quinta, 04 de junho, 2026
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Problemas na tireoide podem causar diversos sintomas, desde alterações do peso, até queda de cabelo, pele seca, alterações de humor ou dificuldades de concentração, por exemplo.
Quando o funcionamento da tireoide se encontra alterado, a glândula pode estar funcionando de forma exagerada, também conhecido como hipertireoidismo, ou pode estar funcionando pouco, o que é conhecido como hipotireoidismo.
Entenda melhor sobre os sintomas de problemas na tireoide no vídeo a seguir:
Principais sintomas
Os sintomas que podem indicar problemas na tireoide, e que se deve ficar atento, são:
1. Aumento ou perda de peso
O aumento de peso sem razão aparente, especialmente se não houve alterações na dieta ou nas atividades do dia a dia, é sempre preocupante e pode ser causado pelo hipotireoidismo, onde a glândula da tireoide está funcionando pouco e desacelera todo o organismo. No entanto, também pode ocorrer perda de peso sem razão aparente, que pode ser relacionada ao hipertireoidismo e à presença da Doença de Graves, por exemplo.
Não ignore os sinais que seu corpo está dando!
2. Dificuldade de concentração e esquecimento
Sentir que está constantemente com a cabeça fora do lugar, tendo muitas vezes dificuldades de concentração ou esquecimentos constantes, pode ser um sintoma de alterações no funcionamento da tireoide.
O hipotireoidismo causa dificuldade de concentração. Já o hipertireoidismo causa nervosismo e pode causar também dificuldade de concentração. Veja os sintomas de hipertireoidismo.
3. Queda de cabelo e pele seca
A perda de cabelo é normal durante períodos de grande estresse e nas estações de outono e primavera, porém se esta perda de cabelo se torna muito pronunciada ou se prolonga para além destas épocas, isso pode indicar que tem alguma alteração no funcionamento da tireoide. Além disso, a pele seca e pode haver coceira, podendo ser indicativo de problemas na tireoide, principalmente se esses sintomas não estiverem relacionados com o tempo frio e seco.
4. Alterações de humor
O déficit ou o excesso de hormônios da tireoide no organismo pode provocar alterações de humor, podendo o hipertireoidismo provocar irritabilidade, ansiedade e agitação, enquanto que o hipotireoidismo pode causar tristeza constante ou depressão, devido à alteração dos níveis de serotonina no cérebro.
5. Prisão de ventre
Além disso, alterações no funcionamento da tireoide também podem causar dificuldades na digestão e prisão de ventre, que não consegue ser resolvida com a alimentação e prática de exercício físico.
6. Sonolência, cansaço e dor muscular
Sonolência, cansaço constante e um aumento do número de horas que dorme por noite podem ser um sinal de hipotireoidismo, que desacelera as funções do corpo e provoca uma sensação de fadiga constante. Além disso, dores musculares ou formigamentos sem explicação também podem ser outro sinal, pois a falta de hormônio da tireoide pode danificar os nervos que enviam sinais do cérebro para o resto do seu corpo, provocando formigamentos e pontadas no corpo.
7. Desconforto na garganta ou pescoço
A glândula da tireoide encontra-se localizada no pescoço e, por isso, caso seja percebida dor, desconforto ou a presença de nódulo ou caroço na região do pescoço, pode ser indicativo de que a glândula está alterada, o que pode interferir no seu bom funcionamento.
Assim que notar qualquer alteração relacionada à tireoide, é importante ir ao clínico geral ou endocrinologista para que sejam feitos exames de diagnóstico.
8. Palpitações e pressão alta
As palpitações que fazem por vezes sentir a pulsação no pescoço e pulso, podem ser um sintoma que indica que a tireoide não está funcionando como deveria. Além disso, a pressão alta pode ser outro sintoma, especialmente se não melhora com a prática de exercício físico e dieta, podendo o hipotireoidismo também causar um aumento dos níveis de mau colesterol no corpo.
Quais os exames que avaliam a tireoide
Para avaliar o funcionamento da tireoide é importante consultar um endocrinologista, que poderá pedir vários exames. O mais comum, é o exame de sangue para medir a quantidade de alguns hormônios no sangue, como T3, T4, TSH, além de anticorpos, como anti-tireoglobulina e antiperoxidase, por exemplo.
Além disso, pode ser indicada a realização de exames de imagem, como ultrassom da tireoide ou cintilografia da tireoide. No caso de ser notada a presença de alterações, pode ser também indicada a realização de uma punção da tireoide. Conheça mais sobre os exames que avaliam a tireoide.
Funções da tireoide
A tireoide é uma glândula presente no pescoço e que tem como função principal regular o metabolismo e promover o bom funcionamento do organismo, uma vez participa na formação de hormônios que atuam diretamente no coração, fígado e rins, além de atuar sobre o desenvolvimento, ciclo menstrual, metabolismo corporal e no cérebro, influenciando na memória, concentração, humor e estados emocionais.
Saúde
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...
3 de junho de 2026
Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.
Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.
Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.
A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.
Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.
Entre os mais comuns estão:
Dor muscular persistente em várias partes do corpo
Fadiga intensa
Sensação de cansaço ao acordar
Distúrbios do sono
Dores de cabeça frequentes
Rigidez muscular
Formigamentos
Ansiedade e depressão
Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".
Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.
Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.
Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.
Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.
O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.
Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.
Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.
Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.
Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.
Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.
Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.
Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.
Saúde
Boletim da SES também aponta 83 casos confirmados da doença em gestantes e dois óbitos em investigação.
2 de junho de 2026
Mato Grosso do Sul já registrou 12.841 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 6.845 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Os dados constam no boletim epidemiológico referente à 21ª semana epidemiológica, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na segunda-feira (1º).
Segundo o levantamento, 21 mortes causadas pela doença foram confirmadas em municípios do Estado. Outros dois óbitos seguem em investigação.
De acordo com a SES, os óbitos confirmados ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã.
Entre as vítimas, 12 possuíam algum tipo de comorbidade.
O boletim também registra 83 casos confirmados de chikungunya em gestantes.
Em relação à dengue, Mato Grosso do Sul contabiliza 5.134 casos prováveis da doença em 2026. Deste total, 1.184 foram confirmados.
Até o momento, não há mortes confirmadas por dengue no Estado, embora dois óbitos permaneçam em investigação.
Nos últimos 14 dias, os municípios de Ladário, Brasilândia, Rio Verde de Mato Grosso, Jardim, Miranda e Corumbá registraram baixa incidência de casos confirmados da doença.
O boletim aponta ainda que 223.322 doses da vacina contra a dengue já foram aplicadas no público-alvo em Mato Grosso do Sul.
Segundo a SES, o Ministério da Saúde encaminhou ao Estado 241.030 doses do imunizante.
O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses entre as aplicações.
A vacina é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, essa é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre pessoas de 6 a 16 anos.
A SES reforça que a população deve evitar a automedicação. Em caso de sintomas compatíveis com dengue ou chikungunya, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação e acompanhamento médico.