sábado, 25 de julho, 2026
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Psicólogo Clínico || CRP 14/07127-2 || @renanmaia.psi
A recente separação de Virginia Fonseca e Zé Felipe — dois dos nomes mais midiáticos da internet brasileira — movimentou redes sociais, noticiários e grupos de WhatsApp com a velocidade de um clique. Bastou o anúncio para que especulações dos mais variados tipos inundassem a internet — longe de compreender oque apenas o jovem casal poderia explicar — no fundo parece que o que todos tentam entender é o que está acontecendo com o nosso amor, amor no nosso tempo.
Mas a verdade é que, para além dos famosos, muitos de nós também temos sentido: manter relacionamentos — sobre tudo saudáveis — parece cada vez mais difícil.
Vivemos numa era de conexões imediatas e emoções efêmeras. A lógica dos relacionamentos vem sendo atravessada por filtros, algoritmos e uma velocidade que não combina com o tempo necessário para construir vínculos reais. O romântico vem sendo substituído pelo performático: quem responde mais rápido, quem posta mais, quem parece mais feliz. E, nesse jogo de aparências, muitos acabam se relacionando mais com a ideia de alguém do que com a pessoa em si. Comparar os bastidores da nossa vida com os palcos dos outros, é um caminho certo para a frustração.
Estabelecer um vínculo saudável exige disponibilidade emocional, construir acordos e responsabilidade afetiva — coisas que não cabem em 15 segundos de story. Não à toa, cresce o número de pessoas inseguras, traumatizadas e adoecidas pelo esgotamento emocional que relações líquidas tendem a causar.
Como nos relembram as ideias de Carl Rogers — importante autor da psicologia — em seu livro “Tornar-se pessoa” (2021): é justamente quando aceitamos quem somos, que podemos mudar. Essa máxima vale também para os encontros: quanto mais aceitamos a imperfeição do outro e a complexidade dos afetos, mais abrimos espaço para relações possíveis — e não ideais.
É preciso entender que maturidade afetiva não é nunca brigar — é saber conversar após o conflito. Não é estar sempre disponível — é saber dizer “não” com cuidado. Não é evitar frustrações — é aprender a atravessá-las juntos.
Amor verdadeiro não é o que gera mais engajamento, e sim o que suporta o cotidiano — com suas repetições, dores, alegrias e construções silenciosas.
Como cultivar relações mais saudáveis:
1. Se conheça e seja honesto consigo
Entenda suas reais intenções, limites e necessidades antes de esperar que o outro adivinhe ou supra algo que nem você compreendeu e se proporcionou.
2. Valorize a comunicação clara e empática
Evite joguinhos ou suposições. Dizer o que sente com respeito é o primeiro passo para a construção de confiança.
3. Respeite a individualidade
Relações saudáveis não anulam ninguém. Preservar seus próprios interesses, amizades e espaço é essencial.
4. Não fuja dos conflitos — aprenda com eles
O conflito faz parte. O que adoece não é a discordância, mas a forma como ela é vivida e resolvida.
5. Invista no vínculo, não na performance
Não se trata de parecer o casal perfeito, mas de ser verdadeiro, mesmo nos dias em que o amor se apresenta com menos brilho.
Saúde/Coxim
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...
25 de julho de 2026
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.
A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.
Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.
O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.
As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.
Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.
A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.
A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.