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Saúde

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Atestado médico em papel segue válido em 2026, esclarece Conselho Federal de Medicina

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10 de dezembro de 2025

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Glenda Melo / Diário do Estado

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Uma onda de desinformação voltou a circular nas redes sociais nesta quarta-feira (10) ao afirmar que, a partir de 2026, somente atestados médicos digitais teriam validade no Brasil, tornando inválidos os documentos emitidos em papel. Diante da repercussão, o Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou esclarecimento oficial negando a informação.

Segundo a entidade, não houve qualquer mudança na legislação que determine o fim da validade dos atestados físicos. Tanto os documentos impressos quanto os atestados digitais continuarão sendo aceitos legalmente em todo o território nacional no próximo ano.

“O que existe são iniciativas para ampliar a segurança e combater fraudes, mas isso não elimina o uso do atestado em papel”, destacou o CFM em nota pública.

O esclarecimento ocorre em meio aos esforços do Conselho para enfrentar a crescente falsificação de atestados médicos. No início deste ano, reportagens apontaram a comercialização ilegal de documentos em grupos nas redes sociais, inclusive com uso indevido de carimbos e assinaturas de profissionais de saúde.

Como resposta, foi criada a plataforma Atesta CFM, um sistema digital voltado à emissão, validação e verificação de atestados médicos. A ferramenta pretende garantir mais segurança ao processo, vinculando cada documento ao registro do médico responsável.

Pelo funcionamento do sistema, sempre que um atestado for emitido digitalmente, o profissional recebe uma notificação por e-mail sobre a movimentação. Isso permite identificar rapidamente qualquer tentativa de uso indevido do nome do médico, dificultando práticas criminosas.

Apesar da proposta de tornar o uso do Atesta CFM obrigatório no futuro, o próprio Conselho reforça que a digitalização não extinguirá os atestados físicos. O formato em papel continuará válido e poderá seguir sendo emitido normalmente pelos médicos, sem restrições legais.

Além dos tradicionais atestados de afastamento do trabalho, a plataforma foi idealizada para atender também outros documentos médicos, como laudos de saúde ocupacional e certificados para homologação de documentos.

O CFM orienta que trabalhadores, empresas e profissionais de saúde fiquem atentos a informações não confirmadas que circulam pela internet. “Nenhuma norma prevê que apenas atestados digitais serão aceitos a partir de 2026. Qualquer publicação nesse sentido é falsa”, reforçou o órgão.

Assim, pacientes podem continuar utilizando seus atestados impressos sem receio enquanto as discussões sobre modernização dos sistemas de validação seguem em andamento. O importante é que os atestados seguem sendo uma ferramenta importante para os trabalhadores que precisam se ausentar do trabalho por motivo de doença, um direito conquistado e legítimo.

 

Saúde/Coxim

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

25 de julho de 2026

Moradores de Coxim ainda podem aproveitar ação gratuita de testagem para hepatites neste sábado

 

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Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.

A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.

Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.

O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.

As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.

Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.

A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.

A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.

Saúde

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

24 de julho de 2026

Vacina contra HPV reduz pela metade circulação do vírus entre jovens

 

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A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.

A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.

Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.

Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.

Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.

Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.

Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.

O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.

Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.

A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.

Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.

Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.

O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.

Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.

A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.