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Câncer colorretal: o tumor silencioso que agora atinge cada vez mais brasileiros com menos de 50 ano

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22 de julho de 2025

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Glenda Melo / Diário do Estado

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O Brasil foi surpreendido recentemente com a morte precoce da cantora Preta Gil, aos 50 anos, vítima de um câncer colorretal agressivo e resistente ao tratamento. O caso trouxe à tona uma realidade que os médicos já vinham observando: esse tipo de câncer, antes mais comum em pessoas acima dos 60 anos, agora cresce de forma preocupante entre adultos mais jovens, inclusive na faixa dos 30 e 40 anos, o aumento segundo especialistas é de 40%.

Para conhecer um pouco sobre essa doença, o câncer colorretal procuramos em Coxim o Doutor Fernando Fontoura que nos falou sobre suas características e alertas e a importância da colonoscopia, exame chato, mas extremamente necessário segundo ele.

“Trata-se de um tumor traiçoeiro, que se desenvolve de forma silenciosa no intestino grosso ou no reto. Na maioria das vezes, os primeiros sintomas são confundidos com problemas digestivos comuns, o que atrasa o diagnóstico e diminui as chances de cura.

Entre os principais sintomas do câncer colorretal estão alterações persistentes no hábito intestinal, como diarreia ou prisão de ventre que não melhoram com o tempo, sangue nas fezes, dor abdominal frequente, fraqueza, perda de peso sem explicação e sensação de esvaziamento incompleto do intestino após evacuar.

Em muitos casos, a pessoa só descobre a doença em estágio avançado, quando as células cancerígenas já se espalharam para outros órgãos, o que compromete o tratamento e reduz drasticamente a expectativa de vida.

Apesar de grave, o câncer colorretal tem altíssimas chances de cura se for identificado precocemente. Um simples exame de sangue oculto nas fezes pode levantar suspeitas e encaminhar o paciente para uma colonoscopia, procedimento que permite visualizar o interior do intestino e retirar pólipos antes que se tornem malignos.

O problema é que, historicamente, esses exames eram recomendados apenas a partir dos 50 anos. Com o aumento dos casos entre adultos mais jovens, especialistas já defendem a redução dessa faixa etária para 45, ou até mesmo 40 anos em casos de histórico familiar ou sintomas persistentes.

O crescimento de casos entre pessoas mais jovens está diretamente ligado aos hábitos modernos. Dietas ricas em alimentos ultraprocessados, excesso de carne vermelha, consumo de álcool, tabagismo, sedentarismo e obesidade são fatores que, combinados, aumentam significativamente o risco de desenvolver câncer no intestino.

Além disso, a rotina acelerada, o estresse crônico e o adiamento de consultas preventivas também contribuem para o diagnóstico tardio. Em um cenário onde o autocuidado é constantemente deixado em segundo plano, o câncer se aproveita do descuido e avança.

Quando diagnosticado no início, o tratamento do câncer colorretal é altamente eficaz e pode alcançar taxas de cura superiores a 90%. Em estágios mais avançados, o tratamento se torna mais complexo, exigindo cirurgia, quimioterapia, radioterapia e, em alguns casos, terapias-alvo.

A expectativa de vida varia de acordo com a fase em que a doença é descoberta. Quanto mais tarde o diagnóstico, menores são as chances de controle e sobrevida. No entanto, avanços nos tratamentos vêm permitindo que muitos pacientes com metástases vivam por vários anos com qualidade de vida, finaliza Doutor Fernando.”

A perda de Preta Gil, uma figura pública querida e engajada, escancarou a urgência de se falar sobre o câncer colorretal com mais seriedade e menos tabu. É hora de romper o silêncio, prestar atenção aos sinais do corpo, buscar atendimento médico e exigir políticas públicas de prevenção acessíveis a toda a população.

Mais do que uma tragédia individual, a morte precoce de Preta Gil representa um alerta coletivo: o câncer colorretal não escolhe idade, classe social ou fama. E só pode ser enfrentado com informação, prevenção e diagnóstico precoce.

Saúde/Coxim

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

25 de julho de 2026

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

 

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Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.

A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.

Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.

O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.

As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.

Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.

A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.

A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.

Saúde

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

24 de julho de 2026

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

 

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A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.

A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.

Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.

Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.

Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.

Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.

Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.

O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.

Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.

A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.

Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.

Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.

O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.

Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.

A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.