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Partidos políticos de MS perdem 6,6 mil filiados em um ano

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20 de janeiro de 2026

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Campo Grande News

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O número de filiados a partidos políticos em Mato Grosso do Sul apresentou retração entre 2024 e 2025. De acordo com dados oficiais da Justiça Eleitoral, o total caiu de 304.114 filiados em 2024 para 297.458 em 2025, uma redução absoluta de 6.656 registros, o equivalente a uma queda de cerca de 2,2% no período.

A diminuição ocorre em ano eleitoral, quando estarão em disputa os cargos de presidente da República, governador do Estado, senadores, deputados federais e deputados estaduais, e indica um cenário de leve desmobilização partidária no estado após o último ciclo eleitoral municipal.

Apesar da queda no número total de filiados, a estrutura do sistema partidário sul-mato-grossense permanece praticamente inalterada. MDB, PSDB e PT continuam ocupando as três primeiras posições, tanto em 2024 quanto em 2025, concentrando juntos pouco mais de 36% de todos os filiados do estado nos dois anos analisados.

Em 2024, os três partidos somavam:

MDB: 42.577 filiados (14,00%)
PSDB: 34.849 (11,46%)
PT: 33.841 (11,13%)

Em 2025, os números passaram para:

MDB: 41.524 (13,96%)
PSDB: 33.886 (11,39%)
PT: 32.728 (11,00%)

Quais partidos mais perderam filiados

A redução total de filiações em MS foi puxada principalmente pelos partidos de maior porte, que perderam filiados em números absolutos mais elevados.

Maiores perdas entre 2024 e 2025:

PT: −1.113 filiados
MDB: −1.053 filiados
PSDB: −963 filiados

Outros partidos também apresentaram queda consistente:

PRD: −749
PP: −522
PDT: −623
UNIÃO: −498
PSD: −288
PSB: −234

Mesmo com essas perdas, todos esses partidos mantiveram suas posições relativas no ranking estadual, sem mudanças relevantes na ordem de força partidária.

Partidos que ganharam filiados no período

Em meio ao cenário geral de retração, apenas três partidos registraram crescimento líquido de filiados entre 2024 e 2025:

PSOL: de 4.208 para 5.108 filiados (+900)
Republicanos: de 17.316 para 17.506 (+190)
Novo: de 1.208 para 1.382 (+174)

O PSOL foi o partido com maior crescimento proporcional no período, ampliando sua participação de 1,38% para 1,72% do total de filiados no estado.

Já o Republicanos consolidou sua posição entre os partidos médios, mantendo-se próximo da faixa de 6% do eleitorado filiado. O Novo, apesar de pequeno em números absolutos, também apresentou crescimento em um contexto geral de queda.

Estabilidade entre partidos menores

Entre os partidos de menor porte, a maioria apresentou variações residuais, com quedas pequenas ou estabilidade. É o caso de siglas como PCB, PSTU, PCO, UP e PRTB, cujos números absolutos são baixos e pouco impactam o total geral.

O PCO manteve exatamente o mesmo número de filiados (210) nos dois anos analisados, sendo o único partido sem variação.

* Em 2024 consta PMB e em 2025 O Democrata, mantendo a comparação conforme os dados apresentados.

 

Eleições 2026

União Progressista marca convenção para confirmar Eduardo Riedel na disputa pela reeleição em MS

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24 de julho de 2026

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A Federação União Progressista realiza no dia 1º de agosto a convenção estadual que oficializará a candidatura do governador Eduardo Riedel à reeleição em Mato Grosso do Sul. O encontro também servirá para homologar os candidatos da federação aos cargos de deputado estadual e deputado federal, marcando o início da campanha eleitoral do grupo no Estado.

O evento reunirá dirigentes partidários, filiados, pré-candidatos, prefeitos, vereadores e lideranças políticas de diversas regiões de Mato Grosso do Sul. Entre as presenças confirmadas está a senadora Tereza Cristina, uma das principais referências da federação e responsável por fortalecer a articulação política da aliança no Estado.

Durante a convenção, os filiados participarão da votação interna para validar as candidaturas que representarão a União Progressista nas eleições gerais. Além da confirmação do nome de Eduardo Riedel para a disputa ao Governo do Estado, serão definidos os candidatos que concorrerão às vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.

A expectativa da organização é de que o encontro reúna representantes de dezenas de municípios, consolidando a estratégia da federação para ampliar sua atuação em todas as regiões sul-mato-grossenses.

A convenção representa um dos principais atos do calendário eleitoral dos partidos, pois é o momento em que as legendas oficializam seus candidatos e apresentam as diretrizes que irão nortear a campanha.

A programação terá início às 8 horas, com a votação dos filiados. Na sequência, as lideranças concederão entrevista coletiva à imprensa para comentar as definições do encontro. O encerramento está previsto para o meio-dia, após os pronunciamentos políticos.

Formada pela união entre o Progressistas (PP) e o União Brasil, a Federação União Progressista pretende fortalecer sua estrutura política em Mato Grosso do Sul e ampliar sua representatividade nas eleições de 2026.

Com a oficialização das candidaturas, a federação inicia uma nova etapa da disputa eleitoral, concentrando esforços na organização das campanhas e na articulação com lideranças municipais em todo o Estado.

Durante a divulgação do evento, a senadora Tereza Cristina destacou que as convenções partidárias têm papel importante dentro do processo eleitoral por representarem a definição democrática das candidaturas e o início da apresentação dos projetos que serão levados aos eleitores durante a campanha.

Eleições 2026

Forças Armadas poderão atuar nas eleições de 2026 para garantir segurança e apoio logístico

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22 de julho de 2026

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A Presidência da República autorizou o emprego das Forças Armadas durante as eleições gerais de 2026, abrindo caminho para que militares sejam mobilizados em diferentes regiões do país caso haja necessidade. A medida foi oficializada por decreto publicado nesta terça-feira (21) e prevê atuação em apoio ao processo eleitoral, sempre mediante solicitação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na prática, a autorização não significa que militares estarão presentes em todos os locais de votação. Caberá ao TSE definir onde o reforço será necessário, estabelecendo quais municípios receberão o apoio, o período da operação e as atividades que serão desempenhadas.

A participação poderá ocorrer durante toda a operação eleitoral, incluindo o dia da votação, a apuração dos votos e o suporte logístico em áreas onde o acesso é mais difícil ou onde houver necessidade de reforço na segurança.

O decreto segue o modelo adotado em eleições anteriores, quando as Forças Armadas foram acionadas para transportar urnas eletrônicas, garantir o funcionamento da votação em regiões remotas e reforçar a segurança em localidades apontadas pela Justiça Eleitoral como estratégicas.

A autorização está respaldada pela Constituição Federal, pela Lei Complementar nº 97, que regulamenta a organização e o emprego das Forças Armadas, além das normas previstas no Código Eleitoral.

A legislação estabelece que a atuação militar não acontece de forma automática. O emprego das tropas depende de pedido formal do Tribunal Superior Eleitoral, que avalia as necessidades de cada estado durante o planejamento das eleições.

Nos últimos pleitos, esse tipo de apoio foi utilizado principalmente na Amazônia Legal, em áreas indígenas, comunidades ribeirinhas e municípios de difícil acesso, além de locais onde houve necessidade de reforço da segurança pública.

As eleições de 2026 serão uma das mais complexas dos últimos anos. Os brasileiros irão às urnas para escolher presidente da República, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual, totalizando seis votos na urna eletrônica.

Com a proximidade do período eleitoral, a Justiça Eleitoral intensifica os preparativos para garantir que a votação ocorra de forma segura, organizada e com estrutura suficiente para atender todos os eleitores, especialmente nas regiões onde o apoio das Forças Armadas pode ser decisivo para assegurar o acesso às urnas e a normalidade do processo democrático.