quinta, 04 de junho, 2026
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A megaestrutura da Caravana da Saúde, que ocorrerá entre os dias 14 e 29 deste mês no Complexo Esportivo Jorge Antônio Salomão, pode zerar a fila da oftalmologia em Dourados. A afirmação é do deputado federal Geraldo Resende (PSDB-MS) ao destacar a iniciativa do governador Reinaldo Azambuja em levar mais Saúde aos municípios por meio das caravanas; maior programa de Saúde já realizado em Mato Grosso do Sul.
Ao obter a confirmação do Estado sobre a vinda do programa a partir do dia 14 em Dourados, o parlamentar parabenizou o governo do Estado e enfatizou a importância dos atendimentos como consultas, cirurgias e exames para milhares de pacientes que estão há anos na fila de espera, principalmente aqueles que precisam das cirurgias de cataratas.
“Com mais de 9 mil consultas e 4 mil cirurgias voltadas para pacientes da oftalmologia é provável que todos os pacientes que aguardam há anos por atendimentos sejam contemplados. É uma notícia muito boa, principalmente para os douradenses que durante os últimos anos enfrentaram verdadeiro calvário para conseguir a cirurgia, já que elas ficaram por muito tempo suspensas. Graças ao Governo do Reinaldo, estes pacientes poderão sair da fila e voltar a enxergar”, destaca Geraldo.
O parlamentar destaca que as consultas e cirurgias oftalmológicas ocorrerão dos dias 14 a 26 de abril. O atendimento é voltado para pacientes com mais de 55 anos e o paciente não precisa se dirigir até o posto de Saúde para agendar. Também não precisa fazer jejum, nem interromper o uso de medicamentos. “Basta se dirigir até o Jorjão. Lá o paciente terá todos os atendimentos e exames necessários para detectar a catarata e se necessário for, ele já faz a cirurgia no local”, lembra Geraldo.
Alívio
Para Geraldo Resende, as cirurgias disponibilizadas pelo Estado colocarão fim a um impasse que se arrastava há anos em Dourados, mesmo com aporte de recursos disponibilizado pelo Estado para diminuir as filas. “Dados do Conselho Municipal de Saúde mostram mais de seis mil pedidos de consultas não realizadas desde agosto de 2014. O Município atende cerca de 80 pacientes por semana, o que perfaz uma média de 320 por mês, o que causa demora de mais de um ano no atendimento aos pacientes”, destaca o deputado que em 2014 ajudou na articulação de um convênio entre a Prefeitura de Dourados e o Governo do Estado, o qual resultou no repasse de R$ 1 milhão ao Município para a realização de mil cirurgias de catarata, cujos recursos foram pagos em parcelas, entre julho e novembro de 2014 ao Município.
Com isso, somando as cirurgias previstas em Termo de Ajustamento de Conduta e o convênio firmado à época com o governo do Estado, foram garantidas 2,8 mil cirurgias de cataratas para pacientes de Dourados. O prazo concedido ao Município e ao Hospital Universitário, para a normalização das cirurgias pendentes foi de dois anos, num total de 110 procedimentos/mês. “A caravana vai suprir a demanda das consultas e das cirurgias e isto é uma notícia muito boa que recebemos do governo do Estado”, destaca.
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.
Saúde
Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.
2 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).
Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.
De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã.
Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.
O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.
Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.
Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.
Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.
O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.
Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.
A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.