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Covid-19: casos ativos e mortes voltam a subir e Coxim entra em alerta

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18 de maio de 2021

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Augusto Marques/ Redação

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A maioria dos indicadores da Covid-19 em Mato Grosso do Sul voltou a subir, e a circulação d e variantes em países que fazem fronteira com o Estado, acende o alerta para a manutenção dos cuidados preventivos. 
Ontem a Secretaria de Estado de Saúde (SES) anunciou mais 903 novos casos de Covid em Mato Grosso do Sul. Com este novo acréscimo, o total de pessoas infectadas desde o início da pandemia no Estado totaliza 266.139. 
Deste total, 12.542 casos são considerados ativos, estando 11.469 em isolamento domiciliar e outros 1.073 hospitalizados. 
De acordo com o boletim epidemiológico a média móvel, que oferece um panorama com base nos dados oficiais dos últimos 7 dias, indica que na última semana houve a confirmação de 1.252,9 casos diários no Estado. 
Situação 
preocupante em 
Coxim
Com objetivo de debater a situação atual de enfrentamento ao Coronavírus e criar um novo decreto, com novas medidas, o prefeito Edilson Magro se reuniu na manhã de ontem (17), com as secretárias de Gestão e Saúde, Veronildes Batista e Lasalette Bell, o procurador Viriato Bandeira Filho, o gerente da Vigilância Sanitária Luiz Eduardo do Santos e os vereadores Willian Meira e Ademir Peteca para definir as medidas, que vão ficar mais restritas  a partir desta quarta-feira (19) já que o número de casos e de óbitos continuam aumentando.
Entre os assuntos abordados, foram os casos de óbitos e os crescentes números de novos casos de Covid-19 e quais atitudes contribuíram para esses acontecimentos, a bandeira vermelha do Prosseguir no qual o município está classificado. 

Coxim registra 8 mortes na última 
semana 
Coxim registrou só ontem, mais duas mortes por Covid-19.Com esses óbitos, Coxim chega a 66 mortes, oito somente na última semana
A desconfiança da Vigilância Sanitária é que variantes mais letais do Coronavírus, como a P1 e P2, já estejam circulando em Coxim, apesar de não terem sido detectadas pelo Lacen (Laboratório Central).
A equipe que trabalha no monitoramento da pandemia em Coxim tem percebido que o contágio está acelerado, uma das características dessas variantes. Nos primeiros 15 dias de maio a taxa diária de infectados é de 17,46, contra 10,93 em abril (328 casos), 14,77 de março (458 casos), 7,39 em fevereiro (207 casos), 8,96 de janeiro (251 casos).
A Secretaria de Saúde do Município de Coxim ontem  divulgou o Boletim Epidemiológico, onde aparece 153 casos ativos,  41 casos suspeitos, 10 internados,143 casos em isolamento e 66 mortes.

Novas medidas são anunciadas com novo Decreto 
Decreto publicado nesta segunda-feira traz novas recomendações e medidas no enfrentamento ao Coronavírus, que começa a ter validade amanhã (quarta-feira -19) por tempo indeterminado.
De acordo com Decreto Nº. 491/2021:
Fica terminantemente vetadas, por tempo indeterminado as seguintes atividades:
• Realização de eventos, casamentos, aniversários, festas e similares.
• Permanência de pessoas em praças, balneários e similares;
• Realização de toda e qualquer atividade esportiva na modalidade coletiva.
• O funcionamento de clube recreativo, boates, casas de show, ranchos, espaços alugados para eventos e festas, aluguel de chácaras para uso coletivo e similares;
• A utilização dos espaços infantis presentes nos comércios locais públicos;
• Som ao vivo, mecânico e similares;
• o consumo no local em bares e conveniências. 
O Decreto reforça as medidas de segurança em Supermercados e similares como:  manter lotação máxima de 40% da capacidade do estabelecimento e barrar o acesso simultâneo de mais de uma pessoa da mesma família, exceto nos casos em que for necessário acompanhamento especial. 
Fica estabelecido com o Decreto Vedação de aglomeração de pessoas às margens dos rios e córregos, Avenida Virginia Ferreira e demais vias públicas, bem como o consumo compartilhado de tereré e narguilé. 
No caso das clinicas médicas e odontológicas, salão de beleza e estabelecimentos estéticos, só poderão atender apenas com agendamento, ficando vedada a espera na recepção. 
 

Saúde

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

3 de junho de 2026

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

 

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Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.

Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.

Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.

A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.

Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.

Entre os mais comuns estão:

Dor muscular persistente em várias partes do corpo

Fadiga intensa

Sensação de cansaço ao acordar

Distúrbios do sono

Dores de cabeça frequentes

Rigidez muscular

Formigamentos

Ansiedade e depressão

Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".

Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.

Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.

Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.

Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.

Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.

Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.

Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.

Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.

Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.

Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.

 

Saúde

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

2 de junho de 2026

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

 

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Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).

Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.

Óbitos foram registrados em sete municípios

De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do SulDouradinaGuia Lopes da Laguna e Itaporã.

Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.

O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.

Dengue soma mais de 5 mil casos prováveis

Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.

Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.

Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.

Mais de 223 mil doses contra dengue foram aplicadas

O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.

Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.

Vacinação é destinada a crianças e adolescentes

A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.