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Ato de solidariedade, doadores de sangue podem salvar até quatro vidas com apenas 450ml

Dia 25 de novembro é comemorado o Dia Nacional do Doador de Sangue.

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24 de novembro de 2023

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Redação, Heloisa Duim

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A doação de sangue representa não só um ato de solidariedade por parte de quem doa, mas também uma fração de esperança para aquele que recebe. Sinônimo de cidadania e amor ao próximo, são recolhidos 450ml de sangue por doador que, quando fracionados, podem salvar até quatro vidas.

Com aproximadamente 132 mil doadores de sangue ativos em Mato Grosso do Sul, é comemorado no dia 25 de novembro o Dia Nacional do Doador de Sangue. A data tem como objetivo reconhecer a atitude voluntária de doadores de sangue e sensibilizar novas pessoas à causa.

Ana Beatriz Leal, de 20 anos, é doadora de sangue há 2 anos, desde que atingiu a maioridade. A voluntária, que sempre reconheceu a importância da doação, destaca o processo desde o preenchimento de formulário até a coleta sanguínea.

“Parece chato, mas é um cuidado que eles têm que ter, afinal esse sangue vai para alguém que está precisando e, provavelmente, já está em uma situação delicada. Quando você passa por todas as etapas e está apto a doar, você fica só uns 10 minutos para tirar o sangue”.

Com 6 doações realizadas desde que se tornou doadora efetiva, Ana Beatriz já doou sangue tanto para desconhecidos quanto para pessoas próximas a ela, como amigos e familiares. “É muito gratificante saber que você pode ajudar alguém a passar por um procedimento, ter uma qualidade melhor de vida ou até mesmo sobreviver”.

Em celebração ao Dia Nacional do Doador de Sangue, entre os dias 24 e 27 de novembro, a Rede Hemosul promove a campanha de doação em diferentes municípios do Estado. A gerente de relações públicas do Hemosul, Mayra Franceschi, afirma que a ação surge como forma de agradecimento aos doadores, que em conjunto à Rede, atendem pacientes de hospitais públicos e privados.

“O objetivo é agradecer, comemorar, falar para o doador que ele é importante para a gente, mas lembrar que não é só no dia 25 de novembro. Todos os dias a gente precisa de doação, precisa estar fazendo plaquetas, que só duram 5 dias”.

Seja um doador

O processo de doação inicia-se com o preenchimento do questionário, seguido do cadastro, triagem hematológica, triagem clínica e avaliação do candidato, classificando-o como apto ou inapto à doação de sangue.

Suelen Moreira Brito, gerente de captação do Hemosul, destaca a importância de responder os questionamentos da melhor forma. “Para realizar a doação de sangue, o candidato tem que ser o mais verdadeiro possível na entrevista na triagem clínica, devido a janela imunológica dos exames”, explica.

No caso de doadores já cadastrados e efetivos, homens podem realizar a doação até 4 vezes ao ano, em um intervalo de 3 meses entre coletas. Já no caso das mulheres, até 3 doações podem ser realizadas no período de 12 meses, com um intervalo de 4 meses.

Critérios para doação

Ao longo dos 4 dias, a campanha em comemoração ao Dia Nacional do Doador de Sangue ocorre em 7 diferentes cidades sul-mato-grossenses: Campo Grande, Dourados, Corumbá, Três Lagoas, Paranaíba, Ponta Porã e Antônio João.

Entre os critérios para doação de sangue, o voluntário deve ter entre 16 e 69 anos, pesar no mínimo 51kg e estar bem alimentado e descansado. Para os menores de idade, é necessário autorização e acompanhamento dos responsáveis legais. Além disso, é indispensável a apresentação de documento oficial com foto e boas condições de saúde.

Aquele que deseja comemorar o Dia Nacional do Doador de Sangue de maneira solidária, basta acessar os horários e endereços de atendimento no site ou nas redes sociais do Hemosul. O endereço eletrônico ainda conta com todos os critérios para a doação de sangue, incluindo aqueles que tornam o candidato inapto.

Saúde

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

3 de junho de 2026

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

 

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Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.

Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.

Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.

A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.

Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.

Entre os mais comuns estão:

Dor muscular persistente em várias partes do corpo

Fadiga intensa

Sensação de cansaço ao acordar

Distúrbios do sono

Dores de cabeça frequentes

Rigidez muscular

Formigamentos

Ansiedade e depressão

Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".

Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.

Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.

Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.

Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.

Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.

Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.

Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.

Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.

Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.

Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.

 

Saúde

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

2 de junho de 2026

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

 

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Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).

Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.

Óbitos foram registrados em sete municípios

De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do SulDouradinaGuia Lopes da Laguna e Itaporã.

Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.

O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.

Dengue soma mais de 5 mil casos prováveis

Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.

Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.

Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.

Mais de 223 mil doses contra dengue foram aplicadas

O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.

Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.

Vacinação é destinada a crianças e adolescentes

A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.