quarta, 01 de julho, 2026
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Os consumidores devem redobrar a atenção na hora de comprar produtos que imitam o café tradicional. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e consumo de três marcas vendidas como "bebida sabor café" após a constatação de irregularidades consideradas graves para a saúde pública.
A decisão foi tomada com base em análises realizadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que identificaram o uso de matérias-primas inadequadas para alimentação humana. Entre os problemas encontrados está a presença de ocratoxina A, uma toxina produzida por determinados fungos e que pode causar efeitos nocivos ao organismo, especialmente comprometendo a função dos rins quando ingerida em níveis elevados.
As marcas atingidas pela medida são Melissa, Pingo Preto e Oficial, que não poderão mais ser produzidas nem permanecer à venda. A determinação também impede qualquer tipo de divulgação comercial desses produtos em todo o território nacional.
Os chamados "cafés fake" ganharam espaço no mercado por serem comercializados como alternativas de menor custo ao café tradicional. No entanto, esses produtos nem sempre possuem a mesma composição do café torrado e moído, podendo conter ingredientes diferentes daqueles esperados pelo consumidor.
A Anvisa orienta que pessoas que tenham adquirido produtos das marcas proibidas interrompam o consumo imediatamente. Além disso, os estabelecimentos comerciais devem retirar os itens das prateleiras para cumprir a determinação do órgão regulador.
Especialistas destacam que o consumidor deve sempre verificar a procedência dos alimentos, conferir as informações presentes nos rótulos e dar preferência a produtos registrados e fabricados por empresas que atendam às normas sanitárias. A fiscalização tem como objetivo garantir que apenas alimentos seguros permaneçam disponíveis no mercado brasileiro, protegendo a saúde da população.
Saúde
Levar a vacinação para mais perto dos estudantes tem se mostrado uma das formas mais eficazes de aumentar a cobertura vacinal em Mato Grosso do Sul. Apostando nessa estratégia,...
30 de junho de 2026
Levar a vacinação para mais perto dos estudantes tem se mostrado uma das formas mais eficazes de aumentar a cobertura vacinal em Mato Grosso do Sul. Apostando nessa estratégia, o Governo do Estado promoveu a primeira edição da campanha "Aluno Imunizado", que transformou escolas em pontos de prevenção e garantiu a aplicação de mais de 30 mil doses de vacinas em crianças e adolescentes.
A iniciativa alcançou resultados expressivos ao envolver praticamente todos os municípios sul-mato-grossenses. Com adesão de 98,7% das cidades, a ação evidenciou a união entre as redes estadual e municipal de saúde e educação para combater a queda da vacinação e proteger a população mais jovem contra diversas doenças.
Durante a mobilização, equipes de imunização visitaram unidades de ensino para verificar as cadernetas de vacinação dos alunos, identificar esquemas incompletos e oferecer as doses necessárias. Além da aplicação das vacinas, os profissionais realizaram um trabalho de orientação junto às famílias, reforçando a importância de manter o calendário vacinal atualizado.
A estratégia também buscou eliminar barreiras que muitas vezes dificultam o acesso às vacinas, como a falta de tempo dos responsáveis para comparecer às unidades de saúde. Ao levar o serviço para dentro das escolas, o Estado conseguiu ampliar o alcance da campanha e facilitar a imunização de milhares de estudantes.
O resultado da primeira edição demonstra que a integração entre Saúde e Educação pode desempenhar um papel decisivo na prevenção de doenças e no fortalecimento das políticas públicas voltadas à infância e à adolescência. Com o sucesso da mobilização, a expectativa é que a Estratégia Aluno Imunizado passe a integrar o calendário de ações permanentes, contribuindo para manter elevados os índices de cobertura vacinal em Mato Grosso do Sul.
Para a Secretaria de Estado de Saúde, a experiência reforça que a vacinação continua sendo uma das principais ferramentas de proteção coletiva e que aproximar esse serviço da comunidade escolar representa um avanço importante na promoção da saúde e na prevenção de surtos de doenças imunopreveníveis.
Saúde
Ministério da Saúde prorroga vacinação de adolescentes de 15 a 19 anos contra o HPV
30 de junho de 2026
O Ministério da Saúde prorrogou até 31 de dezembro a vacinação de adolescentes de 15 a 19 anos contra o HPV, em estratégia de resgate vacinal que terminaria neste mês, com o objetivo de ampliar a cobertura entre jovens que não receberam a dose na idade recomendada. A medida foi anunciada nesta terça-feira (30).
Em ofício enviado a estados e municípios, a pasta reforçou a necessidade de intensificar ações de vacinação voltadas a esse público e afirmou que o monitoramento da estratégia mostra avanços, mas ainda é insuficiente para alcançar os mais de 600 mil adolescentes contemplados.
O ministério também pediu o incremento de ações extramuros, como vacinação em escolas, universidades e outros locais, além de parcerias com sociedades científicas, órgãos de classe, organizações não governamentais, igrejas e meios de comunicação para ampliar a divulgação sobre a segurança e a efetividade da vacina.
Até junho deste ano, 287.647 adolescentes entre 15 e 19 anos haviam sido imunizados contra o HPV, sendo 124.172 do sexo feminino e 163.502 do sexo masculino, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde.
A vacina contra o HPV integra o calendário nacional de rotina para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. Desde 2024, o país adota o esquema de dose única, no lugar do modelo anterior de duas doses.
Para pessoas imunocomprometidas, como as que vivem com HIV/aids, pacientes oncológicos e transplantados, o esquema permanece com três doses. A mesma recomendação vale para usuários de profilaxia pré-exposição entre 15 e 45 anos e para vítimas de violência sexual a partir dos 15 anos.
O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, afirmou que o HPV está relacionado a diferentes tipos de câncer, como o de colo de útero, além de câncer anal, de boca, de cabeça e pescoço, de ânus, de vulva e de vagina.
Segundo Kfouri, a vacinação antes da exposição ao vírus aumenta a eficácia da imunização e a imunização de meninos e meninas reduz a transmissão. Ele afirmou ainda que países que adotaram a estratégia registraram queda em verrugas genitais e em diferentes tipos de câncer associados ao HPV.