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JUSTIÇA

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Gaeco pede prisão de investigados em Aquidauana e aponta irregularidade

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31 de janeiro de 2025

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(JNE) 

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O Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) solicitou a prisão dos vereadores reeleitos e ex-presidentes da Câmara Municipal de Aquidauana, Wezer Lucarelli (PSDB) – presidente em 2021 e 2022 – e Nilson Pontim (PSDB) – presidente em 2023 e 2024. Ambos são investigados no âmbito da Operação Ad Blocker, que apura fraudes em contratos de publicidade da Câmara.
No entanto, segundo apuração, a Justiça negou o pedido de prisão e autorizou apenas buscas e apreensões de documentos e equipamentos, como celulares e notebooks, necessários para a continuidade das investigações. Na última terça-feira (28), agentes do Gaeco cumpriram os mandados nas residências dos dois parlamentares, além da sede do Legislativo.
As investigações apontam irregularidades em um contrato de publicidade firmado em 2021, durante a gestão de Wezer Lucarelli, no valor inicial de R$ 500 mil. O contrato, que foi aditivado por três vezes – o último durante a gestão de Nilson Pontim – atingiu a cifra de R$ 1,6 milhão e permanece em vigor até fevereiro de 2025.


Denúncia e inércia do MP
Além do Gaeco, o caso foi denunciado ao Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) e ao Ministério Público Estadual de Aquidauana (MP-MS). Enquanto o TCE-MS identificou uma série de irregularidades no processo licitatório e na execução do contrato, o MP-MS, até o momento, não se manifestou publicamente sobre as investigações.
De acordo com relatório do TCE-MS, o contrato foi “amparado em procedimento licitatório irregular, contaminando, em consequência, os atos subsequentes”. O órgão apontou, entre outras falhas, a ausência de nota de empenho no primeiro termo aditivo, ainda na gestão de Wezer, em 2022.
Além disso, segundo a denúncia apresentada no início de 2024, Wezer Lucarelli teria montado uma suposta engrenagem criminosa envolvendo agentes públicos e empresas ligadas diretamente a ele para desviar recursos públicos. Segundo as investigações, os objetivos do esquema eram o enriquecimento ilícito, o financiamento de um projeto de poder e a promoção pessoal de Wezer. O vereador teria coordenado todas as etapas do esquema, desde a nomeação de aliados até a execução dos desvios de recursos, beneficiando-se diretamente da corrupção.


Para o Gaeco, as evidências indicam que o contrato foi direcionado e que a empresa contratada teria sido utilizada para beneficiar interesses particulares de agentes públicos. Em nota, o órgão afirmou:
“A investigação aponta a existência de indícios da prática de crimes de fraude a processo licitatório e contrato dele decorrente, envolvendo agentes políticos, servidores públicos da Câmara Municipal de Aquidauana e empresários do ramo publicitário. Pela contratação, a referida Câmara de Vereadores já pagou valor milionário nos últimos três anos, e a execução do contrato aponta para inúmeras fraudes, inclusive o uso de supostos serviços para beneficiar interesse particular de agente público.”


Silêncio dos investigados
Procurado pela reportagem do Midiamax, Wezer Lucarelli confirmou que o pedido de prisão contra ele e Nilson Pontim foi indeferido pela Justiça, mas se recusou a comentar o caso. Já Nilson Pontim não respondeu às mensagens ou ligações para apresentar sua versão.
Pressão por respostas
Enquanto o Gaeco avança na análise dos documentos apreendidos, cresce a pressão para que o Ministério Público de Aquidauana, órgão que sempre se posicionou publicamente e com considerável agilidade em casos semelhantes, se manifeste sobre o caso. A ausência de um posicionamento oficial até agora levanta questionamentos sobre a atuação do órgão, que é responsável por zelar pela aplicação da lei e pela proteção do interesse público.

Eleições 2026

União Progressista marca convenção para confirmar Eduardo Riedel na disputa pela reeleição em MS

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24 de julho de 2026

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A Federação União Progressista realiza no dia 1º de agosto a convenção estadual que oficializará a candidatura do governador Eduardo Riedel à reeleição em Mato Grosso do Sul. O encontro também servirá para homologar os candidatos da federação aos cargos de deputado estadual e deputado federal, marcando o início da campanha eleitoral do grupo no Estado.

O evento reunirá dirigentes partidários, filiados, pré-candidatos, prefeitos, vereadores e lideranças políticas de diversas regiões de Mato Grosso do Sul. Entre as presenças confirmadas está a senadora Tereza Cristina, uma das principais referências da federação e responsável por fortalecer a articulação política da aliança no Estado.

Durante a convenção, os filiados participarão da votação interna para validar as candidaturas que representarão a União Progressista nas eleições gerais. Além da confirmação do nome de Eduardo Riedel para a disputa ao Governo do Estado, serão definidos os candidatos que concorrerão às vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados.

A expectativa da organização é de que o encontro reúna representantes de dezenas de municípios, consolidando a estratégia da federação para ampliar sua atuação em todas as regiões sul-mato-grossenses.

A convenção representa um dos principais atos do calendário eleitoral dos partidos, pois é o momento em que as legendas oficializam seus candidatos e apresentam as diretrizes que irão nortear a campanha.

A programação terá início às 8 horas, com a votação dos filiados. Na sequência, as lideranças concederão entrevista coletiva à imprensa para comentar as definições do encontro. O encerramento está previsto para o meio-dia, após os pronunciamentos políticos.

Formada pela união entre o Progressistas (PP) e o União Brasil, a Federação União Progressista pretende fortalecer sua estrutura política em Mato Grosso do Sul e ampliar sua representatividade nas eleições de 2026.

Com a oficialização das candidaturas, a federação inicia uma nova etapa da disputa eleitoral, concentrando esforços na organização das campanhas e na articulação com lideranças municipais em todo o Estado.

Durante a divulgação do evento, a senadora Tereza Cristina destacou que as convenções partidárias têm papel importante dentro do processo eleitoral por representarem a definição democrática das candidaturas e o início da apresentação dos projetos que serão levados aos eleitores durante a campanha.

Eleições 2026

Forças Armadas poderão atuar nas eleições de 2026 para garantir segurança e apoio logístico

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22 de julho de 2026

Forças Armadas poderão atuar nas eleições de 2026 para garantir segurança e apoio logístico

 

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A Presidência da República autorizou o emprego das Forças Armadas durante as eleições gerais de 2026, abrindo caminho para que militares sejam mobilizados em diferentes regiões do país caso haja necessidade. A medida foi oficializada por decreto publicado nesta terça-feira (21) e prevê atuação em apoio ao processo eleitoral, sempre mediante solicitação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na prática, a autorização não significa que militares estarão presentes em todos os locais de votação. Caberá ao TSE definir onde o reforço será necessário, estabelecendo quais municípios receberão o apoio, o período da operação e as atividades que serão desempenhadas.

A participação poderá ocorrer durante toda a operação eleitoral, incluindo o dia da votação, a apuração dos votos e o suporte logístico em áreas onde o acesso é mais difícil ou onde houver necessidade de reforço na segurança.

O decreto segue o modelo adotado em eleições anteriores, quando as Forças Armadas foram acionadas para transportar urnas eletrônicas, garantir o funcionamento da votação em regiões remotas e reforçar a segurança em localidades apontadas pela Justiça Eleitoral como estratégicas.

A autorização está respaldada pela Constituição Federal, pela Lei Complementar nº 97, que regulamenta a organização e o emprego das Forças Armadas, além das normas previstas no Código Eleitoral.

A legislação estabelece que a atuação militar não acontece de forma automática. O emprego das tropas depende de pedido formal do Tribunal Superior Eleitoral, que avalia as necessidades de cada estado durante o planejamento das eleições.

Nos últimos pleitos, esse tipo de apoio foi utilizado principalmente na Amazônia Legal, em áreas indígenas, comunidades ribeirinhas e municípios de difícil acesso, além de locais onde houve necessidade de reforço da segurança pública.

As eleições de 2026 serão uma das mais complexas dos últimos anos. Os brasileiros irão às urnas para escolher presidente da República, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual, totalizando seis votos na urna eletrônica.

Com a proximidade do período eleitoral, a Justiça Eleitoral intensifica os preparativos para garantir que a votação ocorra de forma segura, organizada e com estrutura suficiente para atender todos os eleitores, especialmente nas regiões onde o apoio das Forças Armadas pode ser decisivo para assegurar o acesso às urnas e a normalidade do processo democrático.