quinta, 04 de junho, 2026
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O Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES/MS), foi um dos destaques na avaliação da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que esteve no Estado analisando a política local quanto ao enfrentamento à Covid-19. Com equipamentos modernos, o laboratório foi responsável pela realização de mais de 131 mil testes ‘padrão ouro’ (RT-PCR) com resultados devolvidos à população em menos de 72 horas. Atualmente, o Lacen realiza 1,8 mil testes/dia. Com essa agilidade, o laboratório se transformou em uma das principais armas no combate ao coronavírus no Estado.
Para o consultor de Vigilância, Preparação e Resposta a Emergências e Desastres, do escritório da OPAS e da OMS no Brasil, Rodrigo Frutuoso, as parcerias interssetoriais como a do Corpo de Bombeiros Militar, por exemplo, foram de extrema importância no enfrentamento à Covid-19 no Lacen. “A colaboração de outras instituições, conseguiram se organizar de uma forma tal, que hoje em dia tem um parque tecnológico completamente adequado e que suporta o enfrentamento desta epidemia”
Segundo o diretor do Lacen/MS, Luiz Henrique Ferraz Demarchi, o empenho dos colaboradores foi de fundamental importância e contribuiu para os excelentes resultados da avaliação da OPAS. “No começo, achamos que poucas pessoas iriam participar deste processo, mas no final, todo mundo acabou participando. Tivemos várias parcerias, professores de universidades, da Fiocruz, trabalhando com a gente manualmente, realizando os exames, e ainda continuam fazendo o transporte. É um trabalho árduo, porém, muito gratificante e positivo, agradeço a todos que participaram conosco”.
Durante análise, os técnicos da OPAs constaram de forma positiva que não foram evidenciadas faltas de EPIs ou kits de coleta, incluindo swabs, durante o período de pandemia no Lacen. E apontaram que a SES criou protocolos laboratoriais que se estenderam à comunidade indígena e às populações prisionais, o que mostrou rápida resposta quanto a evolução do quadro no Coronavírus no Estado.
O prazo de resposta para o resultado do RT-PCR também foi considerado adequado pelos técnicos, em pleno pico dos casos de Covid no Estado, a resposta do exame chegou a ficar pronta em até quatro dias. Agora, com cenário mais tranquilo, o resultado do exame pode ser liberado às vezes no mesmo dia ou menos até 72 horas. “A maior parte dos casos confirmados foi com critério laboratorial sendo mais da metade destes casos, confirmados por RT-PCR (swab)”, pontua Frutoso.
A logística eficiente no transporte de amostras vindas do interior do Estado também foi um ponto registrado como positivo, considerando que a chegada delas ao laboratório é feita antes de completarem 24 horas, classificado como 'excelente' em reposta à Covid-19.
Infraestrutura
O Parque Tecnológico do Lacen também recebeu avaliação positiva da OPAS quanto a capacidade de sua infraestrutura, sendo inclusive, considerada incomparável frente a outros estados do país. Em análise, os técnicos constatam a presença de equipamentos que suportam a extração de diagnóstico molecular: automatizado ou por meio de equipamentos de amplificação; bem como, por meio de capacidade técnica de absorção de diferentes protocolos de extração sendo manual e automatizada, incluindo diferentes equipamentos como KingFicher, M2000, QiaSymphony; E também, por capacidade técnica de absorção de diferentes protocolos de amplificação como Biomanguinhos, IDT e IBMP.
Outro ponto levantado foi quanto ao setor de confecção de kits de coleta considerado estruturado, quer seja para a produção de meio de conservação viral, como a absorção de meios de transporte comercial e confecção de kits apropriados. Quanto ao setor de recebimento de amostras com fluxo de processos, há infraestrutura para recebimento inclusive dos motoristas dos vários municípios, bem como, a conferência das amostras e documentação, como a guarda das amostras refrigeradas até o envio para o laboratório de biologia molecular.
Os técnicos também avaliaram quanto às salas de freezers para curadoria de amostras estruturadas, onde constataram in loco vários equipamentos ligados a geradores como forma de garantir a estabilidade de temperatura em eventual falta de energia. Os técnicos das OPAS ainda lembraram que a equipe do Lacen optou por manter o painel viral ativo, diminuíram de oito para cinco vírus respiratórios: influenza A e B, vírus respiratório sincicial, adenovírus, metapneumoniae.
Segurança
Rodrigo Frutuoso também comentou quanto ao quadro de técnicos do Lacen. “O laboratório conta com uma equipe estruturada, composta por pessoas de vários setores e de secretarias que se envolveram na resposta à Covid. E isto também contribuiu muito para os resultados. Isso fez com que o Estado de Mato Grosso do Sul ficasse entre os mais transparentes do Brasil segundo ranking do Instituto Open Knowledge Brasil (OKBR)”.
Segundo a avaliação dos técnicos, as equipes atualmente trabalham em três turnos até meia-noite, sendo que no pico da pandemia, trabalharam por 24 horas todos os dia. Na visita, ainda constataram as boas condições de biossegurança e bioproteção adequada para se trabalhar com a SARS-Cov-2 e pela não contaminação laboral de colaboradores do Lacen. E a Comissão de Biossegurança implementada e ativa garantindo os processos nos mais variados setores.
Os técnicos ainda destacaram a criação de uma rede de ajuda evolvendo diversas instituições: Fiocruz, Corpo de Bombeiros Militar, UCDB, Embrapa, UFMS, UFGD, Hemosul, atuando na realocação de profissionais e garantia da disponibilidade de RH; criação de uma rede diagnóstica envolvendo Fiocruz, Embrapa, Hemosul, UFMS, UFGD para Covid-19, quanto ao número da capacidade instalada.
O processo de habilitação de laboratórios privados e públicos de outras cidades estruturado e desenvolvido pelo Lacen também foi outro ponto levantado. Foi lembrado também quanto ao treinamento estruturado para os 79 municípios em: utilização do Gal, cadastro, coleta, armazenamento e transporte de amostras; plataformas tecnológicas para PCR expresso disponíveis com perspectivas de absorção de insumos, se disponibilizados. Rastreabilidade das amostras garantida em todo o processo; capacidade técnica de absorção de sorologia tradicional para covid-19 em diferentes plataformas tecnológicas.
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.
Saúde
Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.
2 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).
Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.
De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã.
Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.
O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.
Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.
Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.
Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.
O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.
Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.
A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.