quinta, 04 de junho, 2026
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A notícia que não vai agradar alguns tucanos que ainda torciam para que seu maior líder político de MS não escolhesse o PL mas outro partido. O ex-governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, está prestes a dar um dos passos mais significativos de sua carreira política: deixar o PSDB após quase 30 anos de filiação para ingressar no Partido Liberal (PL), sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro. A mudança deve ser oficializada nos próximos 15 dias e tem como objetivo central a disputa por uma das vagas ao Senado Federal nas eleições de 2026, nos bastidores existem os entusiastas pela ida do ex-governador para o PL, e também os que não se agradam muito da ideia.
Com um histórico de protagonismo político no estado, Azambuja negocia diretamente com a cúpula nacional do PL e deve assumir o comando da legenda em Mato Grosso do Sul. O movimento faz parte de uma estratégia de fortalecimento regional do partido, que busca ganhar musculatura e ampliar sua base eleitoral para o próximo ciclo eleitoral.
Segundo o próprio ex-governador, a proposta é agregar, não dividir: ele pretende atrair para o PL deputados, prefeitos e vereadores alinhados ao seu projeto político. “A ideia é construir, somar e fortalecer. Vamos respeitar as lideranças que já estão no partido e abrir diálogo com todos”, declarou.
A expectativa é que um novo encontro em Brasília nos próximos dias concretize a filiação e a nova configuração da legenda no estado.
Nos bastidores, a movimentação de Azambuja também está ligada a um acordo político de alcance nacional. A entrada dele no PL reforçaria o palanque bolsonarista em Mato Grosso do Sul, enquanto o partido, por sua vez, daria suporte à candidatura do deputado federal Beto Pereira à Prefeitura de Campo Grande, uma articulação que mira tanto as eleições municipais de 2024 quanto o cenário de 2026.
A chegada de Azambuja ao PL é vista como um reforço estratégico para um partido que aposta em nomes com experiência, capilaridade política e histórico de vitórias eleitorais no estado.
Reinaldo Azambuja iniciou sua carreira política em 1996, quando foi eleito prefeito de Maracaju. À época, venceu a disputa com 44% dos votos válidos. Em 2000, foi reeleito com ampla margem de aprovação, obtendo mais de 61% dos votos.
Sua ascensão estadual começou em 2006, quando se elegeu deputado estadual com a maior votação da história de Mato Grosso do Sul até então. Em 2010, foi eleito deputado federal, superando a marca dos 122 mil votos. Dois anos depois, tentou a Prefeitura de Campo Grande, mas não avançou ao segundo turno.
Apesar da derrota, seu prestígio político permaneceu intacto. Em 2014, foi eleito governador do Estado, superando nomes tradicionais como Nelson Trad Filho e Delcídio do Amaral. Já em 2018, conquistou a reeleição ao vencer o então juiz federal aposentado Odilon de Oliveira.
Um dos feitos mais expressivos de sua trajetória foi a eleição de Eduardo Riedel como seu sucessor, fato inédito na história política de Mato Grosso do Sul, que demonstra sua capacidade de articulação e influência eleitoral.
Com a iminente filiação ao PL, Reinaldo Azambuja rompe com o ciclo tucano que o acompanhou por quase três décadas, iniciando um novo capítulo em sua história política. A mudança acontece em um momento estratégico, com os olhos voltados para o Senado Federal e para o fortalecimento do bloco conservador em Mato Grosso do Sul.
A oficialização da nova filiação deve ocorrer ainda em julho, abrindo espaço para a reconfiguração das alianças partidárias no estado e movimentando os bastidores da corrida eleitoral de 2026. Enquanto isso, Azambuja trabalha para consolidar um novo palanque, com a promessa de diálogo, força política e foco em resultados.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.