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Saída de Beto Pereira do PSDB e janela partidária aceleram "dança das cadeiras"

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30 de março de 2026

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Glenda Melo

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A política de Mato Grosso do Sul entrou oficialmente em ebulição. A poucos dias do fechamento da janela partidária, marcado para 3 de abril, os bastidores já não escondem mais o que antes era tratado em silêncio: a dança das cadeiras começou e em ritmo acelerado.

O movimento mais recente e simbólico vem de Beto Pereira, que oficializou sua saída do PSDB para ingressar no Republicanos. A mudança, costurada nos bastidores e confirmada após reunião em Brasília, expõe não apenas uma decisão individual, mas uma estratégia coletiva que redesenha o tabuleiro político estadual.

Ao lado de Reinaldo Azambuja e Eduardo Riedel, ambos hoje no PL, Beto selou sua nova filiação com a cúpula nacional do Republicanos, liderada por Marcos Pereira. O gesto não foi apenas protocolar foi um recado claro: as alianças para 2026 já estão sendo desenhadas agora.

Apesar de reforçar o Republicanos, a mudança coloca Beto Pereira em um cenário delicado. Ele passa a integrar uma chapa considerada altamente competitiva e perigosa. Nomes como Isa Marcondes e Neto Santos despontam como fortes puxadores de voto, o que pode concentrar a votação e tornar a disputa interna ainda mais acirrada.

Os números escancaram o desafio: a expectativa é que sejam necessários entre 160 mil e 170 mil votos para garantir uma cadeira na Câmara Federal. Na última eleição, Beto obteve pouco menos de 98 mil votos um desempenho que, hoje, não seria suficiente.

Além disso, o histórico recente pesa. Em 2024, o deputado não conseguiu avançar ao segundo turno na disputa pela Prefeitura de Campo Grande, o que aumenta a pressão sobre sua estratégia para 2026.

A movimentação não para por aí. A tendência é de que outros nomes de peso também desembarquem no Republicanos, como o vice-governador Barbosinha e os deputados estaduais Renato Câmara e Pedrossian Neto. Caso se confirme, o partido ganha musculatura e se posiciona como uma das forças centrais no estado.

Esse redesenho evidencia uma realidade cada vez mais clara: os partidos estão sendo reorganizados com foco exclusivo na sobrevivência eleitoral. Ideologia fica em segundo plano o que vale agora é viabilidade, estrutura e potencial de voto.

Com o prazo final se aproximando, a janela partidária se transforma em um verdadeiro leilão político, onde alianças são negociadas, espaços são disputados e decisões são tomadas sob pressão.

Nos corredores do poder, a leitura é unânime: quem não se posicionar agora, pode ficar para trás em 2026.

Mesmo faltando meses para o calendário eleitoral ganhar força oficialmente, em Mato Grosso do Sul o jogo já está em andamento. Trocas partidárias, articulações silenciosas e movimentos estratégicos mostram que a disputa pelas cadeiras já saiu do campo das intenções e entrou na fase de execução.

A saída de Beto Pereira do PSDB é apenas uma peça desse quebra-cabeça maior. Outras ainda devem se mover nos próximos dias e podem mudar completamente o cenário político no estado.

Uma coisa é certa: até o dia 3 de abril, muita coisa ainda pode e deve acontecer. Prepara a pipoca para assistir essa novela cheia de novos capítulos.

 

Política

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Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.

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Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.

Como regularizar e onde solicitar

O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.

O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.

Cadastro eleitoral será fechado a partir de 7 de maio

De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.

Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.

Quem deve ficar atento ao prazo

Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.

Alerta do TSE sobre o fim do prazo

No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.

Outros efeitos de ficar sem o título

Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.

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Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.

O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.

O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.

Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.

Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.