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Alerta: Chá emagrecedor pode levar paciente à morte

Chá de noz da Índia pode ter causado a morte da cantora gospel e estudante Ana Cláudia Alves da Silva, de 38 anos. Esta é a principal suspeita dos familiares da vítima que deixou dois filhos.

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4 de fevereiro de 2016

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Carlos Pires

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Preocupado com a saúde da população de Coxim e Região Norte que pretende perder peso fazendo uso de produtos naturais e/ou medicamentos, a reportagem do Diário do Estado faz um sério alerta para os usuários de emagrecedores sem a devida orientação médica.
Em Coxim, por exemplo, pode-se encontrar a noz da Índia para comercialização, basta um giro pela cidade para encontrar o produto. É comum também o relato de algumas pessoas que utilizam o produto como emagrecedor natural sem o devido cuidado. Baseado em um caso fatal ocorrido em Campo Grande esta semana relacionado com a noz da Índia, o Diário do Estado faz um alerta sobre os perigos da automedicação sem o devido conhecimento científico.
De acordo com Antônio Mascarenhas Cardoso, popular Baiano, proprietário da Extrafarma em Coxim, muitas pessoas se arriscam tomando medicamentos por conta própria sem a devida orientação médica. Segundo Baiano, essa é a famosa propaganda boca a boca onde as pessoas vão tomando medicamentos por conta própria ou indicação de amigos e conhecidos, sem saber o risco que estão correndo.
Baiano aconselha as pessoas querem perder peso a procurarem um nutricionista ou um médico para pedir a devida orientação sobre o produto a ser consumido para não ter a saúde comprometida.
“Há formas mais saudáveis de se perder peso através de uma alimentação saudável e praticando exercícios físicos de forma regular. Não aconselho a automedicação por conta própria, pois pode ser prejudicial ao organismo humano”, ressalta o profissional.

CASO

Em Campo Grande, um chá de noz da Índia pode ter causado a morte da cantora gospel e estudante Ana Cláudia Alves da Silva, de 38 anos. Esta é a principal suspeita dos familiares da vítima que deixou dois filhos, sendo uma jovem de 15 anos e um menino de três.
Claudinha Félix, como era conhecida no meio artístico, morreu na segunda-feira (1º) de parada cardiorrespiratória quando era atendida no posto de saúde da Nova Bahia.
De acordo com o relato de familiares, a cantora ouviu falar que a “noz da Índia” era um bom emagrecedor, em uma academia que a mesma frequentava. Depois de tomar o chá por 30 dias, a estudante de psicologia passou a apresentar quadros de falta de ar, inchaço, cansaço, fraqueza no corpo, queda de pressão, inclusive desmaios.
Segundo relatos da irmã da vítima, há pelo menos seis meses Cláudia sentiu um forte mal estar e procurou orientação médica. O diagnóstico da cantora revelou um quadro de cirrose hepática avançada. A irmã revelou ainda que Cláudia teve hepatite na adolescência e o uso constante do chá pode ter contribuído diretamente para o agravamento de seu estado de saúde.
A família contou que no domingo (31), a estudante reclamou de muita falta de ar e foi levada pela às pressas para o posto de saúde onde morreu. Familiares solicitaram um laudo ao IML (Instituto Médico Legal) para confirmar a suspeita do efeitos malignos do chã e, também, registraram um boletim de ocorrência na delegacia de polícia que vai apurar o caso.

PERIGOS
A noz da Índia é uma semente conhecida no meio científico como Aleurites moluccana, e muita gente tem utilizado a semente para favorecer a perda de peso. Ela atua como inibidor do apetite e reduz a gordura corporal, contudo, não existem estudos científicos a respeito dos efeitos dessa semente no organismo humano. Isso é muito perigoso, afinal, não se sabe ao certo nem os benefícios nem os malefícios que ela pode provocar.
Entretanto, sabe-se que essa semente tem um forte efeito diurético e laxativo, e pode causar desidratação e perda de minerais quando ingerida em excesso. Isso pode prejudicar a saúde de quem a utiliza, afinal, o desequilíbrio de minerais interfere na regulação da pressão arterial, na quantidade de fluídos corporais e também na manutenção do equilíbrio ácido-base.
Especialistas em produtos naturais dizem que o emagrecimento relacionado ao uso da noz da índia pode acontecer devido ao seu forte efeito diurético e laxativo. Porém, esse efeito pode ser perigoso, assim, o uso dessa semente para perda de peso não é recomendado, pelo menos enquanto não existirem estudos científicos sérios sobre os efeitos que ela pode provocar no organismo humano.

Saúde

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

3 de junho de 2026

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

 

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Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.

Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.

Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.

A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.

Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.

Entre os mais comuns estão:

Dor muscular persistente em várias partes do corpo

Fadiga intensa

Sensação de cansaço ao acordar

Distúrbios do sono

Dores de cabeça frequentes

Rigidez muscular

Formigamentos

Ansiedade e depressão

Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".

Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.

Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.

Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.

Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.

Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.

Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.

Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.

Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.

Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.

Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.

 

Saúde

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

2 de junho de 2026

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

 

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Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).

Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.

Óbitos foram registrados em sete municípios

De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do SulDouradinaGuia Lopes da Laguna e Itaporã.

Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.

O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.

Dengue soma mais de 5 mil casos prováveis

Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.

Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.

Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.

Mais de 223 mil doses contra dengue foram aplicadas

O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.

Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.

Vacinação é destinada a crianças e adolescentes

A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.