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A ciência comprova: abstinência de internet afeta a saúde

Um novo estudo mostrou que pessoas com "abstinência de internet" apresentam aumento da frequência cardíaca, da pressão sanguínea e da ansiedade

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2 de junho de 2017

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A expressão "abstinência de internet" parece exagerada? Pois saiba que não é. Um estudo publicado na quarta-feira, no periódico científico PLOS ONE, mostrou que a abstinência de internet é um problema real que causa problemas fisiológicos, como aumento dos batimentos cardíacos e da pressão sanguínea, e psicológicos, como ansiedade.

No estudo, pesquisadores e médicos da Universidade de Swansea, no Reino Unido, e da Universidade de Milão, na Itália mediram a frequência cardíaca e a pressão sanguínea de 144 pessoas com idade entre 18 e 33 anos, antes e depois de utilizarem a internet. A ansiedade e a percepção dos participantes em relação ao próprio vício em internet também foram considerados.

Os resultados mostraram que, quando o tempo de uso da internet estava chegando ao fim, os participantes que haviam relatado uso excessivo da internet apresentaram maior excitação fisiológica, caracterizada pelo aumento da pressão sanguínea e da frequência cardíaca. Segundo os autores, esse estudo é o primeiro que demonstra, de forma experimental e controlada, as alterações fisiológicas decorrentes da exposição à internet.

“Nós já sabíamos que pessoas que são super dependentes de dispositivos digitais relatam sentimentos de ansiedade quando param de usá-los, mas agora nós podemos ver que esses efeitos psicológicos são acompanhados de alterações fisiológicas”, disse Phil Reed, líder do estudo e professor da Universidade de Swansea.

Resposta fisiológica semelhante à abstinência

Foi observado um aumento de 3% a 4% na frequência cardíaca e pressão sanguínea, e, em alguns casos, o dobro disso, imediatamente após o fim do uso da internet, em comparação com a medição anterior, naqueles com problemas de comportamento digital. Embora esse aumento não seja suficiente para representar uma ameaça à saúde, alterações como essas podem ser associadas a sentimentos de ansiedade e alterações no sistema hormonal que podem reduzir respostas imunológicas.

O estudo também sugere que essas alterações fisiológicas, acompanhadas do aumento da ansiedade, indicam um estado semelhante ao observado em casos de abstinência de drogas “sedativas” como álcool, maconha e heroína e pode ser responsável pela necessidade das pessoas se reconectarem com seus dispositivos digitais para reduzirem esses sentimentos desagradáveis.

“Um problema em experienciar mudanças fisiológicas como aumento da frequência cardíaca é que elas podem ser mal interpretadas como algo fisicamente ameaçador, especialmente por pessoas com altos níveis de ansiedade, o que pode levar a mais ansiedade e maior necessidade de reduzir essa sensação.”, disse Lisa Osborne, coautora do estudo.

Alertas para o risco do uso excessivo da internet

O estudo concluiu também que os participantes passavam uma média de cinco horas por dia na internet, com 20% gastando mais de seis horas diárias online. Além disso, mais de 40% relataram algum problema relacionado ao uso excessivo da internet. De longe, os motivos mais frequentes para o envolvimento com dispositivos digitais eram as “mídias sociais” e compras online.

Estudos anteriores já haviam mostrado aumento na ansiedade de curto quando pessoas que são dependentes digitais tinham seus dispositivos removidos e, em longo prazo, isso poderia gerar depressão, solidão, mudanças estruturais no cérebro e alterações na capacidade para combater infecções.

“O crescimento dos meios de comunicação digital está alimentando o aumento do uso da internet, especialmente para as mulheres. Atualmente, há uma grande quantidade de evidências documentando os efeitos negativos do uso excessivo na psicologia, neurologia e agora, com esse estudo, na fisiologia. Dado isso, temos que ver uma atitude mais responsável com a comercialização desses produtos pelas empresas – como já vimos com o álcool e jogos de azar.”, finalizou Reed.

Saúde

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

3 de junho de 2026

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

 

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Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.

Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.

Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.

A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.

Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.

Entre os mais comuns estão:

Dor muscular persistente em várias partes do corpo

Fadiga intensa

Sensação de cansaço ao acordar

Distúrbios do sono

Dores de cabeça frequentes

Rigidez muscular

Formigamentos

Ansiedade e depressão

Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".

Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.

Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.

Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.

Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.

Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.

Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.

Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.

Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.

Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.

Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.

 

Saúde

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

2 de junho de 2026

MS confirma 21 mortes por chikungunya em 2026; casos prováveis passam de 12,8 mil

 

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Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).

Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.

Óbitos foram registrados em sete municípios

De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do SulDouradinaGuia Lopes da Laguna e Itaporã.

Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.

O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.

Dengue soma mais de 5 mil casos prováveis

Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.

Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.

Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.

Mais de 223 mil doses contra dengue foram aplicadas

O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.

Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.

O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.

Vacinação é destinada a crianças e adolescentes

A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.

A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.