sábado, 25 de julho, 2026
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Diante da escalada alarmante de casos de influenza no município, a Prefeitura de Coxim anunciou uma série de medidas emergenciais para conter a disseminação do vírus nas escolas e creches da rede municipal. Entre elas, sugere a volta do uso de máscaras e álcool em gel e o início de ações de vacinação dentro das unidades escolares e de educação infantil.
A informação foi confirmada com exclusividade à nossa reportagem pela secretária de Educação, Marly Nogueira, que classificou a situação como “de alerta e preocupante, que exige ação imediata diante das lotações dos hospitais e unidades de saúde”.
“Estamos enfrentando um surto real. As crianças são um dos grupos mais vulneráveis e, por isso, tomamos a decisão de levar a vacinação até as escolas e creches, de modo a facilitar o acesso e ampliar a cobertura. A prioridade é salvar vidas”, afirmou Marly.
Escolas como barreira de contenção
As ações nas escolas incluem:
• Uso obrigatório de máscaras para alunos, professores e funcionários;
• Disponibilização de álcool 70% em salas, corredores e refeitórios;
• Higienização reforçada dos espaços escolares;
• Campanhas de conscientização com apoio de equipes de saúde;
Vacinação diretamente nas unidades
Em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, equipes de vacinação começaram a visitar creches e escolas municipais para aplicar doses da vacina contra a gripe em alunos, educadores e funcionários. A vacinação também está disponível para os pais que autorizarem a imunização dos filhos.
“Vamos escola por escola, garantindo que todas as crianças elegíveis sejam vacinadas. A vacina é segura, eficaz e essencial para quebrar a cadeia de transmissão”, reforçou a secretária.
Pais devem redobrar atenção
A prefeitura orienta que crianças com sintomas gripais sejam mantidas em casa e que a comunidade escolar reforce as medidas de prevenção. A situação está sendo monitorada diariamente.
Os perigos da influenza: mais que uma “gripezinha”
Apesar de muitas vezes confundida com um simples resfriado, a influenza — conhecida popularmente como gripe pode trazer complicações sérias, principalmente em crianças, idosos e pessoas com comorbidades.
A influenza pode evoluir para:
• Pneumonia viral ou bacteriana secundária
• Crises respiratórias agudas
• Infecções no ouvido e nos seios da face
Agravo de doenças pré-existentes, como asma, diabetes ou problemas cardíacos
Crianças pequenas são grupo de risco
Crianças com menos de 5 anos, especialmente menores de 2 anos, têm sistema imunológico ainda em desenvolvimento e são mais vulneráveis a complicações, podendo precisar de internação hospitalar e, em casos extremos, enfrentar risco de morte.
Altamente contagiosa
A influenza se espalha com facilidade por meio de gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar. Ambientes escolares, onde há alta concentração de pessoas, são locais propícios para surtos.
Sintomas que merecem atenção
• Febre alta (geralmente acima de 38°C)
• Tosse seca
• Dores no corpo e na cabeça
• Fadiga intensa
• Congestão nasal
• Dor de garganta
• Em casos mais graves: falta de ar, confusão mental ou piora súbita após melhora inicial
Vacina é a principal forma de prevenção
A vacina contra a gripe é segura, gratuita e salva vidas. Ela reduz drasticamente o risco de complicações graves e hospitalizações, especialmente quando combinada com medidas como uso de máscara, higiene das mãos e isolamento de casos sintomáticos. (Glenda Melo - Diário do Estado)
Saúde/Coxim
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...
25 de julho de 2026
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.
A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.
Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.
O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.
As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.
Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.
A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.
A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.