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Saúde

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Conselho Federal de Medicina proíbe uso de PMMA para fins estéticos

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2 de junho de 2026

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Glenda Melo

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O Conselho Federal de Medicina (CFM) passou a proibir, a partir de hoje, terça-feira (2), a utilização do polimetilmetacrilato (PMMA) como substância de preenchimento para procedimentos estéticos e reparadores realizados por médicos em todo o Brasil. A medida representa uma mudança importante nas normas que regulamentam a utilização do produto e foi motivada pelo crescente número de complicações associadas ao seu uso.

A nova resolução estabelece que a única exceção será para pacientes com HIV/AIDS que necessitam de tratamento para lipodistrofia facial dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), seguindo protocolos específicos definidos pelo Ministério da Saúde.

Segundo o CFM, estudos científicos e experiências observadas em diversos países apontaram que o PMMA apresenta riscos significativos à saúde. Entre as complicações registradas estão processos inflamatórios crônicos, formação de granulomas, infecções persistentes, necrose de tecidos, alterações metabólicas, insuficiência renal e deformidades permanentes.

Especialistas destacam que um dos principais problemas do PMMA é o fato de ser um material permanente e não absorvível pelo organismo. Em muitos casos, os efeitos adversos podem surgir anos após a aplicação, dificultando o tratamento e tornando necessária a realização de cirurgias complexas para retirada do produto.

A decisão também reacende o debate sobre a crescente busca por padrões estéticos cada vez mais extremos. Nos últimos anos, procedimentos de harmonização corporal e facial ganharam popularidade, impulsionados principalmente pelas redes sociais e pela exposição constante de imagens que muitas vezes criam expectativas irreais sobre aparência e beleza.

Profissionais da área da saúde alertam que a vaidade, quando colocada acima da segurança, pode levar pessoas a ignorarem riscos importantes na tentativa de alcançar resultados rápidos. A procura por procedimentos de baixo custo ou promessas de transformações imediatas frequentemente acaba expondo pacientes a situações perigosas e, em alguns casos, irreversíveis.

Outro ponto que preocupa entidades médicas é a realização de procedimentos em locais sem estrutura adequada ou por pessoas sem a formação necessária. Antes de qualquer intervenção estética, especialistas recomendam que o paciente verifique cuidadosamente as credenciais do profissional, sua habilitação junto aos órgãos competentes e as condições do estabelecimento onde o procedimento será realizado.

O histórico de complicações relacionadas ao PMMA já vinha sendo acompanhado há anos por entidades médicas brasileiras. Levantamentos anteriores apontaram milhares de ocorrências envolvendo sequelas decorrentes da aplicação da substância, algumas delas consideradas graves e permanentes.

Com a nova determinação, o Conselho Federal de Medicina busca ampliar a proteção aos pacientes e reduzir a ocorrência de complicações que podem comprometer não apenas a estética, mas também a saúde e a qualidade de vida das pessoas.

A decisão reforça uma orientação cada vez mais defendida por especialistas: quando o assunto é procedimento estético, segurança deve vir antes da vaidade. A escolha de profissionais qualificados e o acesso a informações confiáveis continuam sendo as principais ferramentas para evitar riscos e preservar a saúde.

 

Saúde/Coxim

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

25 de julho de 2026

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

 

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Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.

A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.

Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.

O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.

As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.

Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.

A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.

A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.

Saúde

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

24 de julho de 2026

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

 

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A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.

A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.

Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.

Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.

Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.

Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.

Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.

O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.

Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.

A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.

Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.

Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.

O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.

Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.

A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.