quinta, 04 de junho, 2026
(67) 99983-4015
A pandemia causada pelo coronavírus voltou a bater recorde em Mato Grosso do Sul com a confirmação de 392 novos casos em 24 horas – passando de 4.274 para 4.666. Acelerando rumo aos 5 mil doentes, a covid-19 fez 16,6 novos pacientes por hora no Estado – um por minuto. A Secretaria Estadual de Saúde confirmou primeira morte pela doença de indígena, a 41ª de MS.
Além de se preparar para o pior, com a iminente perspectiva de explosão no número de internações e doentes em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), as autoridades decidiram obrigar o uso de máscara. Reinaldo Azambuja (PSDB) tornou o uso obrigatório em todo o Estado a partir de segunda-feira (22).
Em Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD) baixou novo decreto para deixar claro que a utilização da máscara é obrigatória em todos os espaços, inclusive nos abertos, como ruas e praças. A prefeitura fará campanha educativa por 11 dias e só começará a punir quem não cumprir o decreto a partir de 1º de julho, desde multa administrativa de R$ 100 a R$ 2 mil até detenção e condenação na esfera criminal por até um ano.
A situação continua fora de controle na região da Grande Dourados. Mais 158 casos foram confirmados na segunda maior cidade sul-mato-grossense, onde o total passou de 1.430 para 1.630. O cenário fica completo com Fátima do Sul (194), Rio Brilhante (164), Itaporã (90), Douradina (89) e Vicentina (54).
Houve explosão no número de casos em Paranaíba (93), Chapadão do Sul (91), Naviraí (59) e Mundo Novo (24). Uma das maiores cidades do Estado, Corumbá também enfrenta surto, com 176 casos notificados. A tradicional festa de São João, que atrai milhares de turistas, foi suspensa pela primeira vez na história da Cidade Branca.
O secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, confirmou, nesta sexta-feira, o primeiro óbito na população indígena de Dourados, uma das maiores do Estado. O homem de 59 anos estava internado desde o dia 30 de maio e morreu ontem (18).
O surto na Reserva de Dourados, onde vivem 13 mil índios, começou a partir do frigorífico da JBS, principal propagador da doença na região da Grande Dourados. Sucateada, a Missão Caiuá não teve condições de atender os pacientes com covid-19 neste ano. Resende vem tentando reforçar o local para garantir o atendimento dos indígenas e impedir a propagação do vírus nas aldeias, que pode ter um efeito genocida.
Ainda na manhã desta sexta-feira, mal o secretário encerrou a live sobre o boletim diário, a Secretaria de Estado confirmou nova morte pela doença no Estado. Uma mulher de 49 anos, que estava internada desde o dia 10 de junho, morreu na manhã de hoje. Ela tinha doença renal crônica, hipertensão, diabetes e insuficiência cardíaca.
Junho já contabiliza 21 mortes pela covid-19, o dobro do registrado em maio (11). O mais desalentador é que a pandemia só está ganhando força no Estado. Já são 118 pacientes positivos internados. Sem considerar a rede privada, só em UTI, são 40 pacientes, contabilizando os casos suspeitos que ainda aguardam o resultado do teste.
Aliás, o aumento na demanda por exames mantém o Lacen (Laboratório Central) atolado. De acordo com a secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, são 1.429 exames aguardando análise no órgão. A medida de enviar os exames de avião para o Instituto Buntatan, prometido ontem por Geraldo Resende, ainda não foi tirada do papel ou não surtiu o efeito. Outros 1,3 mil casos aguardem “encerramento” nos municípios.
Em Anastácio, conforme o Campo Grande News, a morte de Gérson Rosa de Oliveira, 40 anos, causou pânico. Ele teria participado de festa com 200 pessoas após contrair o coronavírus.
A festa da mãe dele teve até a presença do prefeito, Nildo Alves (PSDB). Por enquanto, a cidade só tem três casos confirmados da doença.
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.
Saúde
Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.
2 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).
Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.
De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã.
Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.
O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.
Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.
Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.
Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.
O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.
Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.
A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.