quinta, 04 de junho, 2026
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Por muito tempo, a política foi um espaço onde mulheres precisaram escolher entre exercer seus mandatos ou viver plenamente a maternidade. Em Coxim, essa realidade começa a mudar e com força.
A aprovação unânime do Projeto de Lei nº 4/2026, de autoria da vereadora Adriana Nabhan, não é apenas uma conquista legislativa. É um marco. Um avanço que ecoa muito além das paredes da Câmara Municipal e toca diretamente na luta histórica das mulheres por espaço, respeito e igualdade.
A proposta garante direitos essenciais como licença-maternidade de no mínimo 120 dias, afastamento parental, condições para amamentação e, principalmente, segurança para que vereadoras não precisem abrir mão de seus mandatos ao se tornarem mães.
Mas o que torna esse projeto ainda mais poderoso é o que ele representa.
Durante décadas, mulheres foram silenciadas ou afastadas dos espaços de decisão justamente nos momentos mais delicados e importantes de suas vidas: a maternidade.
Ser mãe e ser líder sempre foi um desafio imposto nunca acolhido. Esse projeto rompe com essa lógica.
Ele afirma, de forma clara, que a maternidade não diminui a capacidade política de uma mulher. Pelo contrário: fortalece, humaniza e amplia sua visão de sociedade.
A própria autora do projeto, vereadora Adriana Nabhan trouxe à tona uma realidade vivida por muitas, mas raramente debatida com seriedade.
Conciliar gestação, cuidados com um filho e a responsabilidade de representar a população não deveria ser um ato de resistência solitária. E agora, em Coxim, não será mais.
Ao transformar sua vivência em política pública, Adriana Nabhan dá voz a inúmeras mulheres que enfrentam, todos os dias, a sobrecarga invisível de provar que podem ocupar todos os espaços.
O projeto também garante algo fundamental: a continuidade do mandato. Mesmo durante a licença, não há perda de cargo, nem interrupção da atuação parlamentar. A vereadora pode participar remotamente, manter seu gabinete ativo e retornar automaticamente às suas funções. Isso muda tudo.
Porque não se trata apenas de permitir que mulheres entrem na política, mas de garantir que elas permaneçam, com dignidade e condições reais.
A aprovação unânime da proposta também envia uma mensagem poderosa: o reconhecimento institucional de que políticas públicas precisam considerar as realidades das mulheres.
Mais do que uma lei, esse projeto é um posicionamento.
É Coxim dizendo que não aceita mais que mulheres sejam colocadas à margem. Que não admite mais que a maternidade seja vista como fragilidade. Que entende que uma sociedade mais justa passa, obrigatoriamente, pela presença feminina nos espaços de decisão.
O que aconteceu em Coxim pode e deve inspirar outras cidades.
Porque quando uma mulher conquista espaço com dignidade, ela abre caminho para muitas outras.
E quando a política começa a acolher a realidade feminina, ela se torna mais humana, mais justa e mais representativa.
Coxim deu um passo importante, e esse passo tem nome, tem história e tem força de mulher.
Política
Atendimento ocorre em cartórios eleitorais e on-line pelo sistema do TSE para quem já tem biometria cadastrada.
6 de maio de 2026
Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título de eleitor ou regularizar o documento junto à Justiça Eleitoral, sob risco de ficar impedidos de votar nas Eleições 2026, em outubro.
O serviço pode ser feito presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para quem já tem biometria cadastrada.
O prazo abrange alistamento eleitoral, transferência de domicílio eleitoral, revisão de dados cadastrais e regularização de outras pendências.
De acordo com o artigo 91 da Lei nº 9.504/1997, nenhum requerimento de inscrição ou de transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.
Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.
Entre os grupos mencionados estão jovens que vão votar pela primeira vez, pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título, eleitores com o documento cancelado ou com pendências na Justiça Eleitoral e quem precisa atualizar dados cadastrais.
No encerramento da sessão de julgamentos desta terça-feira (5), a presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo e disse esperar que eleitores resolvam pendências relacionadas ao título.
Segundo o texto, além do impacto no voto, a ausência do título pode gerar dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.
Eleições 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão...
5 de maio de 2026
Mato Grosso do Sul caminha para as Eleições Gerais de 2026 com um eleitorado expressivo. Dados da Justiça Eleitoral apontam que o estado conta com cerca de 1,97 milhão de pessoas aptas a votar, evidenciando a relevância da participação sul-mato-grossense no processo democrático nacional.
O perfil dos eleitores revela predominância feminina. As mulheres representam aproximadamente 53% do total, enquanto os homens somam cerca de 47%. Esse cenário acompanha uma tendência observada em diferentes regiões do país, onde o público feminino tem maior presença no cadastro eleitoral.
O crescimento do número de eleitores ao longo dos últimos anos reflete ações contínuas da própria Justiça Eleitoral, que tem investido em campanhas de conscientização, regularização de títulos e incentivo ao voto responsável.
Além dos números, o cenário reforça a importância do engajamento da população nas decisões políticas. A participação ativa dos eleitores é considerada um dos pilares fundamentais para o fortalecimento da democracia, especialmente em um período que antecede um novo ciclo eleitoral.
Com um contingente próximo de 2 milhões de votantes, Mato Grosso do Sul segue como peça importante no quadro eleitoral brasileiro, contribuindo diretamente para a definição dos rumos políticos do país.