quinta, 04 de junho, 2026
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Psicólogo Clínico || CRP 14/07127-2 || @renanmaia.psi
Uma imagem delicada: uma mãe embala um bebê adormecido, rosto sereno, mãos firmes e amorosas. Mas o bebê, nesse caso, não respira — é um reborn, uma boneca de aparência hiper-realista, criada para representar um recém-nascido. Nas redes sociais, circulam milhares de vídeos e comentários sobre o tema. No entanto, uma pergunta insiste em ecoar: o que está por trás desse fenômeno?
Vivemos um tempo em que a ideia de ser pai ou mãe foi, em muitos aspectos, romantizada, filtrada, terceirizada... Enquanto a vida real pulsa com choro de madrugada, fraldas sujas, dúvidas, culpas e alegrias intensas. Cresce também o desejo de uma maternidade ou paternidade “controlada”, limpa, livre do caos emocional que criar um filho inevitavelmente traz. Nesse aspecto, a parentalidade reborn se torna muito sedutora: fantasias sem frustração, mas também sem realização.
Mas a verdade é que não existe atalho emocional para ser pai ou mãe. A experiência real exige preparo — não só financeiro ou estrutural, mas sobretudo psicológico. Criar um filho é ser atravessado por inseguranças, renúncias e redescobertas. É olhar para si mesmo com mais honestidade, pois os filhos, com sua presença intensa e sincera, costumam acionar nossas feridas mais profundas e nossos afetos mais verdadeiros.
A maternidade e a paternidade reais são humanas — lê-se: imperfeitas. São construídas dia após dia, entre erros, aprendizados e reconciliações. Exigem escuta, paciência, atenção e adaptação. É preciso lidar com a própria história, com os modelos que tivemos (ou que não tivemos), com o medo de repetir padrões, com a vontade de fazer diferente — “acertar” — e, por vezes, com a frustração inevitável de não conseguir.
Por outro lado, criar um filho também é ter a chance de construir vínculos profundos; guiar um outro ser humano no mundo, parecido com você — mas diferente. Além, é claro, de uma experiência de amor única, que se fortalece com o passar do tempo (e investimento) e que atua muitas vezes como um fator de proteção para a saúde mental.
Seja para quem sonha com a parentalidade ou para quem já está vivendo esse processo, é fundamental lembrar: ser pai ou mãe não exige perfeição, mas ação. Também não exige dar tudo de presente, mas presença. E presença — mais do que tempo — exige qualidade: atenção, escuta, disponibilidade e, sempre que possível, cuidado com a própria saúde mental.
Porque filhos não precisam de pais e mães ideais — precisam de pessoas reais, que saibam pedir desculpas, dar colo, impor limites e, acima de tudo, amar com verdade.
5 Dicas para uma Parentalidade
Emocionalmente Saudável
1. Cuide de si antes de cuidar do outro
Buscar terapia, refletir sobre sua própria história, reconhecer traumas e padrões passados por gerações anteriores é um gesto de amor e responsabilidade com o futuro filho.
2. Aceite que errar faz parte
Não há manual definitivo, mas não tenha medo de exercer o seu papel. A culpa atrapalha quando te paralisa. Errar, reparar e seguir é mais valioso do que tentar ser perfeito.
3. Desenvolva emoções
Entender o que a criança sente (mesmo quando ela não sabe expressar) ajuda a fortalecer o vínculo e evita reações impulsivas. Além disso, o contato dos pais nesses momentos ajudam os filhos a dar nome ao que sentem — daí a importância de entender suas próprias emoções.
4. Construa uma rede de apoio
Criar um filho não é missão solitária. Contar com família, amigos ou grupos de apoio faz toda a diferença.
5. Permita-se aprender com o processo
Ser pai ou mãe é, também, um caminho de autoconhecimento. Aprender com os filhos é tão importante quanto ensiná-los
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.
Saúde
Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.
2 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).
Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.
De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã.
Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.
O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.
Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.
Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.
Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.
O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.
Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.
A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.