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Eleições 2026

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Em 2026, eleitor terá seis votos na urna; entenda o que muda e como funciona a votação

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22 de julho de 2026

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Glenda Melo

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As eleições gerais de 2026 trarão uma particularidade que promete exigir ainda mais atenção dos eleitores brasileiros. Diferentemente das eleições municipais, quando são escolhidos apenas prefeito e vereadores, no próximo pleito cada eleitor precisará registrar seis votos na urna eletrônica.

A sequência contempla a escolha de deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente da República. O motivo do aumento no número de votos é a renovação de duas das três cadeiras do Senado Federal por cada estado e pelo Distrito Federal, algo que ocorre apenas a cada oito anos.

A mudança faz com que a disputa pelo Senado ganhe ainda mais importância. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, serão eleitos dois senadores em uma única eleição, o que deve intensificar as articulações políticas e tornar a corrida por uma vaga uma das mais disputadas dos últimos anos.

O Senado Federal é composto por três representantes de cada estado. O mandato dos senadores é de oito anos, mas a renovação acontece de forma alternada.

Em uma eleição são renovadas apenas uma das três vagas. Na eleição seguinte, quatro anos depois, são renovadas as outras duas cadeiras. É justamente esse segundo cenário que ocorrerá em 2026.

Na prática, o eleitor deverá escolher dois candidatos diferentes ao Senado. Não será permitido repetir o mesmo número nas duas escolhas. Caso isso aconteça, apenas um dos votos será considerado válido.

Ordem dos votos exige atenção

Ao chegar à urna eletrônica, o eleitor seguirá uma sequência específica:

  • Deputado Federal (4 dígitos)
  • Deputado Estadual (5 dígitos)
  • Primeiro Senador (3 dígitos)
  • Segundo Senador (3 dígitos)
  • Governador (2 dígitos)
  • Presidente da República (2 dígitos)

Especialistas recomendam que o eleitor leve uma "cola" com os números dos candidatos escolhidos, prática autorizada pela Justiça Eleitoral, para evitar erros e agilizar a votação.

Embora as disputas para presidente e governador costumem concentrar a maior atenção do eleitorado, a eleição para o Senado tem grande impacto na política nacional.

Os senadores participam da aprovação de leis, analisam indicações para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), procurador-geral da República, presidentes de agências reguladoras e autoridades diplomáticas, além de atuar em processos de impeachment de autoridades.

Com duas vagas em disputa, a composição do Senado poderá sofrer mudanças significativas, influenciando diretamente o equilíbrio político do país pelos próximos oito anos.

Como serão seis escolhas diferentes, a orientação é que o eleitor confira atentamente a foto e o nome apresentados na tela da urna antes de apertar a tecla "Confirma" em cada etapa.

A expectativa da Justiça Eleitoral é que a votação transcorra normalmente, mas o processo poderá levar alguns segundos a mais devido ao maior número de cargos em disputa. A recomendação é simples: informar-se com antecedência, organizar os números dos candidatos e votar com tranquilidade para evitar enganos no momento mais importante da democracia.

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O Partido Liberal (PL) dará um importante passo na preparação para as eleições gerais de 2026 ao realizar, no próximo dia 1º de agosto, sua Convenção Estadual em Mato Grosso do Sul. O encontro reunirá dirigentes e filiados para oficializar os nomes que representarão a legenda na disputa eleitoral e definir os últimos ajustes da estratégia política para o pleito.

Além da homologação das candidaturas, o partido pretende consolidar acordos políticos que deverão influenciar diretamente a corrida eleitoral no Estado.

Durante a convenção, o PL oficializará seus candidatos aos cargos de governador, vice-governador, senador, deputado federal e deputado estadual, além de confirmar os respectivos suplentes e demais exigências previstas pela legislação eleitoral.

A reunião também servirá para deliberar sobre eventuais coligações e autorizar a Executiva Estadual a realizar substituições ou preencher vagas remanescentes, caso seja necessário durante o processo de registro das candidaturas.

Entre os principais temas da convenção está a formalização da aliança com a federação composta por Progressistas (PP) e União Brasil. A articulação política prevê apoio do PL ao projeto de reeleição do governador e pré- candidato Eduardo Riedel nas eleições de outubro.

A aproximação entre as legendas faz parte das negociações conduzidas pelas lideranças estaduais e busca fortalecer um bloco político para a disputa majoritária e proporcional em Mato Grosso do Sul.

A direção estadual do partido afirma que chega ao período eleitoral com uma estrutura fortalecida após ampliar o número de filiados e atrair lideranças políticas de diferentes regiões do Estado.

A expectativa da legenda é ampliar sua representação na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados, além de disputar com força as vagas destinadas ao Senado Federal.

Em Coxim, onde o cenário político já começa a ganhar ritmo com as articulações para as eleições de 2026, a convenção do PL será acompanhada de perto por lideranças locais e regionais.

A definição dos candidatos estaduais e federais tende a influenciar a formação de alianças no município, além de orientar o posicionamento de vereadores, prefeitos e demais lideranças que deverão participar da campanha nos próximos meses.

Com a proximidade do período oficial de campanha, a expectativa é de intensificação das visitas de pré-candidatos a cidades do interior, incluindo Coxim, em busca de apoio político e fortalecimento de suas bases eleitorais.

A convenção estadual integra a etapa prevista pela Justiça Eleitoral para definição oficial das candidaturas. Após a homologação pelos partidos, os candidatos poderão solicitar o registro de suas candidaturas junto ao Tribunal Regional Eleitoral, dando sequência ao calendário das eleições de 2026.

O encontro do PL está marcado para a manhã de 1º de agosto, em Campo Grande, reunindo dirigentes, filiados e representantes da legenda para oficializar as decisões que nortearão a participação do partido na disputa eleitoral deste ano.

 

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Os pré-candidatos que disputarão as eleições gerais de 2026 em Mato Grosso do Sul já sabem quanto poderão investir oficialmente nas campanhas eleitorais. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou os limites máximos de gastos para cada cargo em disputa, mantendo os mesmos valores utilizados nas eleições de 2022.

A definição estabelece o teto financeiro que poderá ser utilizado durante a campanha para governador, senador, deputado federal e deputado estadual, servindo como referência para o planejamento dos partidos e candidatos que pretendem disputar o voto dos sul-mato-grossenses.

De acordo com a regulamentação da Justiça Eleitoral, quem disputar o Governo de Mato Grosso do Sul poderá gastar até R$ 6,2 milhões durante o primeiro turno. Caso a eleição seja decidida em segundo turno, será permitido um acréscimo de R$ 3,1 milhões para a continuidade da campanha.

Já os candidatos ao Senado terão como limite de despesas R$ 3.176.572,53.

Para quem concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados, o teto será o mesmo estabelecido para os candidatos ao Senado: R$ 3.176.572,53.

Os candidatos a deputado estadual poderão investir até R$ 1.270.629,01 durante toda a campanha eleitoral.

Os limites de gastos fazem parte das regras criadas para garantir maior equilíbrio entre os concorrentes e aumentar a transparência no financiamento das campanhas.

Todas as despesas deverão ser registradas na prestação de contas entregue à Justiça Eleitoral, que fiscalizará os valores declarados, as receitas recebidas e a origem dos recursos utilizados pelos candidatos.

Quem ultrapassar o teto poderá responder por irregularidades eleitorais, ficando sujeito às penalidades previstas na legislação.

Em Coxim, onde lideranças políticas já articulam apoio para candidatos ao Governo do Estado, Senado e Assembleia Legislativa, a divulgação dos limites também influencia o planejamento das campanhas.

A expectativa é que, nos próximos meses, o município receba visitas de candidatos e representantes partidários em busca de alianças, fortalecimento de bases eleitorais e apresentação de propostas voltadas ao desenvolvimento da região norte de Mato Grosso do Sul.

Além das campanhas estaduais e nacionais, o período eleitoral costuma movimentar a economia local, com contratação de prestadores de serviços, produção de materiais de divulgação e realização de eventos políticos.

Com o calendário eleitoral em andamento, os partidos seguem na fase de definição de candidaturas e alianças, enquanto a Justiça Eleitoral reforça que o cumprimento das regras de financiamento será um dos principais pontos de fiscalização durante a disputa de 2026.