sábado, 25 de julho, 2026
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A notícia que não vai agradar alguns tucanos que ainda torciam para que seu maior líder político de MS não escolhesse o PL mas outro partido. O ex-governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, está prestes a dar um dos passos mais significativos de sua carreira política: deixar o PSDB após quase 30 anos de filiação para ingressar no Partido Liberal (PL), sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro. A mudança deve ser oficializada nos próximos 15 dias e tem como objetivo central a disputa por uma das vagas ao Senado Federal nas eleições de 2026, nos bastidores existem os entusiastas pela ida do ex-governador para o PL, e também os que não se agradam muito da ideia.
Com um histórico de protagonismo político no estado, Azambuja negocia diretamente com a cúpula nacional do PL e deve assumir o comando da legenda em Mato Grosso do Sul. O movimento faz parte de uma estratégia de fortalecimento regional do partido, que busca ganhar musculatura e ampliar sua base eleitoral para o próximo ciclo eleitoral.
Segundo o próprio ex-governador, a proposta é agregar, não dividir: ele pretende atrair para o PL deputados, prefeitos e vereadores alinhados ao seu projeto político. “A ideia é construir, somar e fortalecer. Vamos respeitar as lideranças que já estão no partido e abrir diálogo com todos”, declarou.
A expectativa é que um novo encontro em Brasília nos próximos dias concretize a filiação e a nova configuração da legenda no estado.
Nos bastidores, a movimentação de Azambuja também está ligada a um acordo político de alcance nacional. A entrada dele no PL reforçaria o palanque bolsonarista em Mato Grosso do Sul, enquanto o partido, por sua vez, daria suporte à candidatura do deputado federal Beto Pereira à Prefeitura de Campo Grande, uma articulação que mira tanto as eleições municipais de 2024 quanto o cenário de 2026.
A chegada de Azambuja ao PL é vista como um reforço estratégico para um partido que aposta em nomes com experiência, capilaridade política e histórico de vitórias eleitorais no estado.
Reinaldo Azambuja iniciou sua carreira política em 1996, quando foi eleito prefeito de Maracaju. À época, venceu a disputa com 44% dos votos válidos. Em 2000, foi reeleito com ampla margem de aprovação, obtendo mais de 61% dos votos.
Sua ascensão estadual começou em 2006, quando se elegeu deputado estadual com a maior votação da história de Mato Grosso do Sul até então. Em 2010, foi eleito deputado federal, superando a marca dos 122 mil votos. Dois anos depois, tentou a Prefeitura de Campo Grande, mas não avançou ao segundo turno.
Apesar da derrota, seu prestígio político permaneceu intacto. Em 2014, foi eleito governador do Estado, superando nomes tradicionais como Nelson Trad Filho e Delcídio do Amaral. Já em 2018, conquistou a reeleição ao vencer o então juiz federal aposentado Odilon de Oliveira.
Um dos feitos mais expressivos de sua trajetória foi a eleição de Eduardo Riedel como seu sucessor, fato inédito na história política de Mato Grosso do Sul, que demonstra sua capacidade de articulação e influência eleitoral.
Com a iminente filiação ao PL, Reinaldo Azambuja rompe com o ciclo tucano que o acompanhou por quase três décadas, iniciando um novo capítulo em sua história política. A mudança acontece em um momento estratégico, com os olhos voltados para o Senado Federal e para o fortalecimento do bloco conservador em Mato Grosso do Sul.
A oficialização da nova filiação deve ocorrer ainda em julho, abrindo espaço para a reconfiguração das alianças partidárias no estado e movimentando os bastidores da corrida eleitoral de 2026. Enquanto isso, Azambuja trabalha para consolidar um novo palanque, com a promessa de diálogo, força política e foco em resultados.
Eleições 2026
A Federação União Progressista realiza no dia 1º de agosto a convenção estadual que oficializará a candidatura do governador Eduardo...
24 de julho de 2026
A Federação União Progressista realiza no dia 1º de agosto a convenção estadual que oficializará a candidatura do governador Eduardo Riedel à reeleição em Mato Grosso do Sul. O encontro também servirá para homologar os candidatos da federação aos cargos de deputado estadual e deputado federal, marcando o início da campanha eleitoral do grupo no Estado.
O evento reunirá dirigentes partidários, filiados, pré-candidatos, prefeitos, vereadores e lideranças políticas de diversas regiões de Mato Grosso do Sul. Entre as presenças confirmadas está a senadora Tereza Cristina, uma das principais referências da federação e responsável por fortalecer a articulação política da aliança no Estado.
Durante a convenção, os filiados participarão da votação interna para validar as candidaturas que representarão a União Progressista nas eleições gerais. Além da confirmação do nome de Eduardo Riedel para a disputa ao Governo do Estado, serão definidos os candidatos que concorrerão às vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.
A expectativa da organização é de que o encontro reúna representantes de dezenas de municípios, consolidando a estratégia da federação para ampliar sua atuação em todas as regiões sul-mato-grossenses.
A convenção representa um dos principais atos do calendário eleitoral dos partidos, pois é o momento em que as legendas oficializam seus candidatos e apresentam as diretrizes que irão nortear a campanha.
A programação terá início às 8 horas, com a votação dos filiados. Na sequência, as lideranças concederão entrevista coletiva à imprensa para comentar as definições do encontro. O encerramento está previsto para o meio-dia, após os pronunciamentos políticos.
Formada pela união entre o Progressistas (PP) e o União Brasil, a Federação União Progressista pretende fortalecer sua estrutura política em Mato Grosso do Sul e ampliar sua representatividade nas eleições de 2026.
Com a oficialização das candidaturas, a federação inicia uma nova etapa da disputa eleitoral, concentrando esforços na organização das campanhas e na articulação com lideranças municipais em todo o Estado.
Durante a divulgação do evento, a senadora Tereza Cristina destacou que as convenções partidárias têm papel importante dentro do processo eleitoral por representarem a definição democrática das candidaturas e o início da apresentação dos projetos que serão levados aos eleitores durante a campanha.
Eleições 2026
A Presidência da República autorizou o emprego das Forças Armadas durante as eleições gerais de 2026, abrindo caminho para que militares sejam mobilizados em...
22 de julho de 2026
A Presidência da República autorizou o emprego das Forças Armadas durante as eleições gerais de 2026, abrindo caminho para que militares sejam mobilizados em diferentes regiões do país caso haja necessidade. A medida foi oficializada por decreto publicado nesta terça-feira (21) e prevê atuação em apoio ao processo eleitoral, sempre mediante solicitação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na prática, a autorização não significa que militares estarão presentes em todos os locais de votação. Caberá ao TSE definir onde o reforço será necessário, estabelecendo quais municípios receberão o apoio, o período da operação e as atividades que serão desempenhadas.
A participação poderá ocorrer durante toda a operação eleitoral, incluindo o dia da votação, a apuração dos votos e o suporte logístico em áreas onde o acesso é mais difícil ou onde houver necessidade de reforço na segurança.
O decreto segue o modelo adotado em eleições anteriores, quando as Forças Armadas foram acionadas para transportar urnas eletrônicas, garantir o funcionamento da votação em regiões remotas e reforçar a segurança em localidades apontadas pela Justiça Eleitoral como estratégicas.
A autorização está respaldada pela Constituição Federal, pela Lei Complementar nº 97, que regulamenta a organização e o emprego das Forças Armadas, além das normas previstas no Código Eleitoral.
A legislação estabelece que a atuação militar não acontece de forma automática. O emprego das tropas depende de pedido formal do Tribunal Superior Eleitoral, que avalia as necessidades de cada estado durante o planejamento das eleições.
Nos últimos pleitos, esse tipo de apoio foi utilizado principalmente na Amazônia Legal, em áreas indígenas, comunidades ribeirinhas e municípios de difícil acesso, além de locais onde houve necessidade de reforço da segurança pública.
As eleições de 2026 serão uma das mais complexas dos últimos anos. Os brasileiros irão às urnas para escolher presidente da República, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual, totalizando seis votos na urna eletrônica.
Com a proximidade do período eleitoral, a Justiça Eleitoral intensifica os preparativos para garantir que a votação ocorra de forma segura, organizada e com estrutura suficiente para atender todos os eleitores, especialmente nas regiões onde o apoio das Forças Armadas pode ser decisivo para assegurar o acesso às urnas e a normalidade do processo democrático.