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Com antecipação de campanha, Agepen imuniza cerca de 12 mil detentos e servidores contra gripe em MS

Em Mato Grosso do Sul, 11.994 pessoas em privação de liberdade e servidores penitenciários foram imunizados na 22ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, conforme dados da Divisão de Saúde da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen).

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26 de maio de 2020

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MS.Gov

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Em Mato Grosso do Sul, 11.994 pessoas em privação de liberdade e servidores penitenciários foram imunizados na 22ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, conforme dados da Divisão de Saúde da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen).

As informações repassadas computam apenas as doses aplicadas nas dependências de unidades da agência penitenciária e não incluem números de servidores e reeducandos que procuraram diretamente a rede pública para se vacinar.

Este ano, a campanha foi antecipada para garantir imunização contra a gripe em tempo de pandemia do novo Coronavírus e foi desenvolvida em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde (SES) e secretarias municipais.

O relatório é referente à campanha contra a gripe H1N1 realizada em 42 unidades da agência penitenciária, incluindo a Sede administrativa e unidades assistenciais. Conforme o documento, foram 10.562 reeducandos e 1.432 agentes penitenciários imunizados em todo o estado.

Os procedimentos adotados seguiram os mesmos critérios de risco estabelecidos pelo Ministério da Saúde e o processo de imunização atingiu três diferentes tipos de vírus Influenza (H1N1, B e H3N2).

Segundo a chefe da Divisão de Saúde Prisional da Agepen, Maria de Lourdes Delgado Alves, a vacinação foi providenciada antes do início do inverno para garantir uma forma mais eficaz de prevenção, além de ser um mecanismo importante para não confundir os sintomas com a Covid-19, possibilitando um maior controle para a saúde pública.

“A SES e as secretarias municipais de Saúde foram importantes parceiras durante todo o processo de imunização na agência penitenciária; na capital também tivemos apoio da equipe de prevenção de Tuberculose nos presídios, do infectologista Júlio Croda e Mariana Croda, assim como, do doutor em Doenças Infecciosas e Parasitárias, Everton Ferreira Lemos”, informou Lourdes.

Para maior efetividade durante a vacinação, todas as doses aplicadas são lançadas nos sistemas de controle das secretarias municipais de saúde. Além disso, as imunizações de todos os detentos também são informadas no Sistema Integrado de Administração do Sistema Penitenciário (Siapen).

Seguindo orientações do Ministério da Saúde, a campanha foi realizada com um mês de antecedência, considerando o momento que o mundo passa no combate à Covid-19, pretendendo proteger a população contra a Influenza além de minimizar o impacto sobre os serviços de saúde.

O diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, destaca que a gripe H1N1 também é considerada uma doença respiratória muito perigosa. “Por isso é extremamente necessário esse cuidado com a saúde preventiva da população carcerária que vive em ambiente de confinamento, considerado propício para a propagação da doença”, afirmou.

Campanha
A imunização protege contra três subtipos do vírus da gripe – A (H1N1), A (H3N2) e influenza B. O Ministério da Saúde garante que a vacina contra a gripe é segura e reduz complicações que podem produzir casos graves da doença, internações e óbitos. Pesquisas demonstraram que o ato de se vacinar pode reduzir entre 32% e 45% o número de hospitalizações por pneumonias, e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.

Neste ano, além da população privada de liberdade e dos funcionários do sistema prisional, a vacina contra a gripe também será priorizada para idosos e pessoas com 55 à 59 anos; profissionais de saúde; professores de escolas públicas e privadas; trabalhadores das forças de segurança e salvamento; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; povos indígenas; gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto); pessoas portadoras de doenças crônicas; pessoas com deficiência; e crianças de seis meses a menores de seis anos.

Saúde

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

3 de junho de 2026

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

 

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Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.

Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.

Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.

A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.

Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.

Entre os mais comuns estão:

Dor muscular persistente em várias partes do corpo

Fadiga intensa

Sensação de cansaço ao acordar

Distúrbios do sono

Dores de cabeça frequentes

Rigidez muscular

Formigamentos

Ansiedade e depressão

Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".

Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.

Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.

Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.

Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.

Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.

Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.

Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.

Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.

Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.

Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.

 

Saúde

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

2 de junho de 2026

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

 

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Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).

Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.

Óbitos foram registrados em sete municípios

De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do SulDouradinaGuia Lopes da Laguna e Itaporã.

Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.

O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.

Dengue soma mais de 5 mil casos prováveis

Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.

Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.

Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.

Mais de 223 mil doses contra dengue foram aplicadas

O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.

Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.

Vacinação é destinada a crianças e adolescentes

A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.