quinta, 04 de junho, 2026
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Na edição de quarta-feira foi publicada uma matéria que abordou a fé de uma mãe que não aceitou a condição que sua filha nasceu e mesmo contra o diagnóstico terrível dos médicos, usou sua fé e decidiu lutar pela vida de sua filha, orando e cantando ao lado do seu leito. Hoje a menina é uma criança normal, que come de tudo, brinca e não para quieta. Não restam dúvidas. Para a mãe e para os médicos que acompanharam a criança, trata-se de um milagre.
Na edição de ontem trouxemos uma matéria que tratou do oposto. A história de uma mulher que devido câncer terminal decidiu morrer. A história envolve uma jovem americana de 29 anos com câncer em estado terminal anunciou que dará fim à sua vida em 1º de novembro. Durante um ano, a americana sofreu fortes dores de cabeça, até ouvir dos médicos, em janeiro passado, que tinha câncer no cérebro. Apesar de ter recebido tratamento durante meses, sua saúde continua a piorar. Por isso, ela decidiu seguir um caminho diferente. Seu posicionamento e sua falta de fé dividiram opiniões.
Podemos deduzir diante destes dois casos que olhando uma semente, por exemplo, ainda que pequena e inerte, o lavrador jamais duvida de que dentro dela está guardada a promessa de uma nova planta, completa e perfeita. E, mesmo que não compreenda o que acontece com ela, ele nunca deixa de colocá-la na terra com suas próprias mãos, cuidando e regando todos os dias até que a promessa se cumpra.
Quando o pescador vê o mar, mesmo que distante e quieto, jamais se pergunta se continuam lá os mesmos peixes a nadar. E, mesmo sem pensar no por que, sai ele a conduzir seu barco, a jogar sua rede, dia após dia, ano após ano, a fim de garantir seu sustento.
Mesmo no pedaço tosco de madeira, ainda sujo e disforme, o carpinteiro já enxerga a bela peça em que ele pode se transformar. E, tomando de suas ferramentas, sem vacilar um só segundo, serra, bate, lixa, até tornar real aquilo que só ele visualizava.
Nenhum deles, na sua simplicidade, conhece exatamente a ciência de seu trabalho, mas todos sabem, instintivamente, que, se não investirem esforço próprio, jamais chegarão a ter aquilo que acreditam ser possível e que tão bem sabem fazer. E a semente seria sempre semente, os peixes nunca deixariam o mar e a madeira rústica jamais ganharia forma e beleza.
O que eles sabem por impulso, nós, no entanto, sabemos por conhecimento. Nenhuma idéia se realiza se nós não colocarmos a vontade a serviço dela. E a vontade nasce e se alimenta de esperança, de confiança e, principalmente, de fé. A fé que nós aprendemos a ter no plano divino. A fé que nos faz acreditar que Deus está em tudo, acreditar que o Amor é a única Verdade, acreditar que um novo tempo está por vir, acreditar que é preciso acreditar. Mas será que isso é suficiente?
O irmão faminto, mesmo sem ver o alimento, também acredita que um prato de comida aliviaria a sua fome, no entanto, isso não basta para que o alívio venha. A criança abandonada, mesmo sem conhecer um lar, também acredita que estaria muito melhor se tivesse uma família, mas isso não é suficiente para que os pequenos deixem os orfanatos e as esquinas do mundo. O idoso esquecido, mesmo que só tenha ouvido falar em carinho, também acredita que um pouco de atenção lhe traria muito conforto, porém, só isso, não faz com que os asilos se encham de risos e alegria.
A maioria dessas pessoas, infelizmente, não tem como colocar mãos à obra, mas continua acreditando, apesar da dor. Eles acreditam e nós sabemos. Eles apenas sofrem e nós sabemos por que sofremos. Eles sobrevivem, enquanto nós vivemos. Eles têm esperança, inconscientemente, e nós esperamos, conscientemente.
Será que estamos todos nas mesmas condições? Não, e, no entanto, somos nós quem tem mais a ganhar, porque enquanto nós podemos distribuir daquilo do que nos sobra, eles podem apenas nos retribuir com aquilo que têm: gratidão e carinho, ensinando-nos que o que valoriza a fé não é o que nós podemos pensar ou dizer dela, mas o que ela pode nos levar a realizar de bom ao nosso redor.
A fé que guardamos no Amor Divino é essencial, mas as obras que nascem da fé que guardamos no Criador é o que nos torna verdadeiros. Afinal, parafraseando o refrão tão popular: não basta ter fé. Temos que participar. A Bíblia é clara neste sentido. No livro do apóstolo Tiago, no capítulo 2, versículo 17, Jesus nos faz um alerta: “Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma.”
Coxim
A Sexta-feira Santa é vivida com fé, tradição e respeito pelos moradores de Coxim, que nesta sexta-feira dedicam o dia à reflexão e às...
3 de abril de 2026
A Sexta-feira Santa é vivida com fé, tradição e respeito pelos moradores de Coxim, que nesta sexta-feira dedicam o dia à reflexão e às manifestações religiosas que marcam a data.
Desde as primeiras horas da manhã, igrejas da cidade recebem fiéis para celebrações que recordam a crucificação e morte de Jesus Cristo. A programação inclui momentos de oração, leitura da Paixão de Cristo e, em algumas comunidades, encenações que emocionam e reforçam o significado espiritual da data.
Em Coxim, a Sexta-feira Santa mantém tradições que atravessam gerações. Muitas famílias seguem o costume de não consumir carne vermelha, optando por refeições simples, geralmente à base de peixe, como forma de respeito e penitência. O clima na cidade é de silêncio e introspecção, contrastando com a rotina agitada dos dias comuns.
As procissões também fazem parte da programação em bairros e paróquias, reunindo fiéis em caminhadas de fé pelas ruas da cidade. Esses momentos reforçam o sentimento de união e espiritualidade entre os moradores, que mantêm viva a essência da Semana Santa.
Além do aspecto religioso, o feriado altera o funcionamento da cidade. Órgãos públicos e parte do comércio permanecem fechados, enquanto serviços essenciais seguem normalmente, garantindo o atendimento à população.
Para os coxinenses, a Sexta-feira Santa vai além de um simples feriado. É um dia de renovação espiritual, reflexão sobre valores como amor, fé e solidariedade, e de fortalecimento das tradições que fazem parte da identidade cultural do município.
Religião
Um encontro especial e cheio de significado marcou a trajetória do padre Micael e também tocou o coração de muitos fiéis de Coxim. O sacerdote esteve recentemente...
31 de mar�o de 2026
Um encontro especial e cheio de significado marcou a trajetória do padre Micael e também tocou o coração de muitos fiéis de Coxim. O sacerdote esteve recentemente com o Papa Leão durante passagem pelo Principado de Mônaco.
Atualmente residindo na Suíça, padre Micael segue sua missão religiosa fora do Brasil, mas sua história continua profundamente ligada a Coxim, onde atuou por muitos anos e construiu uma forte relação com a comunidade católica local.
Conhecido pelo carisma e proximidade com os fiéis, o padre Micael é sempre lembrado em Coxim por suas qualidades marcantes: generosidade, empatia, gentileza, educação e bom humor. Mesmo distante, ele não esconde o carinho e o amor que sente pela cidade, mantendo viva a conexão com a comunidade que tanto fez parte de sua caminhada.
Sua atuação deixou marcas importantes no município, seja por meio de celebrações, ações sociais ou pelo acolhimento às pessoas em momentos difíceis. Até hoje, muitos moradores destacam a saudade deixada após sua partida.
O encontro com o Papa Leão representa não apenas um momento pessoal significativo na vida do sacerdote, mas também um motivo de orgulho para aqueles que acompanharam sua trajetória em Coxim.
Para os fiéis, ver o padre Micael vivendo novas experiências em sua missão, sem jamais esquecer de Coxim reforça o sentimento de gratidão, admiração e saudade que permanece forte na cidade.