sábado, 25 de julho, 2026
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Três medicamentos amplamente utilizados no tratamento de colesterol alto e processos inflamatórios entraram em processo de recolhimento voluntário no Brasil após identificação de possíveis problemas em lotes específicos. A medida envolve produtos fabricados pelas empresas Cimed Indústria S.A. e Hypofarma Instituto de Hypodermia e Farmácia LTDA.
Entre os medicamentos afetados estão a atorvastatina cálcica 40 mg e a rosuvastatina cálcica 20 mg, ambos pertencentes à classe das estatinas, indicadas para o controle do colesterol e prevenção de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC. O recolhimento atinge o lote 2424299 dos dois produtos.
Segundo informações divulgadas no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (18), a decisão foi tomada após suspeita de troca de embalagens entre os medicamentos durante o processo de distribuição. A investigação aponta que unidades da rosuvastatina 20 mg podem ter sido acondicionadas em embalagens destinadas à atorvastatina cálcica 40 mg.
Os dois medicamentos são amplamente receitados para pacientes com colesterol elevado. A atorvastatina atua na redução do LDL, conhecido como colesterol ruim, além de diminuir os triglicerídeos. Já a rosuvastatina também auxilia no controle do colesterol e pode aumentar os níveis do HDL, considerado colesterol bom.
Outro produto incluído no recolhimento é o Fosfato Dissódico de Dexametasona 4 mg/ml solução injetável, comercializado em caixas com 50 unidades. Neste caso, a medida envolve o lote 25091566.
De acordo com o comunicado oficial, o recolhimento foi iniciado após a identificação de turvação na solução quando o medicamento é diluído em conjunto com determinados fármacos. O Fosfato Dissódico de Dexametasona é um corticoide sintético utilizado em tratamentos contra inflamações severas, reações alérgicas, doenças autoimunes e outras condições clínicas que exigem ação anti-inflamatória rápida.
Especialistas orientam que pacientes que utilizam os medicamentos verifiquem o número do lote presente nas embalagens e procurem orientação médica ou farmacêutica em caso de dúvidas. A recomendação é não interromper tratamentos sem acompanhamento profissional.
O recolhimento voluntário é um procedimento previsto pelas autoridades sanitárias para garantir a segurança dos consumidores e evitar riscos relacionados à qualidade ou identificação dos medicamentos distribuídos no mercado.
Saúde/Coxim
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...
25 de julho de 2026
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.
A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.
Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.
O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.
As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.
Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.
A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.
A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.