quarta, 10 de junho, 2026

WhatsApp

(67) 99983-4015

Saúde

A+ A-

Anvisa acompanha recolhimento de medicamentos usados para colesterol e inflamações

Icone Calendário

18 de maio de 2026

Icone Autor

Glenda Melo

Continue Lendo...

Três medicamentos amplamente utilizados no tratamento de colesterol alto e processos inflamatórios entraram em processo de recolhimento voluntário no Brasil após identificação de possíveis problemas em lotes específicos. A medida envolve produtos fabricados pelas empresas Cimed Indústria S.A. e Hypofarma Instituto de Hypodermia e Farmácia LTDA.

Entre os medicamentos afetados estão a atorvastatina cálcica 40 mg e a rosuvastatina cálcica 20 mg, ambos pertencentes à classe das estatinas, indicadas para o controle do colesterol e prevenção de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC. O recolhimento atinge o lote 2424299 dos dois produtos.

Segundo informações divulgadas no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (18), a decisão foi tomada após suspeita de troca de embalagens entre os medicamentos durante o processo de distribuição. A investigação aponta que unidades da rosuvastatina 20 mg podem ter sido acondicionadas em embalagens destinadas à atorvastatina cálcica 40 mg.

Os dois medicamentos são amplamente receitados para pacientes com colesterol elevado. A atorvastatina atua na redução do LDL, conhecido como colesterol ruim, além de diminuir os triglicerídeos. Já a rosuvastatina também auxilia no controle do colesterol e pode aumentar os níveis do HDL, considerado colesterol bom.

Outro produto incluído no recolhimento é o Fosfato Dissódico de Dexametasona 4 mg/ml solução injetável, comercializado em caixas com 50 unidades. Neste caso, a medida envolve o lote 25091566.

De acordo com o comunicado oficial, o recolhimento foi iniciado após a identificação de turvação na solução quando o medicamento é diluído em conjunto com determinados fármacos. O Fosfato Dissódico de Dexametasona é um corticoide sintético utilizado em tratamentos contra inflamações severas, reações alérgicas, doenças autoimunes e outras condições clínicas que exigem ação anti-inflamatória rápida.

Especialistas orientam que pacientes que utilizam os medicamentos verifiquem o número do lote presente nas embalagens e procurem orientação médica ou farmacêutica em caso de dúvidas. A recomendação é não interromper tratamentos sem acompanhamento profissional.

O recolhimento voluntário é um procedimento previsto pelas autoridades sanitárias para garantir a segurança dos consumidores e evitar riscos relacionados à qualidade ou identificação dos medicamentos distribuídos no mercado.

 

Saúde

Sarampo: infectologista alerta sobre vacinação em viagens para a Copa

Países-sede do Mundial respondem por 70% dos casos nas Américas

Sarampo: infectologista alerta sobre vacinação em viagens para a Copa

9 de junho de 2026

Sarampo: infectologista alerta sobre vacinação em viagens para a Copa

 

Continue Lendo...

O aumento do número de casos de sarampo registrado nos Estados Unidos, México e Canadá – que sediarão jogos da Copa do Mundo 2026 – acende o alerta para a necessidade de vacinação dos turistas brasileiros que viajarão para o Mundial. Juntos, os três países respondem por 70% dos casos nas Américas.

A observação foi feita nesta terça-feira (9) à Agência Brasil pela infectologista Natalie Del Vecchio, do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira, da Fundação Oswaldo Cruz (IFF/Fiocruz).

“O sarampo é uma doença altamente contagiosa”, disse. Isso significa que uma pessoa com o vírus consegue transmiti-lo para muitas outras simultaneamente. “E a gente tem visto a baixa cobertura vacinal nesses países e também no Brasil”, observou Natalie Del Vecchio.

Expansão

No ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para a expansão dos casos, quando o Canadá registrou 5.062 ocorrências, o que levou à perda da certificação de país livre da doença. Em 2026, foram confirmados 124 casos no território canadense.

O México elevou o número de sete casos, notificados em 2024, para 6.152 registros em 2025. Somente em janeiro deste ano, foram 1.190 casos, de acordo com informações preliminares. Nos Estados Unidos, por sua vez, ocorreram 2.144 casos em 2025 e 721 em janeiro de 2026.

Segundo a infectologista do IFF/Fiocruz, o perigo é maior para os brasileiros que viajam para esses países sem estarem com o esquema vacinal contra sarampo completo. A vacinação pode evitar a eventual reintrodução do vírus no Brasil.

Natalie lembrou que, em novembro de 2024, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) a recertificação de país livre do sarampo. O documento foi entregue ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à então ministra da Saúde, Nísia Trindade. Em 2016, o Brasil já havia alcançado essa posição de nação livre da circulação endêmica do sarampo mas, em 2018, as baixas coberturas vacinais permitiram a reintrodução do vírus no país.

Risco

“A baixa cobertura vacinal é um risco para o nosso país de reintrodução do vírus no Brasil”, afirmou a infectologista. Em 2025, foram notificados 38 casos no país, todos importados de nações vizinhas. Em janeiro de 2026, foram registrados dois casos de sarampo, de uma mulher de 22 anos. no Rio de Janeiro, e de um bebê de 6 meses, em São Paulo. Os dois não tinham registro de vacinação.

Natalie Del Vecchio recomenda que mesmo as pessoas que não vão viajar para os países-sede da Copa do Mundo devem procurar completar o calendário vacinal. Para aquelas acima de 1 ano de idade até 30 anos, são necessárias duas doses da vacina contra sarampo e, de 30 a 60 anos, uma dose.

“Se a pessoa já tem o calendário dela completo, não precisa tomar uma dose extra da vacina. Se o calendário não estiver completo, os viajantes que se destinam aos países-sede da Copa devem completar o esquema vacinal. Essas pessoas viajarão com tranquilidade, exatamente para não estarem adquirindo o vírus do sarampo, nem trazendo para o nosso país. Para, exatamente, evitar um novo surto e novos casos do sarampo no Brasil”, afirmou a infectologista.

Reforço

O Ministério da Saúde lançou campanha nacional orientando brasileiros que viajarão aos Estados Unidos, México e Canadá para a Copa do Mundo a reforçar a vacinação contra o sarampo. Para crianças de 6 a 11 meses, a recomendação é que tomem a dose zero pelo menos 15 dias antes da viagem. Na faixa de 12 meses a 29 anos, é necessário ter duas doses.

Os adultos de 30 a 59 anos devem ter recebido pelo menos uma dose ao longo da vida. Outra recomendação é que a aplicação da vacina Tríplice Viral (que também protege contra caxumba e rubéola) deve ocorrer pelo menos 15 dias antes da viagem. As doses estão disponíveis gratuitamente nas unidades de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

Gravidade

O sarampo é uma doença grave que pode deixar sequelas por toda a vida e até causar a morte. As principais complicações variam de acordo com as fases da vida do paciente. Para crianças, pode causar pneumonia, infecções de ouvido, encefalite aguda (inflamação no encéfalo – parte do sistema nervoso dentro do crânio) e morte. Em adultos, causa pneumonia. E, em gestantes, pode resultar em parto prematuro e bebê com baixo peso.

Altamente contagiosa, a doença se espalha pela tosse, fala ou respiração. Uma pessoa infectada pode contaminar outras antes mesmo de saber que está doente. Os sintomas mais comuns são febre alta, tosse persistente, coriza, irritação nos olhos, e manchas vermelhas que começam no rosto e depois no corpo. Os sintomas costumam aparecer entre sete e 14 dias após o contato com o vírus.

Anvisa

Alerta da Anvisa: fórmula infantil é retirada do mercado por risco à saúde de bebês e crianças

Pais e responsáveis devem redobrar a atenção na hora de escolher produtos destinados à alimentação infantil. A Agência Nacional de Vigilância...

Alerta da Anvisa: fórmula infantil é retirada do mercado por risco à saúde de bebês e crianças

9 de junho de 2026

Alerta da Anvisa: fórmula infantil é retirada do mercado por risco à saúde de bebês e crianças

 

Continue Lendo...

Pais e responsáveis devem redobrar a atenção na hora de escolher produtos destinados à alimentação infantil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento imediato de uma fórmula infantil comercializada no país após identificar irregularidades que podem colocar em risco a saúde de bebês e crianças pequenas.

A medida, anunciada pela agência reguladora, suspende a fabricação, venda, distribuição, propaganda e utilização da Fórmula Infantil 1ª e 2ª Infância comercializada sob a marca Essentia Pharma e produzida pela HKM Farmácia de Manipulação Ltda.

Segundo a Anvisa, o produto estava sendo oferecido ao consumidor sem a devida regularização sanitária exigida para esse tipo de alimento. Além disso, foram constatadas irregularidades nas informações apresentadas nos rótulos, que poderiam levar pais e responsáveis a acreditar que se tratava de uma fórmula devidamente autorizada pelos órgãos competentes.

A preocupação da agência vai além das questões burocráticas. De acordo com o órgão, não há comprovação de que o produto atenda aos critérios obrigatórios relacionados à segurança alimentar, qualidade, composição nutricional e valor nutricional exigidos pela legislação brasileira para fórmulas destinadas a lactentes e crianças na primeira infância.

A ausência dessas garantias pode representar riscos ao crescimento e ao desenvolvimento infantil, especialmente em uma fase da vida em que a alimentação desempenha papel fundamental para a saúde e a formação do organismo.

Com a determinação da Anvisa, a recomendação é que consumidores que possuam o produto suspendam imediatamente o uso e busquem orientação junto aos canais oficiais da empresa ou aos órgãos de vigilância sanitária.

Especialistas destacam que fórmulas infantis são produtos altamente regulados justamente por atenderem um público considerado vulnerável. Por isso, qualquer irregularidade relacionada à composição ou à autorização sanitária pode trazer consequências importantes para a saúde das crianças.

A decisão reforça o papel da Anvisa na fiscalização de produtos destinados à alimentação infantil, setor que exige rígidos controles de qualidade e segurança.

O caso serve de alerta para que pais e responsáveis verifiquem sempre a procedência dos produtos adquiridos, observem registros sanitários e busquem informações em canais oficiais antes de introduzir qualquer fórmula na alimentação de bebês e crianças.

A agência segue monitorando o mercado e orienta a população a denunciar produtos suspeitos ou que apresentem informações duvidosas sobre sua regularização.