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Centro de Hemodiálise consolida Coxim como polo de saúde

Norte do MS

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12 de abril de 2016

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Gilmar Lisboa

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O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) inaugurou ontem (11) o Centro de Hemodiálise de Coxim, em paralelo à entrega de uma UTI Móvel que será usada especificamente para atender os pacientes que, eventualmente, necessitarem de um atendimento mais complexo na área – como o transporte para centros mais especializados, por exemplo.

A entrega do Centro de Hemodiálise integrou as comemorações dos 118 anos de fundação de Coxim. O Centro de Hemodiálise, que funcionará junto ao Hospital Regional Álvaro Fontoura, custou R$ 1,5 milhão ao governo, com uma contrapartida de R$ 200 mil do município. O centro, que será referência na região norte de MS na área, abrigará 18 máquinas de hemodiálise.

De imediato, o espaço, com capacidade para atender mais de 100 pessoas por semana, vai tratar de 43 pacientes crônicos da região, 21 deles de Coxim. No local trabalharão 20 pessoas, entre enfermeiros, médicos, psicólogos e nutricionistas. No mesmo evento, o governo anunciou a implantação, no local, dos serviços de tomografia e mamografia computadorizados, além de serviços de Raio X e de eletrocardiograma. Os investimentos do governo no hospital nessa nova etapa também permitirão ampliar para entre 30 e 40 as cirurgias eletivas no local, e de oito para 16 as cirurgias gerais, inclusive as de maior complexidade. 

Programa ambicioso
Azambuja disse que o Centro de Hemodiálise integra um ambicioso programa de sua gestão que permitirá dotar os principais municípios polos de MS de complexos e modernos serviços dessa natureza. Ele falou que a unidade consolida Coxim como polo de saúde do norte de MS.

O governador falou que a iniciativa integra o projeto Caravana da Saúde, implementado em seu governo e que permite levar, para os locais mais distantes do estado, toda uma vasta gama de atendimentos de saúde antes inexistentes nessas comunidades. Azambuja lembrou que antes da implementação do Centro de Hemodiálise, pacientes da região norte de MS faziam verdadeiras peregrinações semanais para a Capital, em viagens sempre muito cansativas, para serem submetidos a tratamentos na área.

“Esse sofrimento acabou com a vinda ao município do Centro de Hemodiálise”, assinalou.

Para o presidente da Assembleia Legislativa, Junior Mochi (PMDB), a unidade de tratamento beneficia Coxim com o que há de mais moderno na área de hemodiálise do estado e coloca o município entre os municípios de “ponta” na especialidade. “Estamos realizando um sonho antigo da população do município”, disse.

Já o prefeito Aluizio São José (PSB) assinalou que a unidade de saúde entregue nesta segunda permitirá aos pacientes que dependem da hemodiálise, um tratamento mais humanizado na área. Ele elogiou a sensibilidade do governo do estado nesse sentido e avaliou que o projeto torna a cidade autosuficiente em mais uma área complexa da medicina.

Paciente diz que sofrimento acabou

Para a aposentada Ilda Machado, de 68 anos, renal crônica, a implantação do Centro de Hemodiálise de Coxim, representa uma grande conquista para todos os pacientes da região norte de MS, que tinham que buscar, especialmente em Campo Grande, atendimento na área.

Renal crônica há três anos, a aposentada lembra que sofreu muito no período que tinha de se deslocar, semanalmente, à Capital para se submeter à hemodiálise. 

“Foi um tempo de muito sofrimento em que tinha de levantar cedo para viajar a Campo Grande. Dificuldade, que a partir de agora, ficará apenas na lembrança para mim e outros pacientes”, disse a aposentada, ao discursar ao lado do governador Reinaldo Azambuja e demais autoridades que prestigiaram a inauguração do complexo.

 

Saúde

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

3 de junho de 2026

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

 

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Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.

Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.

Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.

A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.

Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.

Entre os mais comuns estão:

Dor muscular persistente em várias partes do corpo

Fadiga intensa

Sensação de cansaço ao acordar

Distúrbios do sono

Dores de cabeça frequentes

Rigidez muscular

Formigamentos

Ansiedade e depressão

Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".

Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.

Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.

Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.

Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.

Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.

Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.

Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.

Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.

Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.

Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.

 

Saúde

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

2 de junho de 2026

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

 

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Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).

Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.

Óbitos foram registrados em sete municípios

De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do SulDouradinaGuia Lopes da Laguna e Itaporã.

Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.

O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.

Dengue soma mais de 5 mil casos prováveis

Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.

Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.

Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.

Mais de 223 mil doses contra dengue foram aplicadas

O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.

Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.

Vacinação é destinada a crianças e adolescentes

A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.