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Bebê e dois idosos estão entre os casos confirmados de gripe K em MS

Dos quatro casos confirmados no Brasil, três ocorreram em Mato Grosso do Sul

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19 de dezembro de 2025

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Midiamax

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Um bebê de cinco meses e dois idosos de 77 e 73 anos estão entre os três casos confirmados da variante K do vírus influenza A (H3N2), popularmente conhecido como “gripe K” ou “super gripe”, em Mato Grosso do Sul. Além dos casos, uma morte está em investigação na Bolívia, país que faz fronteira com MS.

Em nota, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) esclareceu que foram identificadas três amostras do subclado K da Influenza A (H3N2) em pacientes de Campo Grande, Nioaque e Ponta Porã. Os casos não são considerados suspeitos, uma vez que já foram confirmados laboratorialmente.

Entre os pacientes, dois são do sexo feminino e um do sexo masculino. Dois não apresentam comorbidades relatadas, enquanto um possui histórico de hipertensão e diabetes.

As amostras passaram inicialmente por análise do Lacen/MS (Laboratório Central de Saúde Pública), que identificou a presença do vírus e encaminhou o material ao Instituto Adolfo Lutz (SP). O laboratório é referência nacional para realização do sequenciamento genético, conforme os protocolos estabelecidos pela vigilância em saúde.

Em razão dessa identificação, a SES emitiu, no dia 18 de dezembro, o Alerta Epidemiológico – Identificação do subclado K da Influenza A (H3N2) no Estado de Mato Grosso do Sul.

“A SES reforça que a população deve manter as medidas de prevenção já recomendadas nos alertas epidemiológicos e nas notas técnicas vigentes. A vacinação contra a Influenza, ofertada anualmente em todo o país, pelo SUS [Sistema Único de Saúde], permanece como a principal estratégia para a prevenção de casos graves, complicações e hospitalizações.”

O que é o H3N2-K?

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a influenza sazonal passa por constantes mutações. Desde agosto de 2025, há crescimento acelerado da circulação do subtipo A (H3N2) J.2.4.1, conhecido como subclado K, em diversos países.

O vírus apresenta mutações que trazem características novas para o sistema imunológico de grande parte da população, o que favorece a rápida disseminação. No entanto, até o momento, não há evidências de aumento da gravidade dos casos clínicos associados a essa variante.

Entre os principais sintomas, estão febre, dores musculares, cansaço, congestão nasal, dor de cabeça, tosse, calafrios, coriza, mal-estar, náusea e vômitos.

Ainda conforme a OMS, a atividade da gripe permanece dentro do esperado para a temporada, embora, em algumas regiões, o aumento tenha ocorrido de forma mais precoce. As vacinas disponíveis continuam oferecendo proteção, especialmente contra formas graves e hospitalizações.

Vigilância reforçada

Diante dos registros suspeitos, o Ministério da Saúde informou que intensificou as ações de vigilância da influenza A (H3N2), com atenção especial ao subclado K. A medida atende a um alerta epidemiológico da Opas/OMS (Organização Pan-Americana da Saúde), que aponta aumento de casos e de internações por gripe no hemisfério norte, principalmente na América do Norte, Europa e Ásia.

A vigilância ocorre por meio do monitoramento contínuo de casos de síndrome gripal e de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), além da investigação e notificação imediata de eventos respiratórios incomuns. Também houve reforço nas medidas de prevenção e no acesso a vacinas e antivirais para os grupos de risco.

Como se proteger?

O Ministério da Saúde reforça que as vacinas contra a gripe disponibilizadas pelo SUS seguem eficazes para prevenir casos graves, inclusive os causados pelo subclado K. Os grupos mais vulneráveis são os mesmos já contemplados como prioritários na campanha de vacinação. No entanto, o imunizante pode não impedir totalmente a infecção pelo subclado K.

Além da imunização, o SUS oferece gratuitamente antiviral específico para o tratamento da influenza, indicado principalmente para pessoas dos grupos de risco, como estratégia para reduzir a chance de agravamento da doença.

A orientação é manter a vacinação em dia e adotar medidas básicas de prevenção, como higienização das mãos, etiqueta respiratória e evitar contato próximo em caso de sintomas, contribuindo para reduzir a transmissão do vírus.

Morte na fronteira

Autoridades da Bolívia investigam se a morte de uma mulher de 26 anos decorreu da gripe K. O caso foi registrado em Santa Cruz, onde ela testou positivo para gripe A H3N2. Agora, o Serviço Departamental de Saúde declarou alerta laranja e pediu para que a população tome medidas preventivas e meio ao aumento dos casos virais.

O diretor do órgão informou que há suspeita de que a mulher tenha contraído a variante K, já que ela havia chegado do Japão, onde ocorreram infecções. No entanto, os exames laboratoriais ainda não foram divulgados para confirmar a variante.

Em Cochabamba, o Serviço Departamental de Saúde também está monitorando uma paciente de 47 anos, seus dois filhos e dois outros parentes com suspeita de terem contraído a variante K. Ela já testou positivo para influenza A H3N2, e o subtipo está sendo investigado. Eles haviam viajado para os Estados Unidos há três semanas.

Em países vizinhos, como o Peru, autoridades já intensificaram a vigilância devido ao registro de casos positivos e à alta disseminação.

Midiamax

Saúde/Coxim

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

25 de julho de 2026

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

 

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Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.

A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.

Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.

O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.

As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.

Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.

A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.

A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.

Saúde

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

24 de julho de 2026

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

 

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A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.

A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.

Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.

Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.

Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.

Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.

Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.

O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.

Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.

A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.

Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.

Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.

O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.

Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.

A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.