segunda, 13 de julho, 2026
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o registro de uma nova vacina destinada à prevenção da gripe no Brasil. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (13) no Diário Oficial da União e permite a comercialização da Fluprevli, imunizante trivalente desenvolvido para proteger contra os vírus influenza A e B.
A vacina poderá ser aplicada em pessoas com idade a partir de seis meses, ampliando o público apto a receber a proteção contra uma das doenças respiratórias que mais provocam internações durante os períodos de maior circulação viral.
De acordo com a Anvisa, a aprovação ocorreu após a análise de estudos que comprovaram a eficácia e a segurança do produto. Os resultados indicaram uma eficácia de até 73% entre adultos e de 65% em crianças, além de uma resposta imunológica considerada satisfatória, com produção de anticorpos capazes de combater os vírus presentes na formulação.
O novo imunizante é classificado como trivalente, ou seja, foi desenvolvido para oferecer proteção contra três cepas do vírus da influenza que apresentam maior circulação e potencial de causar surtos sazonais.
A autorização representa mais uma alternativa para a prevenção da gripe no país, especialmente entre grupos mais vulneráveis, como crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. A vacinação continua sendo considerada a forma mais eficaz de reduzir o risco de complicações, hospitalizações e mortes provocadas pela influenza.
Com o registro concedido pela Anvisa, a vacina passa a estar apta para distribuição e comercialização no Brasil, conforme o planejamento do fabricante e as normas estabelecidas pelos órgãos de saúde. A expectativa é que o novo imunizante contribua para fortalecer as estratégias de prevenção contra a gripe e ampliar a oferta de vacinas disponíveis no mercado brasileiro.
Saúde
Parceria com a Prefeitura de Campo Grande permitirá mais de 2,5 mil procedimentos especializados, reduzindo filas e ampliando o acesso da população à saúde pública
10 de julho de 2026
Referência em saúde há quase 85 anos, o Hospital São Julião vive um novo capítulo de sua história. Nesta quinta-feira (9), a instituição oficializou sua integração ao programa Dia D Via Saúde, iniciativa realizada em parceria com a Prefeitura de Campo Grande, que ampliará a oferta de atendimentos especializados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Viabilizada por um investimento de R$ 9,4 milhões, com recursos destinados pela Bancada Federal de Mato Grosso do Sul e por emendas de vereadores da Capital, a parceria permitirá a realização de mais 2.580 procedimentos em áreas como oftalmologia, otorrinolaringologia, cirurgia geral, endoscopia, colonoscopia e cirurgias oftalmológicas.
Mesmo antes da formalização do convênio, o Hospital São Julião já vinha contribuindo para reduzir as filas de espera da saúde pública. Até o momento, foram realizados mais de mil procedimentos oftalmológicos, entre cirurgias de catarata e estrabismo, além de mais de 450 cirurgias gerais e cerca de 70 postectomias.
Representando o presidente do Hospital São Julião, Carlos Augusto Melke, a superintendente de Gestão, Jéssyka Mendes, destacou que a adesão ao programa consolida o papel da instituição como parceira estratégica da saúde pública. "Essa parceria representa muito mais do que a ampliação dos atendimentos. É o reconhecimento da capacidade técnica, da credibilidade e do compromisso que o Hospital São Julião construiu ao longo de décadas. Temos equipes altamente qualificadas, estrutura preparada e uma gestão comprometida em transformar recursos públicos em atendimento humanizado, reduzindo filas e levando mais qualidade de vida à população".
A prefeita Adriane Lopes ressaltou que o Dia D Via Saúde nasceu da união entre o poder público e os hospitais parceiros para enfrentar um dos maiores desafios da saúde pública. "Campo Grande atende não apenas sua população, mas também pacientes de dezenas de municípios de Mato Grosso do Sul. Isso exige planejamento, investimentos e parcerias sólidas. O Dia D Via Saúde representa um esforço coletivo para ampliar o acesso aos procedimentos especializados, reduzir o tempo de espera e oferecer um atendimento mais digno e eficiente para quem mais precisa".
Uma nova oportunidade de enxergar o mundo
Entre os beneficiados está o aposentado Orlando Elias Vasques, de 72 anos. Sem condições financeiras para custear uma cirurgia de catarata e já convivendo com o medo de perder definitivamente a visão, ele encontrou no Hospital São Julião a oportunidade de recuperar muito mais do que a capacidade de enxergar.
"Eu já estava perdendo a esperança. Achei que nunca conseguiria fazer essa cirurgia. Hoje posso voltar a ver minha família, caminhar com segurança e admirar as coisas simples da vida. Só tenho gratidão ao Hospital São Julião e a todos que tornaram isso possível".
Uma nova conquista - A solenidade também marcou a inauguração do Centro de Convenções Dr. Gunter Hans, novo espaço de integração do complexo hospitalar, concebido para receber eventos científicos, institucionais, culturais e artísticos.
O ambiente reúne um hall que preserva a memória da instituição e abriga o Auditório Ney Latorraca, homenagem ao ator brasileiro que destinou parte de sua herança ao Hospital São Julião e foi um importante apoiador da luta contra a hanseníase no país. Totalmente modernizado, o auditório possui capacidade para 250 pessoas, equipamentos de última geração, telão de LED, sistema completo de áudio, internet e infraestrutura preparada para eventos de diferentes formatos. A locação do espaço ao público externo contribuirá diretamente para a manutenção das atividades assistenciais da instituição.
Uma vida dedicada ao amor ao próximo
O momento mais emocionante da cerimônia aconteceu com a presença da Irmã Silvia Veccelio Sai, presidente de Honra do Hospital São Julião. Aos 93 anos, ela foi homenageada pelas autoridades presentes por uma trajetória que ultrapassa cinco décadas de dedicação aos pacientes e à missão de cuidar de quem mais precisa.
Sua história se confunde com a do próprio Hospital São Julião. Com sensibilidade, firmeza e profunda vocação para servir, Irmã Silvia ajudou a transformar a instituição em uma referência nacional de atendimento humanizado. Sua presença arrancou aplausos, olhares emocionados e o reconhecimento de gerações que foram impactadas por seu exemplo.
Visivelmente emocionada, a senadora Tereza Cristina relembrou os tempos em que foi aluna da religiosa. "Irmã Silvia foi minha professora de Matemática e também uma grande inspiração de humanidade. Aprendi muito com ela dentro e fora da sala de aula. É uma honra reencontrá-la e poder agradecer por tudo o que fez e continua fazendo pelas pessoas".
Também participaram da solenidade a prefeita Adriane Lopes; a senadora Tereza Cristina; o deputado federal Dagoberto Nogueira; o deputado estadual Lidio Lopes; os vereadores Landmark e Wilson Lands; o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela; e o diretor técnico do Hospital São Julião, Augusto Afonso Brasil Filho.
Saúde
Regra permite uso de estoques antigos por até nove meses após aprovação da versão atualizada
9 de julho de 2026
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) atualizou as regras para a composição das vacinas contra a Covid-19 utilizadas no Brasil. A mudança busca adequar os imunizantes às variantes do coronavírus que estão em circulação e estabelece critérios para que fabricantes apresentem novas fórmulas.
A norma foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (9) e substitui uma regra anterior, divulgada em março. Pela decisão, as vacinas devem ser monovalentes, ou seja, desenvolvidas para provocar resposta imunológica contra uma única linhagem do vírus.
Entre as composições previstas estão aquelas baseadas na cepa LP.8.1 e em variantes derivadas da linhagem JN.1, como XFG e NB.1.8.1.
Os fabricantes também poderão propor fórmulas diferentes das indicadas pela agência. Nesse caso, terão de apresentar provas de que o imunizante é capaz de gerar resposta contra as variantes em circulação ou estimular a produção de anticorpos neutralizantes com atuação mais ampla.
A Anvisa também definiu um período de transição para evitar o descarte imediato de vacinas produzidas com fórmulas anteriores. As doses já fabricadas ou distribuídas poderão continuar sendo utilizadas por até nove meses após a aprovação da nova versão do mesmo imunizante.
Esse prazo, porém, não é automático em todas as situações. A agência poderá reduzi-lo ou suspender o uso das doses anteriores caso identifique alguma razão sanitária para isso.
Quando uma empresa quiser atualizar uma vacina por uma fórmula que não esteja prevista nas regras atuais, será necessário apresentar um pedido específico. A documentação deverá incluir dados sobre fabricação, qualidade, segurança e eficácia, seguindo também parâmetros da OMS (Organização Mundial da Saúde).
A atualização periódica ocorre porque o Sars-CoV-2 continua sofrendo mutações e dando origem a novas variantes. A lógica é parecida com a adotada nas vacinas contra a gripe, que também têm sua composição revista para acompanhar os vírus mais presentes em cada período.
Na prática, a mudança pretende aproximar a fórmula das vacinas das variantes que estão circulando. As doses aplicadas anteriormente não perdem a validade por causa da atualização e continuam tendo papel na prevenção de casos graves e mortes.