sábado, 25 de julho, 2026
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Mais de 4,12 milhões de trabalhadores se afastaram temporariamente de suas funções no Brasil em 2025 por motivos de saúde, segundo dados do Ministério da Previdência Social. O total de licenças por incapacidade temporária foi o maior desde 2021 e ficou 15% acima dos pouco mais de 3,58 milhões registrados em 2024, com informações divulgadas em 27 de janeiro de 2026.
Ao longo de 2025, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) concedeu 4.126.112 benefícios por incapacidade temporária. Do total, mais de 2,10 milhões foram destinados a trabalhadoras formais seguradas e pouco mais de 2,02 milhões a homens.
Pelo terceiro ano consecutivo, as dores nas costas (dorsalgia) lideraram o ranking dos fatores que exigiram o pagamento de benefícios por incapacidade temporária. Em 2025, foram 237.113 concessões relacionadas ao problema, acima das 205.142 de 2024.
Em segundo lugar ficaram as lesões ou desgastes dos discos intervertebrais, como hérnias de disco, que totalizaram 208.727 casos em 2025. Na sequência, apareceram fraturas da perna, incluindo tornozelos, com 179.743 registros.
Nos dois casos seguintes ao primeiro lugar, os resultados de 2025 foram superiores aos de 2024. No ano anterior, o INSS concedeu 172.452 benefícios por lesões ou desgastes dos discos intervertebrais e 147.665 por fraturas da perna, incluindo tornozelos.
Em 2025, a quarta e a sexta posições do ranking geral foram ocupadas por agravos mentais e comportamentais. Transtornos ansiosos geraram 166.489 benefícios, enquanto episódios depressivos também apareceram entre os principais motivos de afastamento.
Segundo os dados, os afastamentos relacionados a esses quadros vêm aumentando ano a ano. Em 2024, os registros foram de 141.414 para transtornos ansiosos e 113.604 para episódios depressivos.
O recorte por gênero mostrou mudanças na ordem das ocorrências que mais motivaram benefícios. Em 2025, entre as mulheres, o principal motivo de afastamento foram dores na coluna; em seguida vieram transtornos ansiosos e, depois, lesões ou desgastes dos discos intervertebrais.
Entre os homens, a maior parcela de afastamentos ocorreu por fraturas da perna e/ou do tornozelo. Na sequência, apareceram dorsalgia e, em terceiro, lesões ou desgastes dos discos intervertebrais, como hérnias.
O auxílio por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença, é um benefício federal concedido ao segurado do INSS que comprove, por perícia médica, estar incapacitado de executar seu trabalho ou atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos, por doença ou acidente. A perícia pode ser presencial ou por análise documental.
A avaliação pericial pode concluir por incapacidade temporária, gerando o benefício por incapacidade temporária, ou por incapacidade permanente, podendo resultar em aposentadoria por incapacidade permanente. O pedido pode ser feito pela plataforma meu.inss.gov.br ou pelo telefone 135.
Saúde/Coxim
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...
25 de julho de 2026
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.
A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.
Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.
O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.
As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.
Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.
A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.
A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.