quinta, 04 de junho, 2026
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Durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems), realizada na última terça-feira (15), o deputado estadual Zeca do PT apresentou um requerimento ao Poder Executivo cobrando a publicação imediata da resolução normativa que regulamenta o Programa Selo da Agricultura Familiar. A medida é considerada essencial para garantir o início efetivo do programa, já sancionado, mas ainda sem os instrumentos legais que permitam sua aplicação prática. Deputado solicita resolução normativa para garantir direitos de produtores de assentamentos, comunidades indígenas, quilombolas e pequenas propriedades
O programa, que teve origem em uma proposta do próprio deputado, foi sancionado pelo governador Eduardo Riedel e publicado no Diário Oficial do Estado no dia 8 de maio de 2025, por meio da Lei 6.405/25. Entretanto, sem a regulamentação formal por meio de um decreto , os agricultores familiares seguem sem acesso aos benefícios que o selo deve proporcionar.
“A publicação da regulamentação é de suma importância para que os agricultores familiares de todo o Estado possam se adequar às exigências legais e iniciar a comercialização dos seus produtos com o selo, o que garantirá maior segurança alimentar, visibilidade e valorização da produção local”, justificou o deputado Zeca do PT, que também é ex-governador de Mato Grosso do Sul.
O Selo da Agricultura Familiar de MS foi idealizado como uma forma de identificar, valorizar e certificar os produtos provenientes da agricultura familiar em diversas frentes: desde pequenos sítios, chácaras e assentamentos da reforma agrária, até aldeias indígenas e comunidades quilombolas.
Com o selo, os produtores passam a contar com uma chancela oficial do Estado, que atesta a origem e qualidade dos alimentos. Isso não só facilita a entrada dos produtos em novos mercados, como também promove a inclusão produtiva, a geração de renda no campo e o fortalecimento da soberania alimentar nos territórios.
Entretanto, a ausência da resolução normativa está gerando insegurança jurídica e travando o acesso dos produtores às políticas públicas associadas ao selo. De acordo com Zeca, muitos agricultores estão prontos para iniciar o processo de certificação, mas seguem esperando orientações formais que só podem ser garantidas após a publicação do decreto regulamentador.
O documento apresentado pelo parlamentar foi encaminhado ao governador Eduardo Corrêa Riedel, com cópia para o secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Elias Verruck, que deve coordenar a estruturação técnica do programa dentro da pasta.
No requerimento, o deputado solicita, entre outros pontos, a data prevista para a publicação do decreto, bem como orientações preliminares que possam nortear os produtores interessados em se adaptar às exigências da nova legislação.
A cobrança de Zeca ecoa entre milhares de agricultores familiares do Estado, que veem no selo uma chance real de expansão de suas atividades. Para muitos, essa é a oportunidade de agregar valor ao que produzem com tanto esforço, muitas vezes em condições limitadas e com pouca assistência técnica.
“A agricultura familiar é quem alimenta a maioria da população brasileira. Esse selo é mais do que um símbolo; é a chave para acesso a mercados institucionais, feiras, supermercados e, acima de tudo, respeito”, declarou o deputado.
Apesar do marco importante representado pela sanção da Lei 6.405/25, a regulamentação ainda é o passo fundamental para o funcionamento pleno do programa. O atraso na publicação pode comprometer inclusive o planejamento de produção e comercialização para o segundo semestre de 2025 e início de 2026, quando muitos produtores já contavam com a certificação ativa.
Zeca reforça que seguirá acompanhando de perto os desdobramentos da solicitação e promete mobilizar a Assembleia, movimentos sociais e entidades representativas da agricultura familiar até que a regulamentação seja publicada. “O selo é uma conquista da luta do povo do campo. Agora, falta apenas o governo dar o passo final para que ele vire realidade”, finalizou o parlamentar. (Glenda Melo - Diário do Estado)
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.