funcionará no Núcleo Ampliado de Saúde Sonia Cintas. O investimento adicional para o município é de R$ 1,65 milhão.

“Essas entregas representam mais acesso e mais dignidade para as mulheres sul-mato-grossenses. Garantir o cuidado integral à saúde da mulher é uma prioridade da SES”, destacou a superintendente de Atenção à Saúde da SES, Angélica Congro.

Cuidado, diagnóstico precoce e prevenção

A gerente de Atenção à Oncologia da SES, Michele Martins, reforça que o diagnóstico precoce é essencial para a eficácia do tratamento. “Quanto mais cedo a doença é diagnosticada, maiores são as possibilidades de tratamento eficaz e de qualidade de vida para a paciente”, afirmou.

Neste mês, a SES também vai publicar o Boletim Epidemiológico do Câncer de Mama, com dados atualizados sobre a incidência da doença nas regiões de saúde do Estado. O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres sul-mato-grossenses e a principal causa de morte por câncer no público feminino.

A campanha do Outubro Rosa de 2025 traz o slogan “Prevenção é um ato de amor à vida”, reforçando a importância dos cuidados contínuos e do acesso aos exames preventivos.

Vigilância garante qualidade e segurança dos exames

Para assegurar diagnósticos seguros, a Coordenadoria Estadual de Vigilância Sanitária fiscaliza periodicamente todos os mamógrafos ativos no Estado. As inspeções envolvem verificações sanitárias, testes com simuladores e análises de laudos técnicos.

Atualmente, Mato Grosso do Sul conta com 50 serviços ativos de mamografia e quatro paralisados. A gerente de Serviços de Saúde, Aline Schio, explica que os novos equipamentos trazem avanços importantes. “O monitoramento da qualidade da imagem garante que tenhamos serviços seguros e de qualidade em todo o Estado”, pontuou.

A fiscal de Vigilância Sanitária, Glauce Guimarães, orienta que as pacientes também verifiquem se o local do exame possui licença sanitária vigente. “Esse cuidado simples pode contribuir significativamente para um diagnóstico mais preciso e confiável”, alertou.

Diretrizes nacionais e atenção à faixa etária prioritária

Segundo a Nota Técnica nº 626/2025 do Ministério da Saúde, o rastreamento mamográfico deve ser realizado em mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos, no Sistema Único de Saúde (SUS). O documento também permite a realização do exame para mulheres fora dessa faixa etária, mediante orientação médica sobre riscos e benefícios.

A nota reforça ainda a importância de atenção aos sinais suspeitos, como nódulos endurecidos, secreção com sangue e alterações na pele ou no formato da mama, que devem motivar a busca imediata por atendimento.

Compromisso contínuo com a saúde da mulher

Além das entregas de equipamentos, a SES tem investido em capacitação profissional e no uso do SISCAN (Sistema de Informação de Câncer, Colo de Útero e Mama), visando aprimorar o rastreamento e o acompanhamento dos casos.

Entre as ações de prevenção, destacam-se a promoção de hábitos saudáveis, prática de atividades físicas, alimentação equilibrada, redução do consumo de álcool e estímulo à amamentação — medidas que ajudam a reduzir o risco da doença.

Com a entrega dos novos mamógrafos, Mato Grosso do Sul reforça seu compromisso com a saúde da mulher, ampliando o acesso a exames e fortalecendo a luta contra o câncer de mama.

Saúde

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

3 de junho de 2026

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

 

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Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.

Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.

Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.

A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.

Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.

Entre os mais comuns estão:

Dor muscular persistente em várias partes do corpo

Fadiga intensa

Sensação de cansaço ao acordar

Distúrbios do sono

Dores de cabeça frequentes

Rigidez muscular

Formigamentos

Ansiedade e depressão

Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".

Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.

Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.

Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.

Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.

Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.

Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.

Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.

Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.

Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.

Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.

 

Saúde

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

2 de junho de 2026

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

 

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Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).

Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.

Óbitos foram registrados em sete municípios

De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do SulDouradinaGuia Lopes da Laguna e Itaporã.

Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.

O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.

Dengue soma mais de 5 mil casos prováveis

Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.

Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.

Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.

Mais de 223 mil doses contra dengue foram aplicadas

O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.

Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.

Vacinação é destinada a crianças e adolescentes

A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.