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Brasil terá primeiro tratamento sem hormônios para aliviar sintomas da menopausa

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23 de junho de 2026

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Glenda Melo

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Mulheres que enfrentam os desconfortos da menopausa poderão contar, em breve, com uma nova alternativa de tratamento no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a comercialização do fezolinetanto, primeiro medicamento não hormonal aprovado no país para combater sintomas como ondas intensas de calor e suores noturnos.

O medicamento, que será vendido com o nome comercial Veoza, representa uma mudança importante no tratamento da menopausa por oferecer uma opção para pacientes que não podem utilizar terapia hormonal ou que apresentam contraindicações ao uso de estrogênio e progesterona.

Embora a autorização já tenha sido concedida pela Anvisa, o produto ainda depende da definição de preço e da estratégia de comercialização antes de chegar às farmácias brasileiras.

Ao contrário dos tratamentos tradicionais, o fezolinetanto não atua por meio da reposição hormonal. Seu mecanismo de ação é direcionado ao cérebro, mais precisamente ao hipotálamo, estrutura responsável pelo controle da temperatura corporal.

Durante a menopausa, a queda natural dos níveis de estrogênio altera o funcionamento dessa região, tornando o organismo mais sensível a pequenas variações de temperatura. Como consequência, surgem os conhecidos "fogachos", caracterizados por ondas repentinas de calor, suor excessivo e, muitas vezes, interrupção do sono.

O novo medicamento age bloqueando receptores específicos envolvidos nesse processo, ajudando a reduzir a frequência e a intensidade das crises sem modificar os níveis hormonais da paciente.

A terapia hormonal continua sendo considerada um dos tratamentos mais eficazes para aliviar os sintomas da menopausa. Entretanto, ela não é indicada para todas as mulheres.

Pacientes com histórico de determinados tipos de câncer, doenças cardiovasculares, trombose ou outras condições clínicas podem não ser candidatas à reposição hormonal. Além disso, algumas mulheres optam por evitar esse tipo de tratamento por decisão pessoal ou devido aos efeitos colaterais.

Nesse cenário, a chegada do fezolinetanto amplia as possibilidades terapêuticas e pode beneficiar um grupo significativo de pacientes que, até então, dispunha de opções mais limitadas.

A menopausa corresponde ao encerramento definitivo dos ciclos menstruais e costuma ocorrer entre os 45 e 55 anos de idade. Essa fase faz parte do processo natural de envelhecimento feminino e está relacionada à redução da produção dos hormônios ovarianos.

Além das ondas de calor, muitas mulheres apresentam alterações no sono, irritabilidade, oscilações de humor, dificuldade de concentração, fadiga e ressecamento vaginal. A intensidade desses sintomas varia de pessoa para pessoa e pode impactar significativamente a qualidade de vida.

Especialistas ressaltam que qualquer tratamento para a menopausa deve ser indicado após avaliação médica individualizada, levando em consideração o histórico de saúde, os sintomas apresentados e as necessidades de cada paciente.

Com a aprovação do primeiro medicamento não hormonal para os sintomas vasomotores da menopausa, o Brasil passa a integrar a lista de países que oferecem uma nova abordagem terapêutica para uma condição que afeta milhões de mulheres, ampliando as possibilidades de cuidado e tratamento personalizado.

 

Saúde

Denúncias de violência digital contra mulheres sobem 188,6% em um ano, e Ligue 180

Entre janeiro e maio deste ano, canal recebeu 16.725 denúncias; governo também treinou atendentes e atualizou formulário de atendimento.

Denúncias de violência digital contra mulheres sobem 188,6% em um ano, e Ligue 180

23 de junho de 2026

Denúncias de violência digital contra mulheres sobem 188,6% em um ano, e Ligue 180

 

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As denúncias de violência contra mulheres no ambiente digital cresceram 188,6% em um ano, segundo dados divulgados na segunda-feira (22) pelo Ministério das Mulheres. Entre janeiro e maio deste ano, a Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 recebeu 16.725 registros desse tipo, ante 5.795 no mesmo período de 2025.

Ambiente digital concentra novas formas de agressão

O levantamento aponta que redes sociais, aplicativos de mensagens, jogos online e outros espaços virtuais têm sido usados para controlar, ameaçar, humilhar, expor indevidamente, perseguir, intimidar, chantagear ou ferir a dignidade e o corpo de meninas e mulheres.

Em entrevista à imprensa, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, afirmou que a alta pode refletir redução das subnotificações. Segundo ela, a maior confiança no serviço e o aprimoramento do acolhimento podem estimular as denúncias.

Capacitação e novo protocolo no atendimento

Para adaptar o atendimento do Ligue 180 à violência digital, o Ministério das Mulheres, em parceria com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), qualificou cerca de 350 atendentes entre 9 de junho e esta segunda-feira.

A coordenadora-geral do Ligue 180, Ellen Costa, disse que a central já recebia denúncias desse tipo, mas que a atualização do protocolo busca orientar melhor as vítimas sobre o que fazer em casos de crimes praticados em ambientes digitais.

Além da capacitação, o ministério atualizou o formulário de atendimento, com a inclusão dos tipos de violência digital. Segundo Ellen Costa, a mudança amplia o alcance do serviço para além das orientações sobre a Lei Maria da Penha.

Perfil das denúncias e das vítimas

Em média, os canais da Central de Atendimento à Mulher registram quase 3 mil ocorrências por dia. Cerca de 30% dos atendimentos são denúncias; o restante corresponde a pedidos de informação e orientação.

Os dados mostram ainda que as denúncias de violência no espaço digital passaram da sétima posição, em 2025, para a quinta, em 2026. Entre as vítimas registradas no ano passado, quase metade era de mulheres negras, seguidas por mulheres brancas.

A faixa etária com mais denúncias foi a de 35 a 44 anos, com 21,6% dos casos. Quando ampliada para 25 a 49 anos, essa faixa reúne metade do total. Em 2025, 25,7% das vítimas tinham ensino médio completo e quase metade não tinha rendimentos ou ganhava até um salário-mínimo.

Decreto presidencial orienta novas medidas

A qualificação das atendentes e a atualização do protocolo seguem o decreto presidencial nº 12.976/2026, que entrou em vigor na última sexta-feira, 60 dias após a assinatura. A norma trata da proteção de mulheres na internet, define deveres das plataformas digitais e estabelece mecanismos de prevenção e combate à violência.

A diretora na Secretaria de Políticas Digitais da Secom, Marina Pita, afirmou que o decreto busca criar um ambiente seguro para garantir a liberdade de expressão e a permanência das mulheres na internet.

Segundo ela, o texto estabelece obrigações, diretrizes e prazos de resposta para empresas de tecnologia. Entre as medidas, o decreto fixa prazo de duas horas para a remoção de imagens não consentidas de nudez ou de ato sexual privado e equipara deep nudes a imagens reais.

Márcia Lopes afirmou que o alinhamento da central ao novo decreto e os avanços da legislação integram o Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio, lançado em fevereiro. A ministra também defendeu a aprovação do Projeto de Lei nº 896/2023, que trata do combate à misoginia e tramita na Câmara dos Deputados.

Campanha nacional

Para divulgar o novo decreto ao poder público e à sociedade civil, o Ministério das Mulheres lançou a campanha nacional O Digital é Nosso Lugar, com o tema: Nossa Conexão é Livre. Proteja. Denuncie. Ligue 180.

Clique aqui e acesse o guia de orientação sobre violência digital contra mulheres, elaborado pelo Ministério das Mulheres em conjunto com a Secom.

Anvisa

Anvisa mantém restrição a lotes de produtos da Ypê após identificar falhas em processo de fabricação

  A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmou a continuidade da suspensão de comercialização, distribuição e...

Anvisa mantém restrição a lotes de produtos da Ypê após identificar falhas em processo de fabricação

22 de junho de 2026

Anvisa mantém restrição a lotes de produtos da Ypê após identificar falhas em processo de fabricação

 

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmou a continuidade da suspensão de comercialização, distribuição e utilização de determinados lotes de produtos da marca Ypê. A medida foi oficializada nesta segunda-feira (22), por meio de publicação no Diário Oficial da União, e atinge itens produzidos antes de dezembro de 2025.

A decisão envolve produtos fabricados pela Química Amparo e foi adotada após uma inspeção sanitária apontar irregularidades relacionadas ao cumprimento das normas de boas práticas de fabricação. Segundo a Anvisa, as não conformidades foram verificadas durante fiscalização realizada entre os dias 27 e 30 de abril deste ano.

Entre os itens afetados estão desinfetantes, detergentes lava-louças e sabões para roupas, tanto líquidos quanto em pó. A restrição vale exclusivamente para os lotes cuja numeração termina em "1" e que tenham sido produzidos até 31 de dezembro de 2025.

No caso dos desinfetantes, a medida alcança as linhas Bak Ypê e Pinho Ypê. Já entre os detergentes lava-louças, estão incluídas as versões Clear, Green, Concentrado Green, Tradicional, Toque Suave e Enzimas Ativas. A suspensão também abrange diversas versões dos lava-roupas Tixan e Ypê, como Combate Mau Odor, Cuida das Roupas, Antibac, Coco e Baunilha, Green, Express, Power Act, Premium, Maciez, Primavera e Act.

Embora a resolução não detalhe quais falhas foram encontradas durante a fiscalização, o documento informa que a decisão foi fundamentada no descumprimento de exigências estabelecidas pela Resolução RDC nº 47/2013, que define critérios para a fabricação de produtos saneantes.

Consumidores que possuem produtos da marca devem verificar o número do lote impresso na embalagem. Caso o lote termine com o número "1" e a data de fabricação seja anterior a 31 de dezembro de 2025, a orientação é interromper o uso e buscar informações junto aos canais oficiais da fabricante sobre os procedimentos para substituição ou esclarecimentos.