quinta, 04 de junho, 2026
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O corpo de um macaco-prego foi encontrado na tarde de sábado (20) em uma fazenda localizada a 50 quilômetros de Maracaju, próximo ao Rio Brilhante. A vigilância sanitária esteve no local para coletar material de análise do animal e encaminhou as amostras para o Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública), em Campo Grande. O resultado deve sair em, no máximo, sete dias.
A morte do animal infectado pela doença após ser picado por mosquitos Haemagogus e Sabethes é o primeiro sinal de que o vírus da febre amarela pode estar circulando na região. Se confirmada neste caso suspeito em Mato Grosso do Sul os especialistas poderão incluir o Estado na lista de risco do Ministério da Saúde. O macaco foi encontrado a cerca de 340 quilômetros da divisa com São Paulo, onde há maior número de registros da doença.
O prefeito de Maracaju, Maurílio Ferreira Azambuja, informou que todas as providências estão sendo tomadas. "Não existe tamanha preocupação para o caso. Nós fazemos a vacinação permanentemente no município. Não tem motivo nenhum para alarde".
A partir de hoje (22) Maurílio tomará a ação imediata de vacinar as famílias da zona rural que moram nas fazendas ao redor do local onde o macaco foi encontrado. O secretário estadual de Saúde, Carlos Coimbra, informou que já está em contato permanente com o prefeito.
"Falei com o Maurílio e os exames ainda não estão prontos para comprovar a doença. A gente têm informação de que o Estado não tem nenhum caso confirmado desde 2015, quando um turista de fora foi identificado com o vírus aqui", disse o secretário.
Segundo ele não precisa ter pânico. "Os nossos estoques em todos os municípios estão abastecidos. Além desse abastecimento tem mais de 80 mil doses em estoque no Estado. Temos vacina sobrando. Vale ressaltar que todo mundo que já tomou uma dose da vacina contra a febre amarela na vida não precisa fazer uma nova vacinação", alertou.
Pessoas idosas, mulheres grávidas e lactantes devem receber orientação médica antes de se vacinar. Mesmo com todas as orientações para tranquilizar a população, nesta semana os postos de saúde foram invadidos por filas de pessoas querendo se imunizar contra a doença.
SECRETARIA DE SAÚDE
Coincidentemente na última sexta-feira (19) a Secretaria de Estado de Saúde (SES/MS) publicou uma Nota Técnica com as recomendações e orientações sobre a Febre Amarela para os 79 municípios do Estado.
A nota traz as medidas atualizadas em relação à situação epidemiológica da doença em Mato Grosso do Sul juntamente com as orientações laboratoriais e também de imunização.
Mesmo sem nenhum caso confirmado de febre amarela este ano, a Secretaria de Estado de Saúde está reforçando a recomendação para todos aqueles que não tomaram a vacina, que procurem uma unidade de saúde para se imunizar.
Mato Grosso do Sul conta atualmente com 80 mil doses disponíveis, não sendo necessária a implantação da vacinação fracionada, ao contrário do que acontece em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Além disso, todos os municípios se encontram abastecidos com a vacina, sendo recomendada para quem for viajar para locais com incidência do vírus.
Saúde
As crianças brasileiras contarão com uma proteção mais abrangente contra doenças causadas pela bactéria pneumococo. A partir deste...
4 de junho de 2026
As crianças brasileiras contarão com uma proteção mais abrangente contra doenças causadas pela bactéria pneumococo. A partir deste mês, o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer a vacina Pneumocócica 20-valente (Pneumo 20) para o público infantil de até cinco anos de idade, reforçando a prevenção contra infecções que podem provocar complicações graves.
A nova vacina chega para ampliar a cobertura contra diferentes variantes da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por enfermidades como pneumonia, meningite, infecções generalizadas e otites. Essas doenças representam uma das principais causas de internações hospitalares na infância e podem deixar sequelas permanentes ou até levar à morte em casos mais severos.
De acordo com o Ministério da Saúde, a principal vantagem do novo imunizante está na capacidade de proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria. A atualização da vacina busca acompanhar o perfil das cepas que mais circulam atualmente e que estão associadas aos casos mais graves da doença.
Além de reduzir o risco de infecções pulmonares e neurológicas, a vacina também auxilia na prevenção de quadros de otite média, uma inflamação frequente entre crianças pequenas que, quando não tratada adequadamente, pode comprometer a audição.
A incorporação da Pneumo 20 ao calendário vacinal faz parte da estratégia do governo federal para fortalecer a imunização infantil e diminuir a incidência de doenças evitáveis. As primeiras doses já começaram a ser distribuídas para os estados, que serão responsáveis pelo repasse aos municípios.
A expectativa é que as aplicações sejam iniciadas nas unidades básicas de saúde ainda neste mês, conforme a chegada dos imunizantes em cada região. Pais e responsáveis devem ficar atentos aos comunicados das secretarias municipais de saúde para acompanhar o cronograma de vacinação.
Especialistas reforçam que manter a caderneta de vacinação atualizada é uma das formas mais eficazes de proteger as crianças contra doenças potencialmente graves, contribuindo também para a redução da circulação de agentes infecciosos na população.
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.