quinta, 04 de junho, 2026
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Representantes da “Organização dos empresários do Comércio” de Coxim doaram na segunda-feira vários equipamentos e insumos para colocar em funcionamento as cinco UTIs (Unidades de Tratamento Intensivo) cedidas pelo Governo do Estado ao Hospital Regional. A unidade hospitalar é regional e atende cidades da Região Norte, mas não nunca teve este tipo de suporte para agilizar alguns procedimentos e evitar longas e desgastantes viagens à Capital. Muito em breve será o fim da “ambulancioterapia” de pessoas atendidas em Campo Grande. Os materiais comprados pelos empresários do comércio local no valor de R$ 58.025,00 ajudaram para terminar de equipar e colocar em funcionamento os aparelhos de UTIs, que aumentarão a capacidade de enfrentamento dos casos de Covid-19 no município.
Segundo o “Termo de Doação Voluntária”, assinado pelos empresários do comércio, os materiais doados são destinados exclusivamente ao aparelhamento das UTIs do Hospital Regional de Coxim. Oportunamente podem ser remanejados para outros setores do complexo hospitalar, mas veda sua realocação para outras unidades de saúde porque a finalidade está determinada no texto do termo.
O documento foi assinado por Natalino Fernandes de Resende (Comilho), Claudenir Ortiz (Taquari Corretora de Seguros), João Carlos de Souza (Nutribem Agropecuária), Rodrigo Ferreita Lima (Rodeio Pizzaria), Marcus Vinicius Felix Pratavieira (Vinidog Pet Shop) com as participações dos demais componentes do grupo “Comitê Crise Comércio e Futuro do Comércio em Coxim”
O grupo “Comitê Crise Comercio e Futuro do Comercio de Coxim” é formado por mais de 200 empresários para ajudar o município de Coxim” a atravessar a crise da Covid 19, que tem abalado o comercio local.
O sucesso da iniciativa deve-se ao empenho de todos os comerciantes reunidos em grupos formados para o enfrentamento da crise de Covid-19 em Coxim. A doação dos equipamentos e insumos foi a formatação desta mobilização, que com a contribuição de dezenas de empresários somou o valor de R$ 58.025,00. O Hospital Regional contará com cinco respiradores (ventiladores pulmonares), as EPIs para trabalhar e ganhará autonomia em alguns atendimentos. O Hospital já conta com quatro UTIs equipadas e prontas para atender qualquer emergência, aguardando apenas o processo de credenciamento junto ao governo federal, conforme adiantou o secretário de Saúde Franciel Oliveira
DOAÇÕES - Oito bombas de infusão de Equipo Universal, marca Samtronic, Marca Icatu
Três caixas de 50 unidades de Equipo Amiset E.A. esterilizado, Cristal para Bomba de Equipo Universal, marca Samtronic
Uma caixa com 50 unidades de Equipo Amiset esterelizada, fotossensível para bomba de Euipo Universal, marca Samtronic
Uma caixa com 50 unidades de Amiset esterilizada Enteral ponta perfurante para bomba de infusão de Equipo Universal marca Samtronic
Uma Caixa com 50 unidades de Equipo Interal Ponta Cruz para bomba de infusão de Equipo Universal.
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.
Saúde
Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.
2 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).
Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.
De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã.
Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.
O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.
Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.
Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.
Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.
O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.
Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.
A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.