sábado, 25 de julho, 2026
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Mato Grosso do Sul enfrenta um cenário de grande preocupação em 2025 com o avanço da dengue e da chikungunya. Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) apontam que as duas doenças somam mais de 15,8 mil casos confirmados apenas até a 45ª semana epidemiológica, além de dezenas de mortes que expõem a gravidade da situação.
A dengue segue como a arbovirose com maior número de registros. São 8.299 casos confirmados e 18 óbitos já reconhecidos pela SES. Outros sete falecimentos ainda estão em investigação.
As mortes ocorreram em diversas regiões inclusive aqui em Coxim e também nas cidades de; Dourados, Campo Grande, Aquidauana, Nova Andradina, Ponta Porã e Inocência, entre outros.
Do total de vítimas, sete tinham comorbidades, fator que aumenta o risco de complicações e evolução para quadros graves.
Apesar do grande número de casos, algumas cidades registraram baixa incidência nas últimas duas semanas, como Dois Irmãos do Buriti, Jardim, Bonito, Nioaque e Dourados, indicando momentos pontuais de redução da transmissão.
A chikungunya também preocupa. O Estado contabiliza 7.536 confirmações, além de 74 casos em gestantes, grupo que exige acompanhamento especial.
A doença já causou 16 mortes em municípios como Naviraí, Sidrolândia, Maracaju, Glória de Dourados, Fátima do Sul e Iguatemi.
Entre os óbitos, 12 pacientes tinham comorbidades, o que demonstra o impacto severo da infecção em pessoas com condições de saúde pré-existentes.
Para reforçar a prevenção, o Estado segue com a vacinação ativa contra a dengue. Já foram aplicadas 201.633 doses, de um total de 241.030 recebidas do Ministério da Saúde.
O esquema vacinal é composto por duas doses, aplicadas com intervalo de três meses.
A imunização é recomendada para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre jovens de 6 a 16 anos.
A Secretaria estadual de Saúde volta a orientar a população de todo estado a evitar a automedicação, principalmente o uso de medicamentos que podem agravar quadros hemorrágicos.
Em caso de febre alta, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas, dores intensas nas articulações ou outros sintomas compatíveis, a recomendação é buscar atendimento imediato em uma unidade de saúde.
Com o aumento constante dos casos e a confirmação de óbitos em todas as regiões, a SES reforça a importância da prevenção: eliminação de focos de mosquito, uso de repelente e atenção aos primeiros sinais das doenças. O cuidado individual continua sendo fundamental para conter o avanço das arboviroses em Mato Grosso do Sul.
Saúde/Coxim
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A...
25 de julho de 2026
Quem passar pela região da praça da Concha em Coxim na manhã deste sábado (25) terá a oportunidade de cuidar da saúde de forma rápida e gratuita. A equipe do Serviço de Assistência Especializada (SAE) promove uma ação especial da campanha Julho Amarelo, voltada à conscientização, prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais.
A mobilização acontece até as 11h, na Praça João Ferreira de Albuquerque (antiga Concha Acústica), em sistema drive-thru, facilitando o acesso da população aos serviços oferecidos.
Durante a ação, os moradores podem realizar gratuitamente testes rápidos para hepatites B e C. Além dos exames, profissionais da saúde estão orientando a população sobre as formas de transmissão, medidas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce.
O atendimento é realizado de forma rápida e sigilosa, permitindo que motoristas e pedestres participem da campanha sem necessidade de agendamento.
As hepatites virais costumam evoluir de forma silenciosa, fazendo com que muitas pessoas convivam com a doença sem apresentar sintomas por longos períodos. Por isso, os profissionais de saúde reforçam que a realização dos testes é uma das principais estratégias para identificar a infecção ainda nas fases iniciais.
Quando descoberta precocemente, a doença pode ser acompanhada e tratada, reduzindo significativamente o risco de complicações, como cirrose e câncer de fígado.
A ação integra a programação do Julho Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre as hepatites virais em todo o país. Além da testagem, a campanha busca ampliar o acesso à informação e incentivar hábitos que ajudam a prevenir a transmissão dos vírus.
A Secretaria Municipal de Saúde convida os moradores que ainda não realizaram o exame a aproveitarem a iniciativa neste sábado. A participação é gratuita e representa uma oportunidade de cuidar da saúde e contribuir para o diagnóstico precoce da doença.
Saúde
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a...
24 de julho de 2026
A vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) já apresenta resultados concretos na saúde pública brasileira. Um estudo nacional identificou que a circulação dos principais tipos do vírus entre jovens caiu quase pela metade após a introdução da vacina no calendário de imunização, reforçando o papel da prevenção no combate a doenças graves, como o câncer do colo do útero.
A pesquisa, conduzida pelo Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, avaliou milhares de brasileiros entre 16 e 25 anos e constatou que a prevalência dos tipos de HPV contemplados pela vacina diminuiu de 14,98% para 7,95% ao longo dos anos.
Os pesquisadores compararam dados coletados em duas etapas distintas. Na primeira, participaram mais de 6 mil jovens que ainda não haviam sido vacinados. Já na segunda fase, o levantamento analisou mais de 10 mil participantes, incluindo pessoas imunizadas e não imunizadas.
Os resultados mostraram uma redução significativa da infecção pelos tipos de HPV prevenidos pela vacina, especialmente entre aqueles que receberam o imunizante.
Entre as mulheres vacinadas, a presença do vírus caiu para pouco mais de 3%, um percentual muito inferior ao registrado antes da vacinação. Nos homens imunizados, também foi observada uma queda importante na circulação do HPV.
Outro dado considerado relevante pelos pesquisadores foi a redução da circulação do vírus até mesmo entre mulheres que não haviam sido vacinadas. Esse fenômeno é conhecido como imunidade coletiva ou imunidade de rebanho e acontece quando uma parcela significativa da população está protegida, dificultando a transmissão do vírus.
Na prática, quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de o HPV circular entre as pessoas, protegendo inclusive quem ainda não foi imunizado.
O levantamento também reforçou a decisão do Sistema Único de Saúde (SUS) de adotar o esquema de dose única para a vacina contra o HPV.
Segundo os pesquisadores, não foram observadas diferenças relevantes na proteção entre pessoas que receberam uma, duas ou três doses, indicando que uma única aplicação já oferece elevada eficácia contra os principais tipos do vírus.
A vacinação contra o HPV foi incorporada ao SUS em 2014 para meninas e, três anos depois, passou a incluir também os meninos. Em 2024, o esquema vacinal foi oficialmente simplificado para apenas uma dose.
Apesar dos resultados positivos, os especialistas alertam que a adesão à vacinação ainda está abaixo da meta considerada ideal.
Atualmente, pouco mais de seis em cada dez meninas receberam a vacina, enquanto entre os meninos a cobertura permanece ainda menor. O objetivo das autoridades de saúde é alcançar cerca de 90% do público-alvo, percentual considerado essencial para ampliar a proteção coletiva.
O HPV é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns no mundo. Em muitos casos, o organismo elimina o vírus naturalmente, mas algumas infecções persistentes podem evoluir para doenças graves.
Além de ser o principal responsável pelo câncer do colo do útero, o HPV também está associado a tumores que atingem a região anal, pênis, vulva, vagina e orofaringe.
A vacina disponibilizada gratuitamente pelo SUS protege contra os tipos mais perigosos do vírus, reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento dessas doenças e representando uma das principais estratégias de prevenção em saúde pública.