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‘Culto, fé e negócio’: Pastor da Aliançados oferecia formação e monitorava igrejas ‘abaixo dos 12K’

Por meio do grupo no WhatsApp, o pastor passava orientações sobre como alcançar comerciantes, com base em ‘estratégia

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4 de setembro de 2024

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Valesca Consolaro - Midia Max

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Em meio a repercussão de várias acusações contra líder da Comunidade Cristã Aliançados em Mato Grosso do Sul, o pastor Denilson Fonseca, mais uma ganha destaque: a existência de um grupo com as igrejas que tinham arrecadação abaixo de R$ 12 mil ao mês. Por meio do grupo, ele passava orientações sobre como alcançar comerciantes, com base em sua estratégia denominada como “culto, fé e negócio”.

Conforme as denúncias feitas ao Midiamax, incluindo a do pastor Paulo Lemos, que desencadeou uma série de relatos com relação aos abusos de Denilson, o chefe da comunidade era conhecido por constranger pastores que arrecadassem muito menos que outros. Segundo as afirmações, era comum a comparação e questionamentos em relação aos motivos por alguns arrecadarem menos que determinados colaboradores.

Inclusive, há registros de um grupo denominado como “Igrejas abaixo dos 12K”, por meio do qual ele monitorava a “produtividade” na arrecadação de cada local. A meta era atingir ganhos de R$ 12 mil por mês para então poder deixar o grupo.

Por meio do mesmo grupo, ele retomava ensinamentos dados em sua formação de “culto, fé e negócio”, para cada pastor saber como atingir a meta.
 

“Lembrando que esse culto só vai dar certo se vocês fizerem a visita aos comércios. Se vocês só divulgarem no Instagram e avisar no final do culto, não vai dar certo. O ‘culto, fé e negócio’ só vai acontecer se vocês derem a cara a tapa e ir de comércio em comércio, né, pelo menos na sexta-feira que antecede o culto, tá?”, disse Denilson em um dos áudios aos quais o Midiamax teve acesso.

Segundo o pastor Paulo Lemos, que fala abertamente sobre o caso, Denilson ficou conhecido por falar, inclusive, que o problema de alguns pastores era “ser pastor de pobre”.

Confira reproduções de tela de algumas trocas de mensagens realizadas no grupo “Igrejas abaixo dos 12K”:

Reprodução

A reportagem entrou em contato com o pastor Denilson, para poder se posicionar em relação a tal caso, mas não houve retorno até a publicação. O espaço permanece aberto para acréscimo de informação.

Dezenas comentam terem sido intimidados

O pastor Paulo Lemos publicou uma nota oficial sobre seu desligamento da comunidade, que foi acompanhado de assédio moral e destruição de sua imagem. A nota foi publicada no dia 25 de agosto, por meio de vídeo em rede social, mobilizando centenas de comentários na postagem, dos quais muitos são de relatos de pessoas que teriam sofrido o mesmo tipo de desmoralização.

Segundo Lemos, nos últimos anos, pelo menos 40 pastores foram demitidos sob o mesmo “modus operandi”. Os afastamentos seriam sempre acompanhados de destruição da imagem do pastor alvo do momento. O motivo? Eles seriam pessoas que ‘sabiam demais’ ou que ganhavam ‘mais visibilidade e fama’ do que deveriam.

A nota ganhou repercussão nacional e soma centenas de comentários, nos quais não é difícil encontrar relatos que se assemelham ao do pastor Paulo Lemos.

Em um desses, é destacada a seguinte afirmação: “Assim como todos, na nossa saída pra eles e pra maioria que frequentam a igreja, nós ficamos como rebeldes e desleais. Foram ditas mentiras, calúnias a nosso respeito pelo atual pastor”, escreveu.

Captura de tela realizada no dia 30 de agosto de 2024.

Caso chegou à justiça trabalhista

A suposta falta de dinheiro em uma das igrejas evangélicas que mais cresceu nos últimos anos em Campo Grande expôs disputas internas e troca de acusações entre os dirigentes da Comunidade Cristã Aliançados. O escândalo vazou e chegou à justiça trabalhista.

O pastor, Paulo Lemos, foi às redes sociais e denunciou publicamente o presidente da congregação, Denilson Fonseca, de supostamente disparar difamações para expulsar colegas de ministério que ‘sabiam demais’ ou que ganhavam ‘mais visibilidade e fama’ do que deveriam.

Diária de R$ 40 mil para usar Arena

Em razão dos acontecimentos a que Paulo foi exposto, ele diz ter perdido a esposa, ter sua fonte de sustento reduzida pela metade e ainda ter a imagem atacada. Em meio aos altos e baixos, ainda como integrante da Aliançados e sem ter salário, ele afirma que foi-lhe ofertado o espaço da Arena Aliançados na Avenida Mato Grosso. Os salários de Paulo e de outros pastores passaram de R$ 4,8 mil para R$ 2 mil, em dezembro de 2023.

Com a redução salarial em 50%, Paulo ministrava cursos em prédio na Vila Bandeirantes, onde ele coordenava uma escola de ensinamentos cristãos. Entretanto, o prédio foi fechado. Após isso, um dos pastores do alto escalão da Aliançados teria informado que Paulo poderia usar a Arena ou um anexo do local.

Contudo, ele conta que a contrapartida surpreendeu e o fez desistir do projeto. “Se você quiser usar a anexo, a diária é R$ 2,5 mil. Ou se você quiser usar o templo principal, a diária é R$ 40 mil”, relatou Paulo sobre a oferta recebida. O curso duraria dois dias, ao custo de R$ 197, tornando-se inviável para o pastor.

Land Rover teria sido doada e casa comprada em troca de 17 terrenos

Como é de conhecimento público, Denilson possui um veículo do modelo Land Rover e mora no Alphaville 1, em casa avaliada em R$ 4 milhões.

“O carro foi um presente, queridos”, disse Denilson sobre possuir uma Land Rover, em reunião com fiéis, após culto de domingo (1º).

Ele explicou que o carro é fruto da doação de um casal de fiéis, nomes que não serão mencionados nesta matéria. “Eu cheguei lá na loja, estava lá e me deram de presente. E que Deus multiplique mais e mais na vida deles, em nome de Jesus”, disse Denilson na ocasião.

Com relação à aquisição do imóvel avaliado em R$ 4 milhões, ele afirmou que a compra foi realizada com base na troca de 17 terrenos e duas casas, que ele teria em São Paulo.

“Eu fui morar de aluguel no primeiro momento, porque eu queria conhecer a cidade. Depois que eu conheci, eu comprei uma casa à vista, no Vilas Boas. Um bairro muito legal, eu fui morar lá”, explicou.

Denilson relata que pagava duas cartas de consórcio desde 2011. “As cartas foram contempladas e eu pego a minha casa no Vilas Boas, pego as cartas de consórcio, pego uma SW4 que eu tinha, e compro uma casa no Alphaville 2”, disse.

Caso da escola de “cura gay”

O nome de Denilson ganhou os holofotes de Campo Grande ainda em 2019, quando foi alvo de investigação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por vender um “curso de cura gay”. À época, o caso foi investigado como discriminação contra pessoas LGBTQI+.

O curso contava com uma colaboração na quantia de aproximadamente R$ 1 mil por participante. Denominado como “Escola de Cura”, prometia a libertação da “doença” depois de três dias de acompanhamento. Por fim, a investigação foi arquivada.

Pastor nega todas as acusações

Em contato anterior, o pastor Denilson negou todas as acusações que recebe, que foram detalhadas neste e em materiais anteriores. Abaixo, deixamos posicionamento também na íntegra:

“1º NÃO existe nenhuma acusação de desvio de recursos da Comunidade Cristã Aliançados, envolvendo a pessoas de seu presidente Denilson Fonseca esse fato assim como outros não passa de fake News, com o objetivo de manchar a honra e conduta do Apóstolo Denilson Fonseca.

2º O Pastor Paulo Lemos, não foi expulso da Comunidade Cristã Aliançados, ele foi destituído dos cargos que exercia de forma voluntária, por má conduta, nos termos do Estatuto de Ética da instituição, sendo que após esta medida de afastamento dos cargos, este achou por bem sair desta igreja, jamais sendo expulso. Referidas afirmações de expulsão são meras ilações.

3º Quanto a propagação de fake News, infelizmente não podemos dizer quem é o autor, vez que existe um inquérito policial em trâmite para investigação de sua autoria, por tanto não podemos atribuir a qualquer pessoa tal prática até o presente momento.

4º Quanto às acusações do GDS News, podemos dizer que existe um processo em trâmite no Judiciário de Mato Grosso do Sul, onde busca apurar as fontes e esclarecimentos de todos os fatos imputados a Comunidade Cristã Aliançados, bem como a pessoa de seu presidente Denilson, e que tal processo corre em segredo de justiça, fato que nos limita a falar sobre este.

5º Sobre questões salariais de Pastores, começamos deixando claro que não temos Pastores contratados em nosso quadro de funcionários, e que todos os que servem neste ministério são de forma voluntária, e nos termos da Lei do Voluntariado. A fim de auxiliar o trabalho voluntário de pastoreio, alguns pastores recebem ajuda de custo para despesas realizadas no exercício deste ofício voluntário. Neste sentido, as ajudas de custos estão, necessariamente, atreladas a gastos comprovadamente realizados por este voluntário.

6º Quanto aos questionamentos de páginas da internet de como os recursos seriam aplicados, cumpre esclarecer que existe uma diretoria que determina a aplicação de recursos, além de ser informada e declarada à Receita Federal todas as entradas e saídas de recursos mensais; Quanto a fiéis, desde que sejam integrantes deste ministério, todos tem livre acesso aos relatórios, tanto de receitas, quanto de despesas, não havendo o que declarar sobre tal assunto.

7º Quanto às alegações de dificuldades financeiras, a igreja, acompanha o cenária nacional, passando por todas as crises e dificuldades que atingem a todos os Brasileiros, porém fazemos uma gestão financeira rigorosa, para que todas as nossas despesas continuem equacionadas e possamos manter nossas despesas rigorosamente em dia, assim como esta nos dias atuais.

8º Ainda quanto ao valor de doação de fiéis, através de dízimos e ofertas, caso não seja uma oferta anônima, todas são devidamente declaradas conforme acima descrito. Assim, não há que se falar em recebimentos mensais por parte de fiéis, a não ser os tributos que este voluntariamente doa para cumprimento de princípios bíblicos. Sendo estes os esclarecimentos que temos a fazer sobre os assuntos, nos colocamos à disposição para quaisquer outros esclarecimentos que julgarem necessários”.

Coxim

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3 de abril de 2026

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A Sexta-feira Santa é vivida com fé, tradição e respeito pelos moradores de Coxim, que nesta sexta-feira dedicam o dia à reflexão e às manifestações religiosas que marcam a data.

Desde as primeiras horas da manhã, igrejas da cidade recebem fiéis para celebrações que recordam a crucificação e morte de Jesus Cristo. A programação inclui momentos de oração, leitura da Paixão de Cristo e, em algumas comunidades, encenações que emocionam e reforçam o significado espiritual da data.

Em Coxim, a Sexta-feira Santa mantém tradições que atravessam gerações. Muitas famílias seguem o costume de não consumir carne vermelha, optando por refeições simples, geralmente à base de peixe, como forma de respeito e penitência. O clima na cidade é de silêncio e introspecção, contrastando com a rotina agitada dos dias comuns.

As procissões também fazem parte da programação em bairros e paróquias, reunindo fiéis em caminhadas de fé pelas ruas da cidade. Esses momentos reforçam o sentimento de união e espiritualidade entre os moradores, que mantêm viva a essência da Semana Santa.

Além do aspecto religioso, o feriado altera o funcionamento da cidade. Órgãos públicos e parte do comércio permanecem fechados, enquanto serviços essenciais seguem normalmente, garantindo o atendimento à população.

Para os coxinenses, a Sexta-feira Santa vai além de um simples feriado. É um dia de renovação espiritual, reflexão sobre valores como amor, fé e solidariedade, e de fortalecimento das tradições que fazem parte da identidade cultural do município.

 

Religião

Padre Micael se encontra com o Papa Leão no Principado de Mônaco e emociona fiéis de Coxim

Um encontro especial e cheio de significado marcou a trajetória do padre Micael e também tocou o coração de muitos fiéis de Coxim. O sacerdote esteve recentemente...

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31 de mar�o de 2026

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Um encontro especial e cheio de significado marcou a trajetória do padre Micael e também tocou o coração de muitos fiéis de Coxim. O sacerdote esteve recentemente com o Papa Leão durante passagem pelo Principado de Mônaco.

Atualmente residindo na Suíça, padre Micael segue sua missão religiosa fora do Brasil, mas sua história continua profundamente ligada a Coxim, onde atuou por muitos anos e construiu uma forte relação com a comunidade católica local.

Conhecido pelo carisma e proximidade com os fiéis, o padre Micael é sempre lembrado em Coxim por suas qualidades marcantes: generosidade, empatia, gentileza, educação e bom humor. Mesmo distante, ele não esconde o carinho e o amor que sente pela cidade, mantendo viva a conexão com a comunidade que tanto fez parte de sua caminhada.

Sua atuação deixou marcas importantes no município, seja por meio de celebrações, ações sociais ou pelo acolhimento às pessoas em momentos difíceis. Até hoje, muitos moradores destacam a saudade deixada após sua partida.

O encontro com o Papa Leão representa não apenas um momento pessoal significativo na vida do sacerdote, mas também um motivo de orgulho para aqueles que acompanharam sua trajetória em Coxim.

Para os fiéis, ver o padre Micael vivendo novas experiências em sua missão, sem jamais esquecer de Coxim reforça o sentimento de gratidão, admiração e saudade que permanece forte na cidade.