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1º transplante de fígado é realizado no Mato Grosso do Sul

A conscientização sobre a doação de órgãos é crucial para aumentar o número de transplantes.

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16 de agosto de 2024

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(Assessoria Gabriela Borsari)

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No final do mês de julho, ocorreu o 1º transplante de fígado no Mato Grosso do Sul. A cirurgia aconteceu no Hospital Adventista e teve o apoio da Fratello – Associação de Apoio ao Transplante de Órgãos e Tecidos de MS, que tem como objetivo ser uma ponte entre o hospital, a gestão pública e a sociedade, conectando todos em prol do transplante.
Segundo o seu fundador, o médico Gustavo Rapassi (CRM-MS 7663/RQE 7140), quando se fala em transplante, diferente de qualquer outra modalidade de tratamento na área da saúde, não depende apenas de recursos financeiros, depende também de outras variantes, principalmente da doação de órgãos e de sangue, para que ele aconteça. “Por isso, o nosso objetivo como Fratello é difundir a ideia do transplante, conscientizar a população a respeito do assunto, discutir a questão da doação de órgãos e assim poder ajudar mais pessoas”.
A conscientização sobre a doação de órgãos é crucial para aumentar o número de transplantes. Muitas vezes, a falta de doadores não é por falta de interesse, mas sim por desconhecimento sobre o processo e a importância dessa escolha. Campanhas de esclarecimento, educação pública e informações acessíveis podem ajudar a desmistificar o processo de doação e incentivar mais pessoas a se tornarem doadoras.
Todo o trabalho desenvolvido pela Fratello já começa a dar frutos, como a participação no 1º transplante de fígado realizado no estado. “O serviço agora foi credenciado e acreditamos que esse será o primeiro de muitos transplantes, pois queremos encontrar pacientes que se encontram na mesma situação desse, que há 1 ano tinha indicação para transplante e agora está bem, se recuperando melhor do que imaginávamos”, conta o doutor Gustavo.
Os transplantes de órgãos são frequentemente a única alternativa para pessoas com doenças graves e terminais que afetam órgãos vitais, como o coração, fígado, rins e pulmões. A falta de órgãos disponíveis para transplante pode levar a um aumento nas taxas de mortalidade e a uma maior deterioração da saúde dos pacientes em lista de espera.
“Enquanto a gente não tinha realizado um transplante, todo esse projeto, era apenas um sonho, mas agora se tornou realidade. Então, a partir deste momento, queremos conectar mais pessoas, como o programa é estadual, chegar às cidades do interior e encontrar esses pacientes que tanto precisam de transplante”, enfatiza o doutor sobre as expectativas em relação ao futuro da Fratello.

Como surgiu a Fratello
A doação de órgãos é um ato de esperança e uma chance de proporcionar um futuro melhor para aqueles que enfrentam desafios de saúde graves. E por isso, o doutor Gustavo se inspirou num projeto de sucesso que existe no estado de São Paulo. “Em 2019, me mudei para Sorocaba para me especializar em transplante de fígado e um dia voltar aqui para Campo Grande, para o Mato Grosso do Sul e poder fazer. Morei 10 anos em Dourados, fiz faculdade lá, e também minha primeira especialidade, cirurgia geral.
“E agora esse trabalho começa a tomar forma. Ao apoiar e promover a doação de órgãos, estamos contribuindo para um sistema de saúde mais justo e eficaz, onde mais vidas podem ser salvas e transformadas”, conclui.
 

Saúde

SUS amplia proteção infantil com nova vacina contra pneumonia e meningite

  As crianças brasileiras contarão com uma proteção mais abrangente contra doenças causadas pela bactéria pneumococo. A partir deste...

SUS amplia proteção infantil com nova vacina contra pneumonia e meningite

4 de junho de 2026

SUS amplia proteção infantil com nova vacina contra pneumonia e meningite

 

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As crianças brasileiras contarão com uma proteção mais abrangente contra doenças causadas pela bactéria pneumococo. A partir deste mês, o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer a vacina Pneumocócica 20-valente (Pneumo 20) para o público infantil de até cinco anos de idade, reforçando a prevenção contra infecções que podem provocar complicações graves.

A nova vacina chega para ampliar a cobertura contra diferentes variantes da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por enfermidades como pneumonia, meningite, infecções generalizadas e otites. Essas doenças representam uma das principais causas de internações hospitalares na infância e podem deixar sequelas permanentes ou até levar à morte em casos mais severos.

De acordo com o Ministério da Saúde, a principal vantagem do novo imunizante está na capacidade de proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria. A atualização da vacina busca acompanhar o perfil das cepas que mais circulam atualmente e que estão associadas aos casos mais graves da doença.

Além de reduzir o risco de infecções pulmonares e neurológicas, a vacina também auxilia na prevenção de quadros de otite média, uma inflamação frequente entre crianças pequenas que, quando não tratada adequadamente, pode comprometer a audição.

A incorporação da Pneumo 20 ao calendário vacinal faz parte da estratégia do governo federal para fortalecer a imunização infantil e diminuir a incidência de doenças evitáveis. As primeiras doses já começaram a ser distribuídas para os estados, que serão responsáveis pelo repasse aos municípios.

A expectativa é que as aplicações sejam iniciadas nas unidades básicas de saúde ainda neste mês, conforme a chegada dos imunizantes em cada região. Pais e responsáveis devem ficar atentos aos comunicados das secretarias municipais de saúde para acompanhar o cronograma de vacinação.

Especialistas reforçam que manter a caderneta de vacinação atualizada é uma das formas mais eficazes de proteger as crianças contra doenças potencialmente graves, contribuindo também para a redução da circulação de agentes infecciosos na população.

Saúde

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a...

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

3 de junho de 2026

Fibromialgia: a doença invisível que causa dores intensas e afeta milhões de brasileiros

 

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Dor constante, cansaço extremo, noites mal dormidas e dificuldades para realizar tarefas simples do dia a dia. Esses são alguns dos desafios enfrentados por quem convive com a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e que ainda é cercada por dúvidas e preconceitos.

Considerada uma doença de difícil diagnóstico, a fibromialgia não provoca deformidades ou alterações visíveis no corpo, mas seus impactos podem ser profundos, comprometendo a qualidade de vida, o desempenho profissional e até mesmo a saúde emocional dos pacientes.

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dores musculares generalizadas e persistentes em diversas regiões do corpo. A condição está relacionada a alterações no sistema nervoso central, que passa a interpretar estímulos de maneira diferente, aumentando a sensibilidade à dor.

Embora a causa exata ainda não seja totalmente conhecida pela ciência, especialistas acreditam que fatores genéticos, emocionais e ambientais podem contribuir para o desenvolvimento da doença. Situações de estresse intenso, traumas físicos ou psicológicos, infecções e alterações hormonais também são apontadas como possíveis desencadeadores.

A síndrome pode atingir homens e mulheres de qualquer idade, mas é mais frequente entre mulheres adultas, principalmente na faixa dos 30 aos 60 anos.

Apesar de a dor generalizada ser o principal sinal da fibromialgia, a doença apresenta diversos outros sintomas que podem variar de intensidade entre os pacientes.

Entre os mais comuns estão:

Dor muscular persistente em várias partes do corpo

Fadiga intensa

Sensação de cansaço ao acordar

Distúrbios do sono

Dores de cabeça frequentes

Rigidez muscular

Formigamentos

Ansiedade e depressão

Problemas de memória e concentração, conhecidos como "névoa mental".

Em muitos casos, os pacientes relatam dificuldades para trabalhar, estudar ou manter uma rotina normal devido ao desconforto constante provocado pela síndrome.

Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos portadores de fibromialgia é o diagnóstico. Como a doença não aparece em exames laboratoriais ou de imagem, o reconhecimento depende principalmente da avaliação clínica realizada por médicos especialistas.

Muitas pessoas passam anos procurando respostas para suas dores até receberem o diagnóstico correto, o que pode atrasar o início do tratamento e aumentar o sofrimento físico e emocional.

Embora a fibromialgia não tenha cura, existem tratamentos capazes de controlar os sintomas e proporcionar mais qualidade de vida aos pacientes.

O acompanhamento geralmente envolve uma combinação de medicamentos, fisioterapia, exercícios físicos regulares, acompanhamento psicológico e mudanças nos hábitos de vida. A prática de atividades físicas supervisionadas é considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir dores e melhorar o condicionamento físico.

Além do tratamento médico, o apoio familiar e a compreensão da sociedade são fundamentais para que os pacientes consigam lidar com as limitações impostas pela doença.

Uma das dúvidas mais frequentes entre os pacientes diz respeito aos direitos previdenciários. O diagnóstico de fibromialgia, por si só, não garante aposentadoria automática pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

No entanto, quando a doença provoca limitações severas e impede a pessoa de exercer suas atividades profissionais, o segurado pode ter acesso a benefícios previdenciários.

Nos casos em que a incapacidade é temporária, pode ser concedido o benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. Já quando a perícia médica conclui que a pessoa está permanentemente incapacitada para o trabalho e não pode ser reabilitada para outra função, pode ser concedida a aposentadoria por incapacidade permanente.

Recentemente, avanços na legislação brasileira também passaram a reconhecer a fibromialgia como condição passível de enquadramento como deficiência em determinadas situações, desde que uma avaliação especializada comprove limitações significativas na vida do paciente.

Apesar de afetar milhões de pessoas, a fibromialgia ainda é considerada uma doença invisível. Como seus sintomas nem sempre são perceptíveis para quem está ao redor, muitos pacientes enfrentam incompreensão e preconceito.

Especialistas destacam que ampliar o conhecimento sobre a síndrome é essencial para promover diagnósticos mais rápidos, tratamentos adequados e maior acolhimento às pessoas que convivem diariamente com dores e limitações causadas pela doença.

Reconhecer a fibromialgia como um problema de saúde real é um passo importante para garantir qualidade de vida, acesso ao tratamento e respeito aos direitos dos pacientes.